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Halloween ou Reforma Protestante?

reforma-protestanteDia das Bruxas parece querer ofuscar os 498 anos da reforma iniciada por Martinho Lutero

O dia 31 de outubro de 2015 marca os 498 anos da Reforma Protestante. Nesta data, Martinho Lutero divulgou suas 95 teses contra o papa e a Igreja Católica.

Pregados na porta da Catedral da cidade Wittenberg, Alemanha, os argumentos do ex-monge Lutero não pediam que a Igreja se dividisse, mas que passasse por uma reforma teológica, abandonando práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, foram o início do que seria mais tarde a Igreja Luterana.

Entre as propostas de Lutero estava a de traduzir a Bíblia para que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então isso era privilégio do clero. Foi uma verdadeira revolução no cristianismo. Lutero baseava-se em “5 pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pela Europa e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história.

Há cerca de 20 anos, o 31 de outubro passou a ser cada vez mais o Halloween ou Dia das Bruxas para os brasileiros. Tradição importada dos Estados Unidos, parece ter virado uma espécie de Carnaval fora de época. Muitas escolas já ensinam sobre isso no currículo e o comércio acha uma oportunidade de lucrar com mais uma ‘data festiva’.

A exemplo do que acontece com as festas juninas, algumas igrejas decidiram organizar festivais alternativos, aproveitando a oportunidade do feriado para falar sobre o mundo espiritual da perspectiva bíblica.

Fonte: Gospel Prime

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Martinho Lutero vira boneco e brinquedo bate recorde mundial de vendas

martinho-lutero1Um boneco do teólogo Martinho Lutero, um dos fundadores do protestantismo, se tornou o brinquedo vendido mais rapidamente na história.

A fabricante de brinquedos Playmobil criou um boneco alusivo ao teólogo e todo o estoque foi vendido em 72 horas. O departamento comercial da empresa foi pego de surpresa com o sucesso: “É a venda mais rápida que já tivemos”, disse Anna Ermann, porta-voz da companhia em entrevista à agência estatal “Deutsche Welle”.

A Playmobil fez sucesso no Brasil nos anos 1980, com seus bonequinhos de plástico desmontáveis. A versão de Martinho Lutero traz o teólogo vestido com as roupas da época, carregando uma Bíblia em alemão e uma pena que simula uma espada.

As 34 mil unidades do boneco Lutero foram vendidas e um novo lote foi encomendado, de acordo com informações do jornal O Globo.

O Centro de Turismo de Nuremberg divulgou um comunicado dizendo que o brinquedo serve como um “embaixador miniatura da reforma protestante”.

Estima-se que 95% das unidades tenham sido vendidas na própria Alemanha, e o sucesso imediato já despertou interesse de comerciantes espanhóis, italianos e suecos.

A Playmobil recebeu um pedido de fãs da marca que usaram o Facebook para pedir que o boneco de Lutero ganhe uma miniatura do castelo de Wartburg. No entanto, a empresa descartou a hipótese.

O lançamento do boneco é uma homenagem ao 500º aniversário do lançamento das “95 teses sobre o poder e a eficácia da indulgência”, publicação considerada o pílar da Reforma Protestante, e que gerou sua excomunhão da Igreja Católica em 1521.

Para Astid Mühlmann, diretora do departamento do governo alemão responsável pelas celebrações, os alemães valorizam muito o legado de Lutero: “A educação pesou. Existe muito interesse em olhar para trás, para nossa História, pais querendo ter certeza que os filhos cresçam sabendo quem ele era e por que teve tanto impacto na maneira como a sociedade europeia evoluiu”, resumiu.

Martinho Lutero, pastor e professor de Teologia, viveu de 1483 a 1546 e tornou-se o grande mentor da reforma protestante na Alemanha ao desafiar a autoridade do papa Leão X e traduzir a Bíblia Sagrada do latim. Essa iniciativa inspirou outros países, posteriormente e deu origem às igrejas protestantes, e posteriormente, evangélicas pentecostais.

Fonte: Gospel +

Hoje é Dia da Reforma Protestante!

reforma-protestanteEm 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero deu início ao movimento protestante.

Dia 31 de outubro de 1517 foi a data escolhida por Martinho Lutero para divulgar suas 95 teses contra o papa e a Igreja Católica. Era o início da Reforma Protestante, que gerou o movimento evangélico. Já leu as teses? Leia aqui.

Pregadas na porta da Catedral da cidade Wittenberg, Alemanha, os argumentos do ex-monge Lutero não pediam que a Igreja se dividisse, mas que passasse por uma reforma teológica, abandonando práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, foram o início do que seria mais tarde a Igreja Luterana.

Entre as propostas de Lutero estava a de traduzir a Bíblia para que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então isso era privilégio do clero. Foi uma verdadeira revolução no cristianismo. Lutero baseava-se em “5 pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: “Somente a Escritura, somente a Fé, somente a Graça, somente Cristo e Glória somente a Deus”.

Os ideais se espalharam pela Europa e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história.

Prestes a completar cinco séculos, a Reforma continua inspirando milhares de cristãos no mundo inteiro. Em 2012, foi lançada pelo evangélico Orley José da Silva a campanha “500 anos de Reforma, 100 milhões de evangélicos no Brasil”.

Segundo Orley, o número de evangélicos no Brasil hoje gira em torno de 50 milhões. Sua proposta é que cada crente do país se esforce para “evangelizar uma pessoa não cristã, levá-la a decidir-se por Cristo e a discipular” até 31 de outubro de 2017. Assim, no aniversário de 500 anos da Reforma teremos 100 milhões de evangélicos no Brasil. “É claro que somente isto não basta, precisamos urgentemente de um reavivamento bíblico, que reflita profundamente na espiritualidade, na moral e na ética, primeiro da igreja e depois da sociedade”, esclarece.

Fonte: Gospel Prime

Teologia reformada envolve piedade

CalvinoAPiedade

Por Joel Beeke 31/10/2014

Intro: Neste Dia da Reforma, lembre-mos que a teologia reformada envolve piedade e não somente conhecimento teórico. No artigo abaixo, Joel Beeke fala sobre o ensino de Calvino sobre piedade, como o modo de glorificar a Deus.

As Institutas de João Calvino têm-lhe garantido o título “a preeminente sistematização da Reforma Protestante”. Sua reputação de intelectual, entretanto, é frequentemente vista à parte do vital contexto espiritual e pastoral, no qual ele desenvolveu sua teologia. Para Calvino, compreensão teológica e piedade prática, verdade e utilidade, são inseparáveis. Antes de tudo, a teologia trata do conhecimento – conhecimento de Deus e de nós próprios –, mas não existe verdadeiro conhecimento onde não existe verdadeira piedade.

O conceito que Calvino tinha de piedade (pietas) está radicado no conhecimento de Deus e inclui atitudes e ações que são direcionadas à adoração e serviço a Deus. Além disso, sua pietas inclui um grande volume de temas correlatos, tais como piedade filial nas relações humanas, e respeito e amor para com a imagem de Deus nos seres humanos. A piedade de Calvino é evidente nas pessoas que reconhecem, através da fé experiencial, que fomos aceitos em Cristo e enxertados em Seu corpo pela graça de Deus. Nesta “união mística”, o Senhor os reivindica como propriedade na vida e na morte. Tornam-se o povo de Deus e membros de Cristo pelo poder do Espírito Santo. Esta relação restaura sua alegria de comunhão com Deus; ela recria suas vidas.

O propósito deste capítulo é mostrar que a piedade de Calvino é fundamentalmente bíblica, com ênfase no coração mais do que na mente. Cabeça e coração devem trabalhar juntos, mas o coração é mais importante.[1] Após uma olhada introdutória na definição e alvo da piedade no pensamento de Calvino, mostrarei como sua pietas afeta as dimensões teológica, eclesiástica e prática de seu pensamento.

Definição e importância da piedade

Pietas é um dos maiores temas da teologia de Calvino. Sua história é, no dizer de John T. McNeill, “sua piedade descrita por extenso”.[2] Ele é determinado em confinar a teologia dentro dos limites da piedade.[3] Em seu prefácio dirigido ao rei Francisco I, Calvino diz que o propósito de escrever as Institutas era “unicamente transmitir certos rudimentos pelos quais os que são tocados com algum zelo pela religião fossem moldados à verdadeira piedade [pietas].”[4] Para Calvino, pietas designa a atitude correta do homem para com Deus.

Esta atitude inclui conhecimento genuíno, culto sincero, fé salvífica, temor filial, submissão no espírito de oração e amor reverente.[5] Conhecer quem e o que é Deus (teologia) é abraçar atitudes corretas para com Ele e fazer o que Ele quer (piedade). Em seu primeiro catecismo, Calvino escreve: “A verdadeira piedade consiste em um sincero sentimento que ama a Deus como Pai, enquanto O teme e O reverencia como Senhor, abraça Sua justiça e teme ofendê-Lo mais que a morte.”[6] Nas Institutas, Calvino é mais sucinto: “Chamo ‘piedade’ aquela reverência unida ao amor de Deus ao qual o conhecimento de seus benefícios induz.”[7] Este amor e reverência para com Deus é um concomitante necessário a qualquer conhecimento dEle e abarca toda a vida. No dizer de Calvino, “Toda a vida dos cristãos deve ser uma espécie de prática da piedade.”[8] Ou, como afirma o subtítulo da primeira edição das Institutas, “Abarcando quase toda a suma da piedade e tudo quanto é necessário saber da doutrina da salvação: Uma obra mui digna de ser lida por todas as pessoas zelosas pela piedade.”[9]

Os comentários de Calvino também refletem a importância da pietas. Por exemplo, ele escreve em 1 Timóteo 4.7,8: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveito, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser.”[10] Comentando 2 Pedro 1.3, ele diz: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude.”[11]

O supremo alvo da piedade: soli deo gloria

O alvo da piedade, bem como de toda a vida cristã, é a glória de Deus – glória que esplende nos atributos de Deus, na estrutura do mundo e na morte e ressurreição de Jesus Cristo.[12] Glorificar a Deus excede a salvação pessoal de cada pessoa realmente piedosa.[13] Calvino escreve assim ao Cardeal Sadoleto: “Não pertence à sã teologia confinar em demasia os pensamentos de um homem em si próprio, e não pôr diante dele, como motivo primário de sua existência, o zelo de magnificar a glória de Deus… Estou convencido, pois, que ninguém há imbuído de genuína piedade, que não considere insípida aquela tão longa e áspera exortação ao zelo da vida celestial, zelo este que mantém um homem inteiramente devotado a si próprio, e que, mesmo por uma só expressão, não o eleve a santificar o nome de Deus.”[14]

O propósito da nossa criação é que Deus seja glorificado em nós, o alvo da piedade. E assim a aspiração dos regenerados é viver o resto de seus dias segundo o propósito de sua criação original.[15] O homem piedoso, segundo Calvino, confessa: “Somos de Deus: vivamos, pois, para ele e morramos para ele. Somos de Deus: então que sua sabedoria e vontade governem todas as nossas ações. Somos de Deus: que todas as partes de nossa vida se empenhem concomitantemente em prol dele como nosso único alvo legítimo.”16

Deus redime, adota e santifica Seu povo para que Sua glória resplandeça neles e os livre de uma ímpia busca egoísta.[17] Portanto, a mais profunda preocupação do homem piedoso é o próprio Deus e as coisas de Deus – a Palavra de Deus, a autoridade de Deus, o evangelho de Deus, a verdade de Deus. Ele aspira conhecer mais de Deus e a comunicar-se mais com Ele.

Mas, como glorificamos a Deus? Calvino escreve: “Deus já nos prescreveu um modo no qual Ele será glorificado por nós, a saber, a piedade, que consiste na obediência à Sua Palavra. Aquele que excede estes limites não consegue honrar a Deus, mas, ao contrário, O desonra.”[18] Obediência à Palavra de Deus significa buscar refúgio em Cristo para o perdão de nossos pecados, conhecê-Lo através de Sua Palavra, servi-Lo com um coração amoroso, realizar boas obras como gratidão por Sua bondade e exercer uma abnegação que chega ao ponto de amarmos nossos inimigos.[19] Esta resposta envolve uma total rendição a Deus mesmo, à Sua Palavra e à Sua vontade.[20]

Calvino declara: “Eu ofereço a Ti meu coração, ó Senhor, pronta e sinceramente.” Esta é a aspiração de todos quanto são realmente piedosos. Entretanto, esta aspiração só pode ser concretizada através da comunhão com Cristo e a participação nEle, pois fora de Cristo, mesmo a pessoa mais religiosa, vive para si mesma. Somente em Cristo, os pios podem viver como servos voluntários de seu Senhor, fiéis soldados de seu Comandante e obedientes filhos de seu Pai.[21]

  1. Serene Jones, Calvin and the Rhetoric of Piety (Louisville: Westminster/John Knox Press, 1995). Infelizmente, Jones exagera o uso que Calvino fazia da retórica no serviço da piedade.
  2. Citado em John Hesselink, “The Development and Purpose of Calvin’s Institutes”, in Articles on Calvin and Calvinism, vol. 4, Influences upon Calvin and Discussion of the 1559 Institutes, ed. Richard C. Gamble (Nova York: Garland, 1992), 215-16.
  3. Ver Brian A. Gerrish, “Theology within the Limits of Piety Alone: Schleiermacher and Calvin’s Doctrine of God” (1981), reimpresso em The Old Prestantism and the New (1982), cap. 12.
  4. Jonhn Calvin, Institutes of the Christian Religion [doravante, Inst.], ed. John T. McNeill e traduzido por Ford Lewis Battles (Filadélfia: Westminster Press, 1960), 1:9.
  5. Cf. Lucien Joseph Richard, The Spirituality of John Calvin (Atlanta: John Knox Press, 1974), 100-101; Sou-Young Lee, “Calvin’s Understanding of Pietas”, in Calvinus Sincerioris Religonis Vindex, ed. W.H. Neuser & B.G. Armstrong (Kirksville, Mo.: Sixteenth Century Studies, 1997), 226-33; H.W. Simpson, “Pietas in the Institutes of Calvin”, Reformational Tradition: A Rich Heritage and Lasting Vocation(Potchefstroom: Potchefstroom University for Christian Higher Education, 1984), 179-91.
  6. John Calvin: Catechism 1538, editado e traduzido por Ford Lewis Battles (Pittsburgh: Pittsburgh Theological Seminary), 2.
  7. Inst., Livro 1, capítulo 2, seção 1. Doravante se usará o formato 1.2.1. 8 Inst. 3.19.2.
  8. Institutes of the Christian Religion: 1536 Edition, trans. Ford Lewis Battles, rev. ed. (Grand Rapids: Eerdmans, 1986). O título latino original reza: Christianæ religionis institution total fere pictatis summam et quidquid est in doctrina cognitu necessarium complectens omnibut pietatis studiosis lectu dignissimum opus ac recens editum (Joannis Calvini opera selecta, ed. Peter Barht, Wilhelm Niesel, e Dora Scheuner, 5 vols. [Munich: Chr. Kaiser, 1926-52], 1:19 [doravante, OS]. Desde 1539, os títulos passaram a ser simplesmente Institutio Christianæ Religionis, mas o “zelo pela piedade” continuou a ser uma grande meta da obra de Calvino. Ver Richard A. Muller, The Unaccommodated Calvin: Studies in the Foudation of a Theological Tradition (Nova York: Oxford University Press, 2000), 106-107.
  9. Calvin’s New Testament Commentaries, ed. David W. Torrance and Thomas F. Torrance, 12 Vols. (Grand Rapids: Eerdmans, 1959-72), The Second Epistle of Paul the Apostle to the Corinthians, and the Epistles to Rimothy, Titus and Philemon, trans. Thomas A. Smail (Grand Rapids: Eerdmans, 1964), 243-44. Doravante, Commentary [on text].
  10. Para as raízes da piedade de Calvino, ver William J. Bouwsma, “The Sirituality of John Calvin”, inChristian Spirituality: High Middle Ages and Reformation, ed. Jill Raitt (Nova York: Crossroad, 1987), 318-33.
  11. Inst. 3.2.1; Calvin, Ioannis Calvini opera quæ supersunt omnia, ed. Willelm Baum, Edward Cunitz, e Edward Reuss, Corpus Reformatorum, vols. 29-87 (Brunsvigæ: C.A. Schwetschke and Son, 1863-1900), 43:428, 47:316. Doravante, CO.
  12. CO 26:693.
  13. OS 1:363-64.
  14. CO 24:362.
  15. Inst. 3.7.1.
  16. CO 26:225; 29:5; 51:147.
  17. CO 49:51.
  18. CO 26:166, 33:185, 47:377-78, 49:245, 51:21.
  19. CO 6:9-10.
  20. CO 26:439-40.

    espiritualidade-reformada-MEspiritualidade Reformada

    Esse texto é um trecho do livro “Espiritualidade Reformada”, de Joel Beeke, que será lançado pela Editora Fiel no dia 4 de Novembro.

    Por: Joel Beeke. © 2014 Ministério Fiel. Original: Calvino: “a piedade é o modo de glorificar a Deus”.

Uma igreja para exilados

Uma igreja para exilados

Por que o Cristianismo Reformado fornece a melhor base para a fé nos dias de hoje

Nós vivemos em um período de exílio. Pelo menos para aqueles entre nós que defendem as crenças cristãs tradicionais. A estridente retórica do cientificismo tem feito a fé no sobrenatural parecer ridícula. A pílula, o divórcio sem culpabilidade e, agora, o casamento gay tem feito a ética sexual tradicional parecer antiquada na melhor das hipóteses e um discurso de ódio na pior. A esfera pública ocidental já não é um lugar do qual os cristãos sentem que fazem parte com algum grau de conforto.

Para os cristãos nos Estados Unidos, isso é particularmente desorientador. Na Europa, o cristianismo foi empurrado para as margens por vários séculos – a maré da fé recuou “com trêmula e lenta cadência”. Na América, o processo parece estar acontecendo muito mais rápido.

Também está sendo guiado por questões que poucos preveriam que teriam tal força cultural. É certamente uma ironia tão inesperada quanto indesejável que o sexo – aquele ato mais privado e íntimo – tenha se tornado a questão de política pública mais urgente hoje. (Quem poderia ter imaginado que políticas a respeito de contracepção e leis permitindo o casamento homossexual se apresentariam como os desafios mais sérios à liberdade religiosa?). De fato, nós estamos sendo exilados, embora não seja um exílio que nos mova aos limites geográficos. É um exílio à irrelevância cultural.

O evangelicalismo americano e o catolicismo romano começam esse exílio com muita bagagem. O evangelicalismo tem amplamente se unido à visão dos EUA como uma nação cristã de coração, um conceito que remonta aos primeiros colonizadores da Nova Inglaterra. Uma propaganda da Bíblia do Patriota Americano (2009) orgulhosamente gaba-se de “conectar os ensinos da Bíblia, a história dos Estados Unidos e a vida de todo americano” enquanto “belas páginas internas coloridas destacam o povo e os eventos que demonstra as qualidades piedosas que tornaram a América grande”. Todavia, uma nação onde o vocabulário de “escolha” e “liberdade” tem sido assaltado por infanticídio, pela desconstrução do casamento e por uma licença aparentemente ilimitada para publicar pornografia é muito obviamente impiedosa. Essa é uma verdade dura para aqueles que creem que a América pertence a eles por direito.

Para os católicos romanos, os desafios de nosso exílio cultural são diferentes. Roma tem de alguma forma conseguido manter um nível de credibilidade social nos EUA, apesar de defender posições consideradas intoleráveis pelo mundo secular quando defendidas por protestantes. Suas recusas de ordenar mulheres ou sancionar o uso de contraceptivos não parecem ter destruído sua reputação pública. Mas, se, por exemplo, a isenção de impostos for revogada pra organizações sem fim lucrativos de educação e assistência social que se opõem à revolução social crescentemente obrigatória, a Igreja enfrentará uma escolha difícil: capitular ao espírito da era ou sair para a gélida desolação da marginalidade cultural e social. Quando a oposição ao casamento gay passa a ser visto como o equivalente moral da supremacia branca, é questionável se a Igreja Católica Romana será capaz de manter tanto sua posição atual sobre o assunto quanto seu status na sociedade. Provavelmente, também ela será movida para as margens.

Em outros lugares – na França e na Polônia, por exemplo – Roma tem, evidentemente, se mostrado resiliente em circunstâncias muito piores. Mas nos EUA, na história recente, ela não tem experiência real da ignomínia da marginalização de onde retirar forças. A era da ingenuidade passou há muito tempo. Parece-me que muitos católicos hoje estão bastante confortáveis, até possessivos, em relação a sua posição nos Estados Unidos. Eles podem não comprar Bíblias patrióticas, mas a marca institucional do catolicismo é tão grande – e o investimento teológico (e emocional) católico nisso é tão significante – que a tentação de preservar o lugar da igreja na sociedade será muito grande. Essa preservação exigirá compromisso, mesmo cumplicidade, e muito provavelmente obscurecerá a clareza e enfraquecerá a integridade do testemunho cristão.

Talvez eu esteja enganado e tenha retratado meus irmãos cristãos de uma forma que exagera suas fraquezas e minimiza seus pontos fortes. Mas disto estou convencido: o cristianismo reformado está mais bem equipado para ajudar-nos em nosso exílio. Essa fé foi forjada no continente europeu nas vidas e escritos de homens como Ulrich Zwinglio, Martin Bucer e João Calvino. Ela encontrou sua melhor expressão no mundo anglófono nos grandes presbiterianos escoceses e ingleses puritanos do século XVII. Ela possui o rigor intelectual necessário para ensinar e defender a fé num ambiente hostil. Ela tem uma vigorosa tradição em refletir em profundidade sobre a diferença entre o que é essencial e o que, embora bom, é secundário e, portanto, dispensável. Ela tem uma identidade histórica enraizada nos ensinos teológicos mais gerais da Igreja. Ela tem recursos profundos para refletir claramente sobre a relação da igreja e do estado.

Não é surpreendente que o Cristianismo Reformado nos equipe bem para o exílio, pois ele próprio foi forjado em um período de exílio, geralmente por homens que eram literalmente exilados. De fato, o mais famoso teólogo reformado entre eles, João Calvino, era um francês que encontrou fama e influência como pastor fora de sua terra-natal, na cidade de Genebra. Os pais peregrinos da Nova Inglaterra conheciam muito bem as realidades do exílio, e as condições que isso impôs ao povo. O famoso comentário de Winthrop sobre a América ser uma cidade numa colina não era uma declaração de destino messiânico, mas um lembrete aos colonizadores do fato de que suas vidas como exilados deveriam ser vividas sob o brilho de um escrutínio hostil. O exílio exigia que eles tivessem uma identidade clara e piedosa.

A Igreja Reformada tem sua bagagem, mas dada a natureza de sua origem e de seu próprio momento, ela tem a bagagem certa: leve quando precisa ser leve e pesada com o Evangelho quando precisa ser pesada. Um interesse marginal e minoritário na América por mais de um século, ela não enfrenta a perda de influência social e aspirações políticas que agora confrontam o evangelicalismo e o catolicismo romano. Nós não esperamos estar no centro dos assuntos mundiais. Nós não nos imaginamos dirigindo instituições indispensáveis. A falta de um papel importante na esfera pública não provocará uma crise de auto-imagem.

Isso não vem de indiferença ou falta de substância, mas de clareza e foco. Doutrinariamente, a Igreja Reformada afirma as grandes verdades que foram definidas na igreja primitiva, as quais ela acrescenta a doutrina protestante da salvação pela fé somente. Ela cultiva uma simplicidade prática: a vida da igreja gira em torno da pregação da Palavra, da administração dos sacramentos, da oração e do louvor corporativo. Nós não retiramos nossa força primariamente de uma instituição, mas de uma pedagogia simples e prática de adoração: a Bíblia, exposta semana após semana na proclamação da Palavra e ensinada de geração em geração por meio de catecismos e devocionais em torno da mesa de jantar da família.

Alguém pode perguntar: e quanto à liturgia? A Palavra nua, pregada por si mesma, sem a força de uma instituição para apoiá-la, é suficiente para nutrir uma vibrante fé cristã, particularmente em tempos de dificuldade? Não há um elemento de ação corporativa além de simplesmente ouvir a Palavra que seja vital em moldar nosso entendimento de quem somos e do mundo em que vivemos? Toda vez que ligamos a televisão ou vamos para a internet, somos bombardeados com uma miríade de liturgias que exercem um poder arcano de moldar nossas identidades de maneiras que muitas vezes não estamos cientes. Pode um sermão de trinta minutos uma ou duas vezes por semana possivelmente neutralizar essa subversão insidiosa? Não precisamos de lastro para evitar que sejamos empurrados para lá e para cá por todo vento de doutrina secular?

Teólogos reformados entendem esse ponto. James K. A. Smith destaca a natureza litúrgica de tudo na vida e a necessidade da Igreja Reformada ser autoconsciente de sua própria ação litúrgica. David F. Wells destaca a necessidade de uma liturgia inteligente e bem-construída que reflita nossas convicções teológicas. A adoração reformada sempre envolveu mais que pregação mesmo que o sermão seja central. Sua forma litúrgica flui diretamente de nosso compromisso com a Palavra e das fundações católicas da nossa fé. O Evangelho de acordo com a fé reformada é direto: nós estamos mortos em pecado e precisamos ser unidos a Cristo, o Deus-homem, que viveu, morreu e ressurgiu por nós e para nossa salvação. Unidos a eles, nós vemos acima do efêmero deste mundo para a eternidade além.

A adoração reformada coloca a Palavra no centro porque a declaração da verdade do Evangelho é central. Idealmente, essa verdade molda as ações litúrgicas da comunidade reformada. Por exemplo, no culto, o ministro lê o Decálogo e traz palavras de juízo sobre o povo de Deus, lembrando-lhes de sua morte em Adão. Ele os conduz em uma confissão corporativa de pecado e, então, lê palavras da Escritura, apontando para a promessa em Cristo de conforto, perdão e da ressurreição final por vir. Queda, morte, perdão, ressurreição: os elementos básicos da mensagem cristã encontra expressão concisa e precisa na prática litúrgica reformada.

A congregação responde com um hino de louvor a Deus por sua bondade. Aqui, a beleza e a singularidade da fé reformada tornam-se evidentes. A congregação, lembrada de quem é – pecadores que diante de Deus estão condenados por sua impiedade e impureza – recebem a promessa em Cristo que, recebida pela fé, sela perdão sobre seus corações e os motiva a louvar e agradecer.

Esse foco singular – o drama do pecado e redenção interiormente conhecidos – é uma grande bênção em tempos de exílio. Para reter uma identidade em face de uma cultura hostil, é preciso pertencer a uma comunidade vibrante de pessoas que sabem quem eles são. Esse é o padrão neotestamentário de cristianismo. Quando nós ouvimos, em palavras claras e inequívocas, quem somos declarado a nós no sermão a cada semana e quando nós participamos em ação litúrgica materializando essa identidade, nós somos bem preparados para as liturgias e evangelhos hostis do mundo que encontramos de segunda a sábado.

Nós também devemos ter confiança prática em nossa própria identidade e destino como povo cristão. Paulo fundamenta os imperativos da vida cristã, de deveres domésticos a envolvimento social e político, na realidade da nossa vida em Cristo. Há uma robusta confiança no cerne da descrição do Novo Testamento para o que significa ser cristão, e isso era vital para o florescimento cristão no mundo do primeiro século.

É importante entender que a falha da igreja medieval em produzir uma teologia que incutisse essa confiança neotestamentária contribuiu de formas significativas para a Reforma. A ideia de Lutero de liberdade cristã depende de nosso claro conhecimento de nossa identidade em Cristo. As prisões do pecado são destruídas pela segurança da fé na verdade do evangelho. A maneira como a fé nos fornece um lugar para superar e enfrentar o mundanismo foi captado e elaborado por Calvino e outros teólogos reformados. A nota de confiança do Novo Testamento – nós realmente podemos conhecer e entregar-nos ao poder salvador de Cristo – foi cultivado pela pregação e pela liturgia. Isso permitiu que os protestantes sobrevivesse e, então, prosperassem no mundo hostil da Europa do século XVI. Nossa identidade não era mediada por sacerdote ou sacramento. Antes e hoje, ela é alcançada pela fé na Palavra.

De fato, uma confiança robusta de nossa vida em Cristo encontra-se no centro do que significa ser um protestante reformado. A primeira questão de resposta do Catecismo de Heidelberg, uma das grandes declarações da fé reformada, a expressa sucintamente:

Qual é o seu único consolo na vida e na morte? Que não pertenço a mim mesmo, mas pertenço de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte, ao meu fiel Salvador Jesus Cristo. Ele pagou completamente todos os meus pecados com o Seu sangue precioso e libertou-me de todo o domínio do diabo. Ele também me guarda de tal maneira que sem a vontade do meu Pai celeste nem um fio de cabelo pode cair da minha cabeça; na verdade, todas as coisas cooperam para a minha salvação. Por isso, pelo Seu Espírito Santo, Ele também me assegura a vida eterna e faz-me disposto e pronto de coração para viver para Ele de agora em diante.

Essa confiança robusta nos servirá bem em um tempo em que a indiferença ou hostilidade do mundo nos pressiona e encoraja crises de autoconfiança. Nós sabemos quem somos. Nós pertencemos a Cristo.

Intimamente ligado à segurança do crente está uma das principais ênfases teológicas da fé reformada: providência.Muitos veem as doutrinas reformadas da predestinação e providência como preocupações frias e duras de pessoas patologicamente desequilibradas. Na verdade, elas têm um pedigree profundamente católico e um propósito intensamente pastoral.

As doutrinas da predestinação e da providência não eram inovações da Reforma, mas têm uma história que remonta da Idade Média até a igreja primitiva. Ame-o ou odeio-o, Agostinho muniu o Ocidente com sua interpretação básica de Paulo sobre graça e salvação, e sua influência no Catolicismo Romano e no Protestantismo permanece poderosa. É possível argumentar que a própria Reforma foi um debate sobre a interpretação e aplicação da teologia agostiniana da graça a reflxões sobre a natureza da Igreja. Mesmo que eles tenham se baseado em Agostinho e seus seguidores medievais, os pregadores e professores reformados descobriram a utilidade das doutrinas da predestinação e da providência para fortalecer crentes em tempos de dificuldade.

Para aqueles em exílio físico, para aqueles que sofriam por sua fé, para aqueles desprezados e marginalizados pelo mundo ao seu redor, a ciência de que a história está sob o controle de Deus provê encorajamento. Não importa quão fraca a Igreja pareça estar, quantos reveses ela enfrenta, o fim da história já está determinado em Cristo. Saber disso permite que os crentes provem aqui e agora parte dos deleites do fim dos tempos. De fato, combinado com o rico ensino do Novo Testamento sobre a ressurreição e o fato de que a morte não é a palavra final para aqueles que vivem em Cristo pela fé, uma forte doutrina da providência é não somente um meio de construir a conexão metafísica entre Deus e sua criação, mas também uma fonte de força, conforto, segurança e esperança pessoal para os cristãos reformados.

Novamente, há um aspecto litúrgico nisso. A providência frequentemente leva os cristãos a lugares sombrios, pessoal e corporativamente, mas mesmo quando sabemos que essas provações temporais culminarão em morte, nós sabemos que na ressurreição a luz triunfa sobre trevas, a vida sobre a morte. É por isso que o Saltério tem sido tão central na adoração reformada. As muitas notas de lamento, de esperança por descanso futuro e de desconforto presente e desilusão com o status quo nos Salmos reforçam na mente dos reformados que nossa cidadania, em última análise, não é deste mundo. Isso fornece horizontes realistas de expectativa para esse mundo – e para o próximo. Isso nos dá um vocabulário com o qual louvar a Deus em meio às contradições da vida vivida sob os fardos da Queda. Isso nos lembra que, sejam quais forem as coisas boas que esse mundo tem para oferecer, elas somente podem ter valor passageiro. E, quando o sofrimento vem, nós reconhecemos e choramos por sua realidade, mas o consideramos como nada se comparado ao peso de eterna glória que se seguirá. Toda vez que nos reunimos para adorar como igreja ou em torno da Bíblia da família, essas mesmas canções de Davi que cantamos falam de exílio – e de esperança pela pátria melhor que buscamos.

Esse reconhecimento de exílio e da esperança que encontramos nos Salmos permeiam a adoração e a teologia reformada histórica de uma forma que não é tão óbvia em outras tradições cristãs, mesmo protestantes. Por exemplo, a adoração da igreja evangélica nas últimas décadas tem sido marcada pelo que se pode chamar de uma estética de poder e triunfo. O espaço das bandas de louvor nas igrejas geralmente parecem mais salas de concerto que locais tradicionais de adoração. Solos e acordes de guitarra dão o tom musical. As músicas falam de destruir as fortalezas do inimigo. Obviamente, o cristianismo aponta para o triunfo, mas é o triunfo da ressurreição, e ressurreição pressupõe sofrimento e morte prévios. Uma ênfase no triunfo, geralmente excluindo o lamento, não preparará o povo para a vida deste lado da glória da ressurreição. Não nos preparará para uma vida de exílio. Eu temo que estejamos lançando os fundamentos da desilusão e do desespero.

O cristianismo precisa ser realista em sua teologia e sua liturgia. Com a posição central que isso dá ao cântico do Saltério, a tradição reformada ministra aos corações e mentes dos cristãos culturalmente exilados. As transições pelas quais vivemos são confusas e, às vezes, dolorosas. Os Salmos nos oferecem um meio de expressar essa confusão e dor em nosso louvor a Deus, e nenhuma tradição tem centralizado seu uso corporativo em sua adoração quanto a reformada.

O argumento até agora tem sido que a adoração reformada pode sustentar o crente em um período de provação.Ainda assim, no passado, a fé reformada tem sido uma força dinâmica na esfera pública. A teologia reformada contribuiu para o surgimento da teoria da rebelião justa, teve seu papel na Guerra Civil inglesa, inspirou os Aliancistas escoceses e deu a John Winthrop a visão para construir uma cidade na colina do Novo Mundo. A fé reformada resiste a ser reduzida a um tipo de pietismo privado. Pelo contrário, frequentemente tem se mostrado uma força social, mesmo em situações de marginalidade e exílio.

Pegue João Calvino como um exemplo. Sua imagem popular é aquela de um aiatolá reformado implacável que governou Genebra com mão firme e fria enquanto impunha um reino de terror sobre um povo ignorante. Ele parece quase uma figura revolucionária, um tipo de Robespierre da Reforma. É verdade que ele gastou muito de sua vida adulta em Genebra e foi muito influente na cidade. Mas ele era um estrangeiro, um francês, nem mesmo um cidadão de Genebra por grande parte de seu tempo. Ele nunca foi poderoso o bastante para persuadir os magistrados a permitir que ele celebrasse a comunhão semanalmente. Em resumo, Calvino era um exilado e ele escreveu sua teologia a partir da perspectiva de um exilado. Mas isso não o impediu de falar vigorosamente ao mundo onde ele se encontrava. De fato, a concentração condensada da piedade reformada lhe deu não apenas uma identidade estável no exílio, mas também firmeza de propósito, permitindo-lhe resistir com confiança contra mundum, contra o mundo.

O mundo de hoje está se tornando um lugar mais frio e mais difícil. Ainda assim, nós temos responsabilidades civis em andamento. Moldados pela nossa fé, nós também podemos falar àqueles que detêm o poder. Nós devemos lembrá-los de suas responsabilidades de proteger o inocente e punir o perverso. Nós devemos lembrá-los do fato de que eles, os magistrados, por fim responderão a uma autoridade maior. É essa consciência de responsabilidade cívica – e de um firme lugar para resistir em Cristo – que molda as Institutas de Calvino e tem servido para fazer do Cristianismo Reformado essa força tão poderosa de mudança na história, dos Puritanos a Abraham Kuyper. Certamente houveram excessos na história do envolvimento da Igreja Reformada com a esfera cívica, mas a teologia reforma em sua melhor forma não é um toque de clarim para uma guerra religiosa ou um estado teocrático. Pelo contrário, é um chamado a cidadania responsável e piedosa.

Aqui, os reformados tem um grande terreno em comum com os católicos romanos. Como David VanDrunen tem mostrado, ambos afirmam a lei natural, uma base melhor para o pensamento social que as construções mitológicas da Bíblia do Patriota ou o senso beligerante de identidade nacional da direita religiosa de tempos passados. Ainda assim, há diferenças entre os reformados e Roma. Calvino não é Aquino e a fé reformada não é o catolicismo romano. Onde Tomás via o pecado como exacerbando as limitações da natureza em um mundo caído, Calvino via o pecado trazendo uma escuridão ética decisiva para o mundo.

Essa diferença é importante e dá a teologia reformada um entendimento mais realista da vida cristã na esfera pública e, portanto, dos limites do que nós podemos esperamos alcançar. As pessoas chamam o mal de bem e o bem de mal primariamente porque elas estão confusas ou não pensam claramente. Eles fazem isso porque estão em uma rebelião fundamental contra Deus. Isso soa um pouco paradoxical: os reformados usam a lei natural para o envolvimento público mas esperam pouco ou nenhum sucesso. Nós remos que o mundo foi criado com uma estrutura moral particular. Todavia, nós também cremos que a humanidade caída tem uma antipatia fundamental em relação a reconhecer qualquer forma de autoridade externa que ameace nossa própria autonomia suprema. Isso injeta um irracionalismo básico e uma paixão emocional em debates morais. Essa distorção da consciência e da razão explica a aparente impotência de argumentos que, de outro modo, seriam convincentes. E isso certamente reflete nossa experiência real como cristãos em exílio na sociedade do século XXI.

Hoje, as pessoas descrevem o que outrora era uma reflexão moral bastante comum sobre sexo e casamento como “crime de ódio”.Neos precisamos de evidência mais firme de que debates sobre o casamento homossexual, assim como sobre o aborto e outros, não são reduzíveis à discussão racional? E a teologia reformada sabe o porquê. Os seres humanos neste mundo caído consistentemente recusam-se a reconhecer o óbvio: que eles são criaturas de Deus e, portanto, respondem a ele. E, assim, nossas convicções morais desafiam a crença mais básica do mundo moderno, a saber, que o indivíduo é a medida autônoma de todas as coisas e não presta contas a ninguém. A teologia reformada entende esse fato sombrio sobre nossa humanidade caída. Nós não subestimamos a crueldade da oposição. Nós esperamos exílio cultural. Isso realmente confirma nossas mais profundas convicções sobre como o mundo é.

Quando visitei os EUA pela primeira vez, em 1996,  lembro-me de estar no culto de uma igreja onde o pregador declarava que a tragédia da cidade em que eu vivia era que somente uma pessoa em duas estaria adorando naquela manhã. O que era uma tragédia então pareceria o terceiro Grande Avivamento hoje. O cristianismo está se movendo para as margens da vida, e os cristãos estão rumando para o exílio cultural. A questão é: Como nós sobreviveremos? A resposta é: como Paulo fez no século I. Antes de tudo, nós precisamos da simples proclamação da Palavra de Deus na igreja semana a semana, lembrando-nos de nossa identidade em Cristo. Neos precisamos de liturgias e adoração saturadas com essa Palavra. Nós precisamos de envolvimento com o mundo que seja consistente com a identidade formada em nós por meio de uma fé clara e confidente naquela Palavra. Em resumo, nós sobreviveremos – na verdade, nós prosperaremos – por meio de um compromisso vibrante a exatamente aquilo que a fé reformada histórica tem enfatizado.


Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

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Fonte: Reforma21.org

O monge que não era bom o suficiente

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Foi há pouco mais de 500 anos, no outono de 1510, que um monge Católico Romano desesperado fez o que ele pensava que seria a peregrinação espiritual mais importante de sua vida.

Ele havia se tornado monge cinco anos antes, muito para a surpresa e espanto de seu pai, que desejava que ele se tornasse advogado. De fato, foi em seu caminho para casa da faculdade de direito que esse jovem, então com 21 anos, se viu no meio de uma tempestade severa. Os relâmpagos eram tão fortes que ele tinha certeza que iria morrer. Temendo por sua vida, baseado em sua educação Católica Romana clamou por ajuda. “Santa Ana”, ele gritou, “poupe-me e eu me tornarei um monge!”. Quinze dias depois, ele deixou a faculdade de direito para trás e entrou em um monastério Agostiniano em Erfurt, na Alemanha.

O temor da morte o levou a se tornar um monge. E foi o temor da ira de Deus que o consumiu pelos próximos cinco anos – tanto que ele fez, de fato, tudo o que estava ao seu alcance para aplacar sua consciência culpada e ganhar o favor de Deus.

Ele se tornou o mais intransigente de todos os monges do monastério. Se dedicava aos sacramentos, jejuns e penitências. Chegou ao ponto de realizar atos de autoflagelo como ficar sem dormir, passar noites de inverno sem se cobrir para dormir e se chicotear, tentando pagar por seus pecados. Refletindo sobre esse tempo de sua vida, ele diria depois que “se alguém poderia conquistar o céu pela vida monástica, seria eu”. Mesmo seu supervisor, o chefe do monastério, se preocupava com o jovem se tornar muito introspectivo e consumido além da conta com as questões sobre sua própria salvação.

Mas as terríveis questões não iriam embora.

Esse jovem monge se tornou particularmente fixado no ensinamento do apóstolo Paulo sobre a “justiça de Deus” no livro de Romanos, especialmente em Romanos 1.17. Nesse verso, Paulo fala do evangelho: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.

Mas o entendimento desse jovem sobre o verso estava obscurecido. Lendo pela ótica da tradição Católica Romana, ele torcia o significado, pensando que ele teria que se tornar justo por seus próprios esforços para poder viver uma vida de fé. Mas havia um problema. Ele sabia que ele não era justo. Apesar de tudo que ele fazia para conquistar o favor de Deus, ele sabia que estava aquém do padrão perfeito de Deus.

Assim, como contaria mais tarde, ele passou a odiar a frase “a justiça de Deus”, porque via nela a sua própria condenação. Ele percebeu que se a perfeita justiça de Deus é o padrão (e é, obviamente), e se ele, enquanto homem pecador, não poderia alcançar esse padrão (obviamente, não poderia), então ele estava completamente condenado. Assim, frustrado e desesperado, se entrou ainda mais ferventemente às práticas estritas da vida monástica, tentando ao máximo conquistar seu caminho à salvação. E ele só ficava mais desencorajado e mais desesperado.

E foi assim que, cinco anos após se tornar um monge, no ano 1515, esse homem desesperado fez o que ele pensava ser a peregrinação espiritual de sua vida. Junto com outro amigo monge, viajou para o centro do poder e pensamento Católico – a cidade de Roma. Se alguém poderia ajudá-lo a acalmar a tempestade que se dava em sua alma, certamente seria o Papa, os cardeais e os sacerdotes de Roma. Além disso, ele pensava que se prestasse suas homenagens nos altares dos apóstolos e se confessasse lá, naquela santa cidade, ele asseguraria o maior perdão possível. Certamente essa seria uma forma de conquistar o favor de Deus. O jovem estava tão empolgado que, quando primeiro avistou a cidade, caiu de joelhos, ergueu as mãos e exclamou “Te saúdo, ó santa Roma! Três vezes santa pelo sangue dos mártires derramados aqui!”.

Mas em breve ele seria severamente desapontado.

Ele tentou se imergir no fervor religioso de Roma (visitando os túmulos dos santos, realizando atos ritualísticos de penitência, etc). Mas logo ele percebeu uma alarmante inconsistência. Ao olhar ao redor para o Papa, os cardeais e os sacerdotes, ele não via qualquer justiça. Pelo contrário, ele ficou perplexo com a corrupção, ganância e imoralidade.

Como o famoso historiador da igreja Philip Schaff explicou, o jovem ficou

chocado pela descrença, leviandade e imoralidade do clero. Dinheiro e vida luxuosa pareciam ter substituído a pobreza e abnegação apostólicas. Ele não via nada além de esplendor mundano na corte do Papa […], e ouviu sobre os escabrosos crimes dos [Papas anteriores], desconhecidos na Alemanha, mas proclamados livremente como fatos indubitáveis na memória recente de todos os romanos… Lhe foi dito que “se havia um inferno, Roma foi construída sobre ele”, e que esse estado das coisas iria colapsar em breve.

Um homem desesperado em uma jornada desesperada, tendo devotado toda sua vida em busca de autojustiça e legalismo e não encontrando, foi à Roma em busca de respostas. Mas tudo que encontrou foi falência espiritual.

Desnecessário dizer que Martinho Lutero deixou Roma desiludido e desapontado. Relatou que, em sua opinião, “Roma, outrora a cidade mais santa de todas, agora era a pior delas”. Não muito tempo depois ele iria desafiar o Papa abertamente, chamando-o de anticristo; condenaria os cardeais por serem charlatões; e iria expor a tradição apóstata do Catolicismo Romano pelo que havia se tornado: um sistema destrutivo de justificação por obras.

A viagem de Lutero a Roma foi um desastre. Apesar disso, foi parte crítica de sua jornada rumo à fé verdadeira e salvífica. Pouco tempo depois, o intransigente monge descobriu a reposta para seu dilema espiritual: se ele era injusto, apesar de seus melhores esforços, como ele poderia ser feito justo perante um Deus santo e justo?

Em 1513 e 1514, enquanto ensinava no livro de Salmos e estudava o livro de Romanos, Lutero chegou ao conhecimento da gloriosa verdade que estava oculta a ele por tantos anos: a justiça de Deus revelada no evangelho não é meramente o requerimento justo de Deus – do qual todos os homens estão aquém (Romanos 3.23) – mas também a provisão justa de Deus, na qual, em Cristo, Deus imputa a justiça de Cristo àqueles que creem (Romanos 5.1-20).

As palavras do próprio Lutero resumem a gloriosa transformação que essa descoberta causou em seu coração:

Finalmente meditando dia e noite, pela misericórdia de Deus, atentei ao contexto das palavras “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: ‘O justo viverá por fé’”. Então comecei a entender que a justiça de Deus pela qual vive o justo é um dom de Deus, pela fé… Aqui eu senti como se eu tivesse nascido completamente de novo e tivesse entrado em um paraíso cujos portões estavam finalmente abertos. Um lado completamente novo das Escrituras se abriu para mim… e eu exultava na doce palavra com um amor tão grande quanto o desprezo com que eu odiava o termo ‘justiça de Deus’.

Após uma vida de culpa, após anos lutando para se tornar justo por si mesmo, após tentar agradar Deus por suas próprias forças e após uma viagem desanimadora à Roma, Martinho Lutero finalmente entendeu o coração da mensagem do evangelho. Ele descobriu a justificação pela graça por meio da fé em Cristo; e, nesse momento, ele foi transformado.


Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

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Fonte: Reforma21.org

 

O que causou a Reforma?

O que causou a Reforma

Muitas pessoas tentam responder essa pergunta apontando para Martinho Lutero e suas 95 Teses.

Mas se você perguntasse ao próprio Lutero, ele não iria apontar para si mesmo ou para seus escritos. Ao invés, ele daria todo o crédito a Deus e Sua Palavra.

Perto do fim de sua vida, Lutero declarou: “Tudo o que fiz foi destacar, pregar e escrever sobre a Palavra de Deus, e além disso não fiz nada. […] Foi a Palavra que fez grandes coisas. […] Eu não fiz nada; a Palavra fez e alcançou tudo”.

Em outro lugar, exclamou: “Pela Palavra a terra tem sido dominada; pela Palavra a igreja tem sido salva; e pela Palavra  ela também será reestabelecida”.

Notando o fundamento da Escritura em seu próprio coração, Lutero escreveu: “Não importa o que aconteça, você deve dizer: ‘Há a Palavra de Deus. Isso é minha rocha e âncora. Dela eu dependo e ela permanece. Onde ela permanece, eu, também, permaneço; para onde ela for, eu, também, irei’”.

Lutero entendia o que causou a Reforma. Ele reconhecia que foi a Palavra de Deus, pregada por homens de Deus, pelo poder do Espírito de Deus, em uma linguagem que as pessoas comuns da Europa poderia entender e quando seus ouvidos foram expostos à verdade da Palavra de Deus, ela penetrou seus corações e eles foram mudados radicalmente.

Foi esse mesmo poder que havia transformado o próprio coração de Lutero, um poder que é resumido nas palavras de Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes”.

Durante o fim da Idade Média, a Igreja Católica Romana havia aprisionado a Palavra de Deus no Latim, uma língua que as pessoas comuns da Europa não falavam. Os Reformadores libertaram as Escrituras ao traduzi-las. E, uma vez que as pessoas tinham a Palavra de Deus, a Reforma se tornou inevitável.

Vemos esse comprometimento com as Escrituras mesmo nos Séculos anteriores a Martinho Lutero, começando com os Precursores da Reforma:

No Século XII, os Valdenses traduziram o Novo Testamento da Vulgata Latina para seus dialetos franceses regionais. De acordo com a tradição, eles eram tão comprometidos com as Escrituras que as famílias Valdenses memorizavam grandes partes da Bíblia. Dessa forma, se as autoridades Católicas Romanas os encontrassem e confiscassem suas cópias físicas da Escritura, eles seriam capazes de reproduzir toda a Bíblia memorizada depois.

No Século XIV, John Wycliffe e seus companheiros de Oxford traduziram a Bíblia do Latim para o inglês. Os seguidores de Wycliffe, conhecidos como Lolardos, viajaram por todo o interior da Inglaterra pregando e cantando passagens da Escritura em inglês.

No Século XV, Jan Huss pregava na língua do povo, não em Latim, o que fez dele o pregador mais popular de Praga, nessa época. Porém, porque Huss insistia que somente Cristo era o cabeça da igreja, não o Papa, o Concílio Católico de Constance o condenou por heresia e o queimou na fogueira (em 1415).

No Século XVI, conforme o estudo do grego e do hebraico foi recuperado, Martinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, terminando o Novo Testamento em 1522.

Em 1526, William Tyndale completou a tradução do Novo Testamento em grego para o inglês. Em alguns anos, também traduziu o Pentateuco do hebraico. Pouco tempo depois, foi preso e executado como herege – foi estrangulado e depois queimado na fogueira. De acordo com o Livro dos Mártires, de Fox, as últimas palavras de Tyndale foram “Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra”. E foi apenas alguns anos depois de sua morte que o rei Henrique VIII autorizou a Grande Bíblia na Inglaterra – uma Bíblia amplamente baseada no trabalho de tradução de Tyndale. A Grande Bíblia lançou os fundamentos para a famosa versão King James (completada em 1611).

O fio condutor, de Reformador a Reformador, era o firme compromisso com a autoridade e suficiência da Escritura, a ponto de estarem dispostos a sacrificarem tudo, até suas próprias vidas, para levar a Palavra de Deus às mãos das pessoas.

Eles assim o fizeram porque entendiam que o poder da reforma e avivamento espiritual não estava neles, mas no evangelho (Romanos 1.16-17). E eles usavam o termo Sola Scriptura (“Somente a Escritura”) para enfatizar a verdade de que a Palavra de Deus era o verdadeiro poder e autoridade suprema por trás de tudo que fizeram e disseram.

Foi a ignorância da Escritura que tornou necessária a Reforma. Foi o resgate da Escritura que tornou possível a Reforma. E foi o poder da Escritura que deu à Reforma seu impacto marcante, conforme o Espírito Santo levava a verdade de Sua Palavra aos corações e mentes dos pecadores, individualmente transformando, regenerando e dando a vida eterna.


Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

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Fonte: Reforma21.org

 

Popularidade do Halloween cresce no Brasil

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Chamado de “Dia das Bruxas” ou “Dia do Saci”, sua origem é o culto aos mortos.

Segundo a pesquisa da National Retail Federation (NRF), mais de dois terços dos americanos irão comprar uma fantasia de Halloween este ano. Comemorado dia 31 de outubro, a festa conhecida por diferentes nomes ao redor do mundo deverá ter seu melhor resultado comercial nos 11 anos do estudo.

Estima-se que serão gastos mais de US$ 7,4 bilhões com doces, decorações e fantasias em 2014. O Halloween, chamado no Brasil de Dia das Bruxas vem ganhando popularidade nos últimos anos. Embora por aqui não seja feriado, um número recorde de empresas e marcas estão querendo usar a data para promover seus produtos.

Embora criticado por muitos, é inegável que essa festa que reúne pessoas fantasiadas e distribuição de doces já começa a fazer parte da vida de muitas pessoas no final de outubro.

Cerca de uma década atrás, começou-se a debater a instituição do “Dia do Saci”, uma versão abrasileirada do Halloween. Oficialmente o Estado de São Paulo oficializou a data em 2004, com a Lei nº 11.669. Desde 2003 existe o projeto de lei nº 2.762, de autoria do deputado federal Chico Alencar, (PSOL/RJ), que deseja instituir a data oficialmente em todo o país.

A escolha do Saci é para representar os seres sobrenaturais brasileiros, no lugar dos vampiros e bruxas mais populares no hemisfério Norte. Independentemente do nome que receba, ao que parece, sua chegada no país é uma tendência irreversível.

A comemoração do Halloween teve origem entre os povos celtas, da Inglaterra. Entre 30 de outubro e 2 de novembro faziam um grande festival chamado Samhain (literalmente, “fim do verão”), onde acreditavam que se abria uma espécie de portal para o mundo dos mortos. Por isso o costume de se servir comida (atualmente doces) para acalmar os espíritos que vinham para a terra nessa data.

Com a cristianização da Inglaterra, na Idade Média a Igreja Católica estabeleceu sua comemoração no dia 31 de outubro e o rebatizou de All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), pois seria véspera do Dia em que se lembravam os mortos. Com o tempo, sua pronúncia foi mudando até chegar ao termo atual “Halloween”.

O historiador David J. Skal explica que o conceito moderno de Halloween é inseparável da imagem vendida pela televisão e pelos filmes de Hollywood. “No Halloween, tudo vira de cabeça para baixo. A identidade pode ser descartada. Os vivos viram mortos e vice-versa. As sepulturas são abertas e nosso mundo é invadido pelo sobrenatural”.

Para muitos grupos cristãos, essa data nada mais é que uma versão popular de cerimônias pagãs e demoníacas, onde ocorrem invocações de espíritos das trevas. Não por acaso, as fantasias mais populares sempre foram de esqueletos, bruxas e diabos. Embora no Brasil a maioria das igrejas não fale abertamente sobre o assunto, já foram publicados vários livros cristãos alertando para os perigos de tal comemoração.

Harold L. Myra, escreveu um longo artigo na revista evangélica Christianity Today alertando que essas raízes pagãs não podem ser ignoradas pelos cristãos: “Para os antigos celtas, Samhain, o senhor da morte, enviava espíritos malignos para o mundo dos humanos. Com isso, gerava uma perigosa tentativa de se contatar o sobrenatural, o mundo espiritual e apaziguá-lo. O Halloween tornou uma época de fascínio cultural com o mal e o demoníaco”.

Nos últimos 20 anos, algumas igrejas decidiram organizar festivais alternativos, aproveitando a oportunidade do feriado para falar sobre o mundo espiritual da perspectiva bíblica. O pastor Anderson M. Rearick, sempre defendeu que os cristãos não devem fugir do assunto.

“Não podemos simplesmente entregar esse dia nas mãos do Diabo, o Grande Impostor, o Chefe dos mentirosos. Nenhum dia pertence a ele. Todos pertencem ao Senhor”.

Há quem tenha sugerido (sem muito sucesso) uma versão cristã da data, o Jesusween. A vlogueira cristã Fabiana Bertotti falou sobre a relação entre o cristão e o Halloween.

Em um número reduzido de igrejas no Brasil, dia 31 de outubro lembra-se a Reforma Protestante, de 1517, que deu origem ao movimento evangélico no mundo todo. Com informações de Mundo das Tribos e Meio Mensagem

Fonte: Gospel Prime

 

Vaticano convida teóloga batista para Sínodo que discute doutrina sobre família na Igreja Católica

valerie-duval-poujolDesde o dia 04 de outubro a Igreja Católica está realizando o 3º Sínodo Extraordinário sobre a Família no Vaticano, com a presença de arcebispos da denominação e de uma teóloga batista, entre outros representantes de denominações protestantes.

Valérie Duval Poujol é presidente da Comissão Ecumênica da Federação Protestante Francesa, e participa do Sínodo como delegada fraterna e representante da Aliança Mundial Batista.

No Sínodo Extraordinário sobre a Família, o papa Francisco e seus pares estão avaliando mudançasna forma como a Igreja Católica recebe e trata fiéis divorciados, além de definir maior tolerância e respeito aos homossexuais, sem no entanto, aprovar o casamento gay.

Para Valérie, a oportunidade é de estabelecer mais um laço de diálogo com a denominação romana, e assim, reduzir as diferenças surgidas durante a Reforma Protestante.

“É incrível perceber que o meu papel é bastante singular. Há outros dois delegados fraternos protestantes, um pastor reformado da Nigéria e um pastor luterano da África do Sul, além de um delegado anglicano, dois delegados ortodoxos e dois delegados ortodoxos orientais. Mas, entre os oito convidados fraternos, sou a única mulher, a única leiga e a única mãe. Até agora, na minha preparação, perguntei aos meus amigos, à minha Igreja, para me apoiarem com a oração, para me ajudarem a me preparar espiritualmente. Para poder ser não espectadora, mas protagonista ativa nesse papel”, comentou a teóloga.

Segundo Valérie, o convite foi feito dentro da tradição da Igreja Católica em convidar membros de outras denominações cristãs para seus fóruns de debate sobre os rumos de sua doutrina e liturgia.

“A Igreja Católica apreciava a presença de delegados fraternos para este Sínodo e enviou um convite para a Aliança Mundial Batista, que depois me solicitou. É verdade que na França as Igrejas Batistas são relativamente pouco conhecidas, uma denominação minoritária dentro da pequena minoria protestante francesa. Mas, em nível mundial, ela representa uma família extensa, em pleno crescimento, com mais de 42 milhões de fiéis. Como batistas, nós somos, ao mesmo tempo, uma Igreja histórica nascida da Reforma e uma Igreja evangélica e confessante. Eu serei um dos oito delegados fraternos de outras Igrejas, e é uma grande honra para mim estar presente no Sínodo em nome daqueles cristãos batistas que testemunham Jesus Cristo em mais de 21 países em todo o mundo. A aceitação do convite dirigido à Aliança Mundial Batista também é fruto do diálogo teológico entre as nossas duas Igrejas. No seu tempo, por ocasião do Concílio Vaticano II, a Aliança Mundial Batista tinha rejeitado o convite para participar dele. Hoje, graças ao diálogo, as nossas relações são marcadas por muito mais confiança”, finalizou.

Fonte: Gospel +

Reverendo Augustus Nicodemos fala sobre modelo de liderança cristã mais alinhado com as Escrituras

reverendo-augustus-nicodemus-200x186O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil, comentou recentemente sobre o “modelo ideal” de liderança para a igreja, falando sore qual o modelo de governo para a igreja cristã está mais alinhado com as Escrituras.

Em um vídeo que faz parte do segmento de perguntas e respostas de sua palestra sobre o Apostolado no Brasil, Nicodemus dá sua opinião sobre como seria a forma ideal de se liderar uma igreja cristã, dando ênfase especial para o uso de colegiados, de forma que o poder de decisão das igrejas não fique centralizado em um líder.

– O meu objetivo com o livro é ajudar o povo evangélico brasileiro a entender o que é a liderança da igreja e como dever ser uma liderança saudável da igreja. (…). Qual é então o modelo de liderança das igrejas que é proposto no novo testamento? – questionou o pastor, que em seguida falou sobre sua visão desse modelo.

– Quer seja o modelo presbiteriano, quer seja o modelo batista ou congregacional, o ponto é que tem que ser um modelo que esteja em linha com os princípios da Palavra de Deus. Que o líder esteja debaixo de algum tipo de accountability, ou seja, ele tem que responder pelo que faz, ele pode ser deposto, se cair em erro ele pode ser disciplinado. Ele não governa sozinho. (…). Cristo entregou o governo da igreja a um grupo, é colegiado para governar a igreja – completou o reverendo, ressaltando que o colegiado evita muito abuso.

Nicodemus ressaltou ainda que o líder cristão precisa ter princípios morais e espirituais.

– A minha consciência está presa à palavra de Deus, e se o meu líder tiver fora da palavra de Deus eu tenho a liberdade de questioná-lo. Não tem isso de não toque no ungido do senhor, tem que questionar mesmo – ressaltou, afirmando que governos como o apostólico faz mal para a Igreja.

Assista:

Fonte: Gospel +

 

 

Em palestra, Rev. Augustus Nicodemus faz crítica ao movimento apostólico brasileiro: “Você não precisa de apóstolo hoje, porque os verdadeiros já fizeram a sua obra”

nicodemus-200x182No início da última semana o reverendo Augustus Nicodemus Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil, realizou uma palestra sobre movimento apostólico evangélico brasileiro. Com o tema “Apostolado no Brasil – Uma análise do movimento apostólico evangélico”, a palestra foi promovida durante o Café Teológico na Galeria Cultura Bíblica e teve o apoio da Editora Fiel.

A palestra teve como base a pesquisa realizada pelo reverendo durante seis meses no Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia (EUA), para um livro que está escrevendo sobre o tema, e que será lançado ainda esse ano. Entre os pontos tratados na palestra, os principais foram: “Verdadeiros Apóstolos”, “A nova reforma apostólica”, “Falsos apóstolos nos tempos da igreja primitiva”, “Apóstolo não é um Dom” e “Dominionismo”.

Explicado que o foco de seus estudos foi uma análise sobre os autodenominados apóstolos do movimento neopentecostal, o pastor que muitos desses ditos apóstolos se utilizam do termo de maneira errada e que, inclusive, muitas vezes se apresentam como superiores aos 12 (apóstolos que acompanharam Jesus em seu ministério).

– Já na época do novo testamento, tinha gente querendo ser apóstolo. A gente lê lá em segunda Coríntios capítulo 11 verso 4, capítulo 11 verso 13, capítulo 12 verso 11, Paulo se referindo a falsos apóstolos, ou “super apóstolos” de maneira zombeteira – afirma Nicodemus em sua palestra, explicando que ao estudarmos o contexto percebemos que se tratava de pessoas que se infiltravam na igreja afirmando serem apóstolos de Jesus e ensinando falsas doutrinas.

Ao longo de sua palestra, o pastor tratou do tema fazendo uma análise desde a origem do termo “apóstolo” até os diferentes entendimentos dados ao conceito ao longo da história e, segundo os organizadores da palestra, ressaltou “os movimentos heréticos que algumas destas falácias iniciaram”.

Sua palestra culminou com uma análise do presente fenômeno apostólico evangélico brasileiro, sobretudo no pentecostalismo. Citando nomes com Renê Terra Nova, Valnice Milhomens e Neuza Itioka, Nicodemus explica que todos esses ditos apóstolos são constituídos apóstolos por alguma visão, em que afirmam que Deus apareceu a eles dizendo que são apóstolos. Ele ressalta ainda que o movimento apostólico tem como “líder” e mentor mundial o teólogo C. Peter Wagner, percursor da doutrina da batalha espiritual.

Nicodemus explica que, após Wagner perceber o fracasso da doutrina da batalha espiritual, ele relata ter tido uma visão de Deus dizendo para ele que “faltavam generais nessa guerra”, surgindo assim os princípios para a chamada Nova Reforma Apostólica, que culminou no movimento apostólico moderno que hoje é adotado por várias denominações neopentecostais.

O ponto central da crença desse movimento, segundo explica Nicodemus, é a ideia de que Deus irá restaurar o mundo antes da segunda vinda de Jesus, dando aos crentes prosperidade e curas; e que promoverá essa restauração através das igrejas que estão sob a do modelo apostólico de governo.

No Brasil, ele explica que tal movimento se iniciou em agosto de 2001, quando o apóstolo Roni Chaves, da Costa Rica, ungiu “os primeiros apóstolos brasileiros” ligados à Nova Reforma apostólica: Valnice Milhomens, Arles Marques, Mike Shea e Jesher Cardoso. Porém, ele ressalta que outros líderes evangélicos se utilizam do termo de maneira isolada, como um título em suas denominações.

Nicodemus explica também o uso do título “paipóstolo” por Renê Terra Nova. Segundo ele, o termo nasceu de uma visão que Terra Nova afirma ter tido na qual Deus mandou que ele gerasse uma “geração apostólica” que iria governar o Brasil. Foi então que o movimento do G12 entrou como “método de preparação de apóstolos”. Além disso, foram criadas várias redes apostólicas no Brasil, de forma a unir as igrejas que acreditam nesse modelo de governo apostólico.

Ao fim de sua palestra, Augustus Nicodemus ressaltou algumas práticas heréticas defendidas pelas igrejas apostólicas, como o resgate de costumes judaicos e até mesmo a ideia que os apóstolos são intermediários entre Deus e seus seguidores de forma que “ninguém vai ao pai senão por um apóstolo”. Ele destaca também falsas profecias, como a afirmação de Renê Terra Nova de que Jesus voltaria em 2011, a manipulação da Bíblia a falta de conhecimento teológico por parte desses líderes, e a teologia da prosperidade, que ele afirma ser a base do movimento.

– Esse movimento é chamado de Nova Reforma Apostólica. Então minha crítica vai ser dizer: primeiro que não é nova, não é reforma e muito menos apostólica – resume Nicodemus, afirmando ser incorreta a comparação feita pelos defensores desse movimento com a Reforma Protestante, uma vez que querem colocar seus apóstolos acima até mesmo da autoridade das escrituras.

– Você não precisa de apóstolo hoje, porque os verdadeiros já fizeram a sua obra – finaliza.

Assista na íntegra:

Fonte: Gospel +

New York Times destaca avivamento calvinista nos EUA

john-piper-253x200“Novos calvinistas” estão alcançando milhares de evangélicos e disseminando os ensinos de João Calvino.

Nos EUA e na Europa há uma distinção entre os protestantes. Por causa de sua longa tradição religiosa, eles normalmente não são mais colocados em um único grupo, rotulado de evangélicos, como no Brasil e outros países da América Latina.

Por lá existem as denominações históricas (mais tradicionais), os liberais, os pentecostais e os evangelicais. Esse terceiro grupo são crentes que mantém uma visão mais literal da Bíblia, defendem a existência de céu e inferno e se dedicam à evangelização.  Embora sejam minoria, trata-se de um dos grupos mais influentes do cenário religioso.

Segundo o jornal The New York Post, o evangelicalismo está passando por um “avivamento calvinista”. Em grande parte, por causa dos ensinamentos divulgados por pastores como Mark Driscoll, John Piper e Tim Keller. Eles pastoreiam megaigrejas, escrevem livros e seus vídeos na internet são visto milhões de vezes, e têm versões legendadas que os ajudam a alcançar um grupo ainda maior de pessoas.

Os três são calvinistas e defendem a teologia conhecida como TULIP, um acrônimo em inglês que resume as chamadas doutrinas compiladas por João Calvino, um dos teólogos mais influentes da história.

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Os ensinamentos de Calvino, o reformador francês do século 16, continuam vivos. Segundo as estatísticas, alcançando principalmente os fiéis na casa dos 20 e 30 anos de idade.

No passado, seguir ou não a doutrina calvinista dividiu igrejas e até mesmo denominações. Durante séculos o ensino predominou nas igrejas americanas e europeias. Contudo, no século 19 o protestantismo parece ter se inclinado em massa para uma doutrina antagônica, o arminianismo, que enfatizava o livre-arbítrio no tocante à salvação e com ênfase nas decisões do homem.

Embora a grande maioria dos evangélicos não seja capaz de categorizar a teologia da igreja onde congregam, essa é uma questão de suma importância para os pastores e líderes.

A maneira como os calvinistas pregam é diferente do que se vê na maioria dos programas evangélicos da TV.  É realmente a contramão dos pregadores da chamada “teologia da prosperidade”, que prometer riquezas a quem tiver fé o suficiente. Eles não tratam a Bíblia como um livro de autoajuda ou um guia para melhorar os negócios. A Palavra é a Lei e deveria ser vista como tal.

Collin Hansen fez um estudo sobre o assunto para escrever seu livro Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey With the New Calvinists [“Jovens, Incansáveis, Reformados: A Jornada de um Jornalista com os Novos Calvinistas”]. Ele explica que o mais comum é ouvir nas igrejas coisas como: ‘Deus quer que você seja um bom pai! Aprenda sete maneiras como Deus pode lhe ajudar a ser um bom pai’”.

Ou ainda: “Deus quer que você tenha um bom casamento! Aprenda três maneiras de fazer isso’”. Por outro lado, diz Hansen, os que frequentam igrejas calvinistas querem que o pregador “fale sobre Jesus”.

Em tempos tão confusos como os que vivemos, os chamados neocalvinistas acabam ajudando a defender posições conservadoras quanto às Escrituras e a questões sociais. A maioria não crê que as mulheres possam ser ordenadas pastoras ou presbíteras. Também são mais duros ao falar sobre tópicos como pecado, céu e inferno e a volta de Cristo.

Esse movimento é passageiro? Brad Vermurlen, um aluno da Universidade Notre Dame, escreveu uma dissertação sobre os “novos calvinistas”. Ele não acredita que deve durar muito. “Dez anos atrás, todo mundo falava da igreja emergente’. Cinco anos atrás, falavam da ‘igreja missional’. Agora é o ‘novo calvinismo’. Não quero dizer que o novo calvinismo seja uma mania passageira, mas me pergunto se é uma daquelas coisas que os evangélicos querem debater por cinco anos, e depois continuar vivendo suas vidas e plantando suas igrejas. Ou é algo que veremos daqui a 10 ou 20 anos?”

É bom levar em conta que a Reforma Protestante (de 1517) está prestes a completar 500 anos e ainda existem igrejas que defendem o que Lutero ensinava. Possivelmente os neocalvinistas continuarão lendo e ensinando as Institutas (de 1536), nos próximos anos, possivelmente usando seus tablets.

Fonte: Gospel Prime com informações Urban Christian.

Evangélicos comemoram a Reforma Protestate e traz à tona questão: há necessidade de Nova Reforma?

A data de 31 de outubro é popularmente lembrada como o dia das Bruxas (Halloween). No entanto, para os evangélicos ela representa uma mudança na história do Cristianismo, promovida pelaReforma Protestante. A comemoração leva, entretanto, à questão de se a Reforma está sendo refletida pelas igrejas brasileiras e se há ainda a necessidade de uma Nova Reforma. Diversos líderes evangélicos deram a sua opinião sobre o tema ao The Christian Post.

Foi em 31 de outubro de 1517, que Martinho Luteropregou publicamente suas 95 teses, na porta da Catedral de Wittenberg (Alemanha). Seu apelo era por uma mudança nas práticas da Igreja Católica, por isso o nome “Reforma”.

Na época, Lutero foi o monge renegado que desejava reformar os fundamentos da igreja católica. Ele foi considerado por alguns o destruidor da unidade do que era considerada “a” igreja.

Para outros, Lutero foi um grande herói, que restaurou a pregação do Evangelho de Jesus e da Bíblia, o reformador de uma igreja corrupta, possibilitando que o povo tivesse acesso à Bíblia em sua própria língua.

A Reforma Protestante dividiu a história do Cristianismo em duas partes levando ao fim o monopólio exercido pelo Catolicismo Romano e trazendo benefícios, como a liberdade de expressão religiosa.

Segundo o professor, pesquisador e líder presbiteriano Rev. Augustus Nicodemus é preciso definir “reformado”.

Nicodemus disse ao The Christian Post que reformado é aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma Protestante no século XVI, sendo a definição para a igreja protestante as que estão de acordo com os “cinco grandes pontos dessa reforma, que são, a Escritura, a Graça, a Fé, Cristo e a Glória a Deus (Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria)” .

Porém, para alguns teólogos, a reforma realizada por Lutero em 1517, trás a tona a necessidade de uma nova reforma da igreja atual.

Para o pastor e pesquisador religioso Johnny Bernardo, atualmente o crescimento desenfreado de grupos religiosos inspirados em movimentos de confissão positiva e saída de centenas de membros para fundar ou ingressar em novos movimentos religiosos, evidencia que o Protestantismo pregado atualmente não tem sido capaz de conter tais acontecimentos.

De acordo com Johnny, praticamente todas as seitas surgidas nos EUA nos últimos três séculos foram fundadas por ex-membros de igrejas protestantes históricas e pentecostais.

O pastor Paulo Siqueira líder do movimento “Evangelho Puro e Simples”, lamenta que a data tenha se tornado “mais uma data no calendário anual, e muitos não se lembram da sua real importância”, comenta o pastor.

Paulo ainda afirma que é preciso rever a realidade da igreja brasileira, que segundo ele, vive uma confusão sobre o que realmente é a igreja de Cristo, e que para muitos tornou-se um local de entretenimento.

Siqueira comenta que “a reforma nasce do desejo de uma igreja que reflete ao mundo sua verdadeira vocação, sua verdadeira missão, sua verdadeira confissão de fé”.

Ele acredita que, infelizmente, muitas igrejas e muitos líderes não refletem a Reforma Protestante, muitos são os evangélicos que nada sabem sobre este fato. Ele fala que é preciso rever vários pontos, principalmente no contexto da educação e da formação das lideranças.

“Não devemos nos distanciar da doutrina dos verdadeiros apóstolos. Em meio a tudo que estamos vendo com a distorção da verdade e a inversão de valores dentro da igreja, vejo a necessidade urgente de voltarmos e revermos os verdadeiros valores das reforma”, disse ele ao CP.

“Precisamos de homens e mulheres que tenham a coragem de serem totalmente dependentes de Deus, só assim teremos os valores da Reforma refletidos na igreja e na sociedade, só assim teremos uma igreja que tem autoridade diante do pecado, pois não está aliada aos poderes e valores deste mundo”.

“Não perco a esperança de que um mundo melhor ainda é possível”, conclui.

Fonte: The Christian Post

 

Câmara lembra os 495 anos da Reforma Luterana

A Câmara de Vereadores de Sorocaba realiza na próxima quarta-feira, dia 31, a partir das 19h, uma sessão solene para lembrar os 495 anos da Reforma Luterana. Proposta pelo vereador Luis Santos (PMN), a sessão tem o objetivo de reconhecer o movimento da Reforma de 1517, que além de outras consequências históricas importantes, fez surgir o protestantismo. O evento terá a participação dos mais variados grupos religiosos evangélicos que se fundamentam em verdades da Reforma Luterana e contará com uma mensagem do pastor Erni Krebs, da Congregação Evangélica Luterana Cristo Rei de Sorocaba. A programação é aberta a todos os interessados.

A Reforma Luterana foi um movimento cristão do início do século XVI por Martinho Lutero, através da publicação de 95 teses contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. As teses, afixadas na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha, tinham o objetivo de um debate acadêmico sobre o assunto arrependimento e indulgências. Convicto de estar defendendo claras verdades dos textos sagrados do Antigo e Novo Testamentos, Martinho Lutero foi excomungado da Igreja, e dedicou-se à tradução, para a língua do povo, de todo o texto da Sagrada Escritura. Além de suas pregações, deixou seu legado em muitas obras escritas, que até hoje recebem muita atenção dos estudiosos do assunto.

O luteranismo teve início no Brasil com os imigrantes alemães no começo do século XIX, e por missionários americanos no século XX.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Mackenzie promove exposição com acervo histórico de selos

A história da Reforma Protestante contada por meio da filatelia. Este é o tema da exposição “Cristianismo Reformado”, que será aberta no próximo dia 31, no Centro Histórico Mackenzie. Representando um tributo à memória dos 495 anos da Reforma Protestante, a exposição contará com aproximadamente 150 peças da coleção do Dr. Maurício Melo Meneses, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

No mesmo dia, também será lançado o livro “Cristianismo Reformado: Uma história contada por meio da filatelia”, de autoria do Dr. Maurício. A obra proporciona ao leitor uma viagem pelos dos tempos da Reforma, situando-o no contexto político-religioso do século XVI, marcado pelo domínio político e econômico da Igreja Católica.

Os diferentes temas são ilustrados por selos, carimbos, cartões de primeiro dia de circulação, cartões-postais e outras peças filatélicas, entremeados por sugestivas gravuras. Esses materiais foram emitidos por um grande número de países, o que demonstra a relevância histórica e cultural da Reforma.

A exposição é gratuita e será aberta ao público de 1ª a 14 de novembro. O horário para visitação é das 10h às 18h, de segunda à sexta.

Serviço

Abertura da exposição e lançamento do livro “Cristianismo Reformado: Uma história contada por meio da filatelia”
Data e hora: 31 de outubro, às 19h
Local: Espaço Cultural João Calvino – Campus Higienópolis
Rua da Consolação, 930 – Higienópolis – São Paulo – SP

Exposição: Centro Histórico Mackenzie
Rua Itambé, 135 – Higienópolis – São Paulo – SP
Informações: http://www.mackenzie.br/centrohistorico.html 

Fonte: Mackenzie

 

Mês da Reforma Protestante: SBB lança Bíblia Sagrada com reflexões de Martinho Lutero

No mês em que se celebra a Reforma Protestante, especificamente no dia 31 de outubro, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lança uma edição especial da Bíblia Sagrada, que traz cerca de 900 reflexões de Martinho Lutero.

A Bíblia tem previsão para ser lançada no dia 23 de outubro, em Porto Alegre na Comunidade Evangélica de Porto Alegre (CEPA).

Segundo a organização, os textos foram selecionados por estudiosos especialistas no vasto acervo de escritos deixados pelo teólogo que, há alguns anos, estão sendo traduzidos e disponibilizados também em língua portuguesa.

A obra possui texto bíblico na tradução de Almeida Revista e Atualizada, estando voltada mais para a compreensão histórica e exegética dos textos bíblicos, ou, ainda, para uma orientação pastoral e prática.

Lutero é reconhecida de forma universal como grande contribuidor ao Cristianismo. Sua obra é citada por escritores de praticamente todas as correntes cristãs.

A publicação contém reflexões selecionadas relacionadas direta ou indiretamente ao texto bíblico, a partir de obras de Lutero publicadas em português pela Comissão Interluterana de Literatura (CIL). Entre elas estão: o devocionário Castelo Forte, de 1983; a obra Pelo Evangelho de Cristo, de 1984; e a coleção Martinho Lutero – Obras Selecionadas, volumes 1 ao 11.

A CIL é uma instituição formada por representantes da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB).

A Bíblia Sagrada com Reflexões de Lutero oferece recursos que contribuem para pregação do Evangelho e edificação da Igreja cristã.

Fonte:  The Christian Post