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Peça teatral em DVD mostra a vida de Jesus em sua natureza divina e humana

1815_cia-real-de-teatro-301x200Formado em 2008 o grupo teatral tem participado de eventos em diversas igrejas com peças específicas para diferentes públicos.

A Cia Real de Teatro está lançando sua primeira peça em DVD “E vós, quem dizeis que Eu sou?” que mostra Jesus em sua natureza divina e humana.

A história de Jesus é narrada de forma dinâmica mostrando ao público que Jesus pode ter passado pelas mesmas aflições, se sentindo cansado, triste e desanimado. Até o final da trama é possível identificar o que tem feito com que seus ombros fiquem pesados e na própria peça você vai conseguir entender o que é necessário fazer para se livrar deste peso.

A Cia Real de Teatro nasceu em 2008 na região do ABC, na Grande São Paulo, tendo integrantes das cidades de Ribeirão Pires e Santo André. Quem lidera os trabalhos do grupo é o pastor Davi Rocillo que também atua escrevendo as peças a serem trabalhadas pela equipe de atores.

Desde que surgiu, o grupo teatral tem como objetivo usar a arte com excelência ao Rei para evangelizar e levar a mensagem de Cristo para o maior número de pessoas.

Além de trabalhar com a divulgação deste DVD a Cia Real de Teatro tem outras três peças: “6 Horas de Uma Sexta-Feira”, baseada em um livro de Max Lucado; “Gran Circo Real”, destinada para crianças e “Estações” que tem como público alvo as mulheres.

O próximo trabalho será a peça “O Reino do Absurdo” que vai usar o humor para mostrar o que Deus pode fazer para estar mais perto das pessoas.

Para conhecer mais sobre o grupo e adquirir o material acesse o site www.ciarealdeteatro.com.br.

Fonte: Gospel Prime

 

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Pastor Abner Ferreira critica manifestações violentas no Rio

xAbner-Ferreira-300x200.jpg,qa0e56d.pagespeed.ic.D3D4hmNdQvLíder assembleiano classificou como “uma noite de baderna criminosa” vandalismo no Leblon.

A manifestação que terminou em confronto na noite desta quarta-feira (17), no Rio de Janeiro, provocou a indignação do líder da igreja Assembleia de Deus no bairro Madureira. O quebra-quebra e o conflito com policiais militares nas proximidades do apartamento do governador Sérgio Cabral, no Leblon, zona sul da cidade, deixaram muitas lojas e agências bancárias depredadas por vândalos.

O pastor Abner Ferreira classificou como “uma noite de baderna criminosa” e lamentou pelo vandalismo que provocou muitos danos também ao patrimônio público.

“Esses vândalos estão destruindo a reputação turística do Rio de Janeiro. Muito Triste. O exercício da cidadania pressupõe respeito às instituições. Bandidos escondendo o rosto estão a serviço da politicalha criminosa”, disse o pastor.

Moradores do Leblon ficaram revoltados com a baderna e a violência. Em uma loja de roupas, os funcionários madrugaram, mas havia pouco a ser feito, já que os vândalos levaram tudo. Pelo menos cinco agências bancárias, bancas de jornal, pontos de ônibus, vitrines e alguns painéis elétricos foram destruídos durante a confusão. A Companhia de Limpeza Urbana do Rio contabilizou quase 100 lixeiras destruídas.

“De nada adianta essas badernas criminosas, se, na hora do voto, não refletir na escolha do governante. Vergonha. Por que estes vândalos não fazem seu protesto na rua onde moram? Aterrorizar um bairro inteiro, moradores, crianças, idoso. Repugnante”, afirmou Abner.

O líder evangélico fez um desabafo. “Como morador do Rio de Janeiro, não concordo com esta formar violenta de protesto. Violência gera violência. Abismo chama abismo”, concluiu.

Fonte: Gospel Prime

 

Pastor pede que Dilma respeite os evangélicos: “Não somos gado”

Geremias do Couto criticou falta de propósito em reunião de cantoras com a presidente.

A polêmica sobre a participação de 16 cantoras e pastoras numa reunião de oração com a presidente continua.  Geremias do Couto também comentou o assunto em seu blog. Num post intitulado “Não somos gado, Dilma Rousseff”. Além de ser pastor pela Assembleia de Deus também é, escritor, jornalista e conferencista. O tom de seu texto é pastoral, sem ignorar as questões politicas envolvidas no culto de oração realizado no Palácio do Planalto.

O pastor lembra que Dilma tem aberto seu gabinete para ouvir diversos grupos numa clara tentativa de minimizar os protestos que tomaram as ruas do país pedindo mais transparência por parte do governo.

O ponto de discórdia, segundo ele, é quando uma pessoa ou grupo de pessoas passa a ser identificado como “representante dos evangélicos”. Afinal “não temos nenhuma voz institucional com procuração para falar em nosso nome. Cada grupo fala, no máximo, representando o próprio grupo. Somos diversificados e as nossas lideranças não são ainda capazes de estar unidas em questões dessa monta”, argumenta.

A expectativa de Geremias, como certamente a da maioria dos lideres evangélicos, é que se aproveitasse a oportunidade para o que chamou de “exercício da voz profética”. Ou seja, segundo as informações da imprensa, o que ocorreu lá foram músicas, orações e palavras de apoio à Dilma. Segundo se sabe, não havia uma agenda, foi meramente uma visita amigável.

Na mesma linha de Silas Malafaia, concordou que se aproveitasse a oportunidade para a oração, mas Geremias parece se identificar mais com Marco Feliciano, pois classificou como “negligência” o fato de as cantoras e pastoras não quiseram “discutir uma pauta definida que contemple os anseios da população e confronte os erros do governante com suas medidas injustas, opressivas e destruidoras dos valores que sustentam a sociedade”.

Por isso, classificou o evento como “uma estratégia eleitoral para engabelar os cristãos”, mas o pastor não acredita que a presidente deve olhar para os evangélicos como “mero curral eleitoral”, mas sim como “voz profética que tem muito a oferecer para a construção de um país mais justo e mais próspero”.

Ele lamentou a oportunidade perdida e lembrou que no passado muitos evangélicos que eram homens públicos fizeram grande diferença na sociedade em seu tempo, como Abraham Kuyper (primeiro-ministro holandês), William Wilberforce (político que conseguiu proibir a escravidão no Reino Unido) e, no Brasil, o caso de Guaracy Silveira.

A frustração do pastor Geremias, exposta em suas palavras, parece ser a mesma de muitos pastores que mostraram sobretudo nas redes sociais que gostariam que algo de concreto tivesse saído dessa reunião e não apenas uma sucessão de afagos mútuos entre lideres políticos e lideres religiosos.

Fonte: Gospel Prime

 

 

 

Pastor busca apoio para criar aplicativo que ajuda pessoas com perda de memória

Domino-Gospel-320x138São mais de 30 anos trabalhando no tratamento de pessoas que perderam a memória por conta das drogas ou por problemas como o Alzheimer.

Com o objetivo de ajudar pessoas com problemas de memória, o pastor Aníbal Estevam e a terapeuta Iara Estevam, do Centro de Recuperação Esperança (C.R.E.), iniciaram um projeto no Catarse pedindo apoio financeiro para criar um aplicativo que oferecerá este tratamento gratuitamente para usuários de smartphones e tablets.

O Projeto Dominó Gospel vai proporcionar aos usuários uma experiência lúdica, levando os pacientes e exercitarem a mente e assim conseguir recuperar a memória perdida ou evitar que ela se perca ao longo dos anos.

O casal lidera o C.R.E. que é uma clínica de reabilitação, prevenção e ressocialização de dependentes químicos, que já atendeu mais de 4.700 pessoas.

Fora isso, o pastor Aníbal também atua no tratamento de pacientes com grandes problemas de perda de memória. São mais de 30 anos ajudando quem perdeu a memória por conta do uso de drogas ou por males como o Alzheimer.

A expectativa do casal é ter este aplicativo como um aliado na prevenção e cura de problemas de memória. Mas para alcançar este objetivo eles contam com a ajuda de todos os que se sensibilizarem com a causa.

O Catarse é um site onde os projetos são apresentados e os interessados podem contribuir com a quantia que desejar. Se o projeto não alcançar o valor necessário os valores são restituídos.

Já quando o projeto alcança a sua meta, os contribuintes passam a ser agradecidos de alguma forma. No caso do Dominó Gospel o nome dos participantes estará na tela de créditos do aplicativo.

Acesse e conheça mais sobre este projeto:
http://bit.ly/DominoGospel

Fonte: Gospel Prime

 

Marcha contra o casamento gay em Brasília vai reunir 30 mil evangélicos em frente ao Congresso, diz pastor Silas Malafaia

silas-malafaia1Uma marcha de protesto organizada pelo pastor Silas Malafaia em Brasília pretende reunir 30 mil evangélicos para se posicionar contra questões ligadas à sociedade e que estão em discussão nos últimos meses.

Um dos principais destaques da marcha são os protestos contra o casamento gay e manifestação de apoio ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

A concentração do evento foi definida pelos organizadores e será feita em frente ao Congresso Nacional, segundo informações da Veja.

“Já que estão forçando a barra sobre o casamento gay, vamos a Brasília para dizer que estamos do outro lado. Não é um ato exclusivo para apoiar Marco Feliciano, mas para marcarmos nossa posição. Vamos dar a nossa resposta. Todas as lideranças evangélicas estarão presentes, assim como a bancada evangélica. Vai ter gente de todos os lados do Brasil”, diz o pastor Silas Malafaia.

Um texto atribuído à organização dessa marcha em protesto foi publicado por Reinaldo Azevedo, da revista Veja. No trecho destacado pelo jornalista, há a menção também que durante o evento, os evangélicos pretendem se posicionar contra propostas de censura e controle da mídia, por serem contrárias à liberdade de expressão.

“Vamos nos manifestar a favor da liberdade de expressão e contra o controle da mídia, que vem sendo reivindicado por pessoas que odeiam a liberdade. Não aceitamos o controle da mídia nem pelo estado nem por grupos militantes. Querem nos transformar, aos evangélicos, em antediluvianos, em reacionários. Errado! Nós somos a modernidade democrática. Nós é que somos por uma sociedade radicalmente democrática, sem um estado censor e sem a censura de grupos organizados”, diz o texto, que lista as causas a serem defendidas pela marcha em Brasília, no dia 05 de junho.

Para Reinaldo Azevedo, que é católico, a postura adotada pelos evangélicos está “corretíssima”. O jornalista diz ainda que não há nada nenhum excesso que se possa apontar nas motivações do protesto: “Desafio qualquer defensor da democracia a encontrar nela algo que agrida a democracia, o estado de direito e o artigo 5º da Constituição, entre outros que garantem os direitos fundamentais dos brasileiros”, pontuou.

Fonte: Gospel+

 

Após ataques de Marco Feliciano a católicos, CNBB pede respeito

marco-feliciano3Mais um trecho de pregações antigas “estoura” na internet.

É impossível desassociar a imagem do deputado Marco Feliciano do pastor que durante anos pregou em igrejas do Brasil uma série de mensagens reafirmando sua fé em Deus e fazendo menção de diferentes pessoas e situações. Mais um vídeo pinçando parte de um desses sermões antigos foi publicado na internet na semana passada e gerou polêmica.

Com o objetivo claro que enfraquecer a imagem de Feliciano junto aos católicos conservadores que o apoiam,  o trecho da gravação, mostra o pregador atacando o catolicismo e os homossexuais.

Em um diálogo simulado com uma católica, diz: “Não pastor, mas eu sou carismática. Eu até aprendi a falar em línguas: botaram uma fita no rádio e eu decorei. Este avivamento é o avivamento de Satanás, porque no avivamento que provém de Deus você não precisa de fita para aprender”.

Criticando o culto a imagens, ele assevera “O seu Deus [dos católicos] não é o mesmo que o meu Deus. O meu Deus exija santidade. Santidade física e santidade de alma. Não adianta dizer que o seu coração é de Deus, se o seu corpo está entregue à prostituição, à idolatria e a todas as misérias desta vida”.

No final do material editado de dois minutos, ele se refere ao crucifixo, importante símbolo dos católicos: “Quero dizer uma coisa, com todo o respeito: o meu Jesus não foi feito para ser enfeite de pescoço de homossexual, nem de pederasta, nem de lésbica… Eu conheço o Deus de Paulo [apóstolo]. Não é o Deus dessa religião morta e fajuta que você está. Se há um católico aqui, o que eu duvido muito, mas se tiver está em busca de avivamento. Mas ‘deixa eu’ dizer uma coisa: você não pode sentir aquilo que nós sentimos, sem experimentar o Deus que nós sentimos”.

Chamar a religião mais popular no Brasil de “morta” e “fajuta”, certamente não ajuda o pastor em sua batalha pública para continuar na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Algumas das diferentes versões do vídeo trazem inclusive pedidos para que os católicos não se manifestem em favor do deputado do PSC.

Nas últimas semanas, trechos de vários vídeos de pregações antigas e atuais do pastor Marco Feliciano. Os últimos a causarem polêmica mostram o líder religioso atribuindo a Deus as mortes dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas e do cantor John Lennon, além de associar o sucesso de Caetano Veloso a uma “benção” do diabo.

Durante a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que reúne as principais lideranças católicas do país, Dom Dimas Lara Barbosa, porta-voz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil disse não concordar com o deputado. “A mensagem católica caminha na direção do diálogo e do respeito, não do confronto”, asseverou.

Por sua vez, a deputada estadual Myrian Rios (PSD-RJ), eleita para representar o movimento da Renovação Carismática Católica, defende algumas das mesmas causas que Feliciano, como a proibição da união civil entre homossexuais e a liberalização do aborto. Contudo, dessa vez ela se mostrou contrariada: “Discordo da opinião dada neste vídeo pelo pastor Feliciano, contra a Igreja Católica. Acredito que a gente não constrói uma sociedade igualitária, justa e fraterna, criando uma guerra religiosa no país. É importante que as religiões se respeitem”.

Assista o vídeo:

Gospel Prime com informações JB e Extra.

Anúncio das Casas Bahia é mais ético que telepastores, escreve Gondim

gondim_ggEle compara igrejas com empresas de eletrodomésticos que anunciam durante o horário nobre da TV aberta.

Em um novo artigo, o pastor Ricardo Gondim comparou os programas religiosos da TV aberta com os comerciais de empresas de eletrodomésticos que oferecem produtos com muitos juros embutidos.

A comparação se dá pelos pedidos de ofertas, constantes nesses programas. “Infelizmente, o preço do produto religioso — o milagre — também não é explicitado”, diz o pastor. Gondim lembra que ao contrário dos comerciais que mostram as parcelas a serem pagas pelos produtos, os religiosos da TV não comentam que os milagres mostrados são “vendidos”.

“As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, caso fossem reguladas pelo conselho nacional de propaganda, teriam que deixar claro, por mais “ungido” que for o missionário, que em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo.”

A crítica é direcionada aos programas da Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus que possuem programas no horário da noite.

Ricardo Gondim que faz questão de se afastar cada vez mais do segmento evangélico escreve que os interessados em receber esses milagres precisam seguir à risca os ensinamentos dos telepastores, o que envolve participar de vários cultos e contribuir financeiramente.

“Um deslize mínimo, um pecadilho qualquer, impede o Todo Poderoso de concretizar a maravilha. E ainda tem a falta de fé como critério inegociável”.

A comparação entre os pregadores da TV e das rádios continua chamando tais igrejas de “igrejas-empresas”. “Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a esperança.”

Confira o artigo na íntegra aqui.

Fonte: Gospel Prime

 

 

Filme produzido por igreja evangélica ganha 5 prêmios

Not-Today-320x180Not Today é uma produção que foge do clichê de filmes religiosos.

Não é comum que os créditos no final de um filme indique quem foi o “coordenador de oração”. Mas Not Today [Hoje não], que estreou nos cinemas de 20 cidades norte-americanas no final de semana passado é uma produção incomum. Seu custo de US$ 1,6 milhão foi totalmente pago pela Friends Church em Yorba Linda, na Califórnia.

A ideia para o filme começou durante uma viagem missionária à Índia em 2002, onde a igreja ajudou na construção de escolas para os dalit, indianos pertencentes à casta mais baixa no sistema do país. O pastor do Ministério de Artes da igreja, Brent Martz, conta que foi algo que mexeu com a igreja que já tem um século de história.

“Nossos corações foram totalmente mexidos pelo povo dalit”, explica Martz. A extrema pobreza e o tráfico a que muitos deles estão vulneráveis, incluindo as meninas que são vendidas para a prostituição acabou fazendo com que a igreja decidisse mostrar essa realidade para o mundo.

Ao invés de um curto filme contando as necessidades missionárias, como é típico das igrejas, eles decidiram levar uma equipe de cristãos, profissionais do cinema para divulgar esse alerta sobre o comércio de escravos, que rende cerca de 32 bilhões de dólares por ano no mundo.

O pastor Martz explica “A mídia é a linguagem da nossa cultura, por isso cremos que a melhor forma de comunicar a história de uma grande tragédia global como tráfico de seres humanos é um filme. Que melhor maneira de motivar as pessoas que não conhecem como funciona o tráfico de seres humanos, que contar uma boa história, que todos consigam entender e que os desafia a se envolverem?”.

O roteiro foge da opção tradicional de filmes religiosos, nem tudo se resolve imediatamente com a oração e Deus por vezes parece não se importar com o que acontece com os humanos. Não há “pregações” sobre Jesus ou o céu disfarçadas no enredo. Mas a mensagem final é, sem dúvida, de amor e de esperança.

O elenco inclui atores conhecidos em Hollywood como John Schneider, Cody Longo e Cassie Scerbo. Mas quem rouba a cena é a pequena Persis Karen, intérprete de Annika, uma menina de 7 anos de idade vendida como escrava sexual em Hyderabad, na Índia.

Aluna de uma das escolas mantidas pela igreja, a jovem atriz jamais havia visto um filme no cinema. Ela acabou ganhando o prêmio de melhor performance no Festival Charity Film, realizado em Mônaco, em 2012. Foram cinco prêmios entre 2012 e 2013.

Basicamente, o roteiro do longa fala de como Annika e seu pai vivem nas ruas de Hyderabad até conhecerem Cade Welles, um típico jovem americano que decide viajar com amigos para participar de festas na Índia. Seus pais, cristãos comprometidos, oram para que Deus fale com o filho nessa viagem. Welles acaba conhecendo a realidade da miséria e se aproxima do pai de Annika, que acaba vendendo a filha como escrava sexual, por não ter como sustenta-la.

Decidido a mudar o destino na menina, o jovem acaba voltando-se para Deus na tentativa de resgatar a menina enquanto vai adentrando o obscuro mundo da prostituição infantil e do tráfico humano em Mumbai.

“O que torna este filme tão especial é que há muita verdade nele”, disse o ator Cody Longo, que interpreta o pai de Cade. ”O fato de termos filmado em favelas reais e bordéis reais, nunca mostradas antes criou esta dura realidade.”

Foram 21 dias de filmagem in loco na Índia, já que a igreja não possuía recursos para construir favelas e bordeis cenográficos em algum estúdio em solo americano. O filme todo foi rodado entre agosto e setembro de 2010. Conseguiu ser exibido em pequenos festivais de cinema e ganhou vários prêmios, mas não conseguia alguma distribuidora que o levasse para os cinemas até o inicio deste ano. Agora tudo mudou e as expectativas são grandes.

“Em nossa igreja tínhamos pessoas orando desde o início deste projeto e até hoje ainda o fazem. Isso tem sido um fator decisivo para o sucesso do filme”, disse Martz. ”Nós acreditamos que Deus nos levou a fazer este filme, e ele é o responsável por cada pedacinho desta jornada, que foi coberta por esta equipe de oração”.

A igreja explica que os lucros do filme servirão cobrir os US $ 20 milhões necessários para a construção de 200 escolas para as crianças Dalit, dentro do projeto missionário original.

 Assista o trailer:

Fonte: Gospel Prime com informações CNN.

 

Vídeo – Pastor Silas Malafaia participa do Superpop: “Ativistas gays não suportam questionamentos”; Assista na íntegra

Pr-Silas-Malafaia-200x108A entrevista do pastor Silas Malafaia à apresentadora Luciana Gimenez no programa Superpop foi transmitida na noite de ontem, 15 de abril.

No programa, como esperado, foram tratados assuntos ligados às pregações de Silas Malafaia e também sobre o seu embate com ativistas gays.

“Eu não sou dono de verdade. Eu sou um ser humano que também falho […] Devido a temperamento, a jeito de ser, quando você é espontâneo, você também erra”, afirmou o pastor, após ser apresentado à platéia.

Questionado sobre a teologia da prosperidade e uma suposta linha de recompensa divina, Malafaia disse que “a lei da recompensa é uma das leis [com] que Deus trabalha”. A apresentadora Luciana Gimenez falou sobre o dízimo e perguntou se Jesus pregava sobre isso.

“Deixa eu te explicar isso. O primeiro ponto que a gente tem que entender, é que você abraça uma fé é porque você crê e aceita aquilo. Você é livre para aceitar ou rejeitar qualquer tipo de fé […] Ou você recebe por fé, ou não recebe”.

No decorrer do programa, falaram sobre liberdade de expressão e o que o pastor chamou de “ditadura de opinião”, que seria a imposição de ideias por parte dos ativistas gays aos demais cidadãos que discordam deles ou de suas práticas.

Citando o pastor Marco Feliciano e o episódio em que comentou uma linha de pensamento que acredita ser a África um continente amaldiçoado, Luciana Gimenez afirmou que é preciso ter responsabilidade sobre o que se fala. Silas Malafaia pontuou que a liberdade de expressão permite que a pessoa diga o que pensa, mesmo que isso seja um “besteirol teológico”, apesar de ressaltar que acredita que Feliciano tenha feito apenas uma “conjectura” nesse caso.

Sobre o PL 122, Malafaia voltou a falar que os ativistas gays querem privilégios, e que “não suportam o questionamento de opinião”. Novamente, voltou a citar o pastor Feliciano para ilustrar o que ele entende como “patrulhamento” em busca de privilégios: “Foram ver o que o Marco Feliciano falou dentro da igreja. É o local protegido pela constituição, é inviolável. Crença é inviolável”, enfatizou.

A apresentadora afirmou que a PL 122 se faz necessária para proteger cidadãos que estão sendo atacados nas ruas. Malafaia discordou dizendo que a lei que protege heteros, protege também homossexuais, e que não se faz necessária uma lei exclusiva para eles, dizendo que o problema “não está na lei, e sim em quem executa a lei”. Nesse ponto, a apresentadora assentiu a postura do pastor: “Eu concordo”.

Confira no vídeo abaixo, a íntegra da entrevista concedida pelo pastor Silas Malafaia à apresentadora Luciana Gimenez:

Fonte: Gospel +

Cuidado com a depressão, aconselha pastor

O reverendo presbiteriano lembra que esta enfermidade pode acometer até mesmo pessoas cheias do Espírito Santo.

O pastor Hernandes Dias Lopes escreveu em sua página no Facebook que é preciso tomar cuidado com a depressão, aconselhando seus leitores a procurarem pelo tratamento, pois ela tem cura.

O reverendo presbiteriano afirmou que uma pessoa cheia do Espírito Santo pode sim ficar depressiva, um assunto que divide opiniões entre pastores, onde muitos dizem que a doença é na verdade uma “ação maligna”.

“Um crente cheio do Espírito Santo pode ter depressão, como um crente cheio do Espírito Santo pode ter um problema cardíaco ou respiratório”, escreveu Lopes.

Em sua rápida explicação sobre o tema ele pede para que as pessoas que foram diagnosticadas com tal enfermidade procurem o tratamento que é feito com remédios e terapia, dizendo que a fé também é importante nesse processo.

“Equivocam-se aqueles que consideram depressão apenas como ação maligna ou pecado inconfesso.”

Hernandes Dias Lopes faz um alerta para a sociedade brasileira, lembrando que a depressão é uma das principais causas do suicídio. “É tempo de a família, a igreja e a sociedade, como um todo, trabalhar com afinco para socorrer as pessoas que lidam com esse drama. Há esperança! Há uma luz no fim do túnel”.

Fonte: Gospel Prime

 

Pai de Dinho, dos Mamonas Assassinas, estaria processando pastor Marco Feliciano por declarações sobre a morte do vocalista

dinho-mamonas-assassinasHildebrando Alves, pai de Dinho, falecido vocalista do Mamonas Assassinas, estaria processando o pastor Marco Feliciano por suas declarações a respeito da morte dos músicos da banda paulista.

A informação foi divulgada pelo jornal Diário de Guarulhos, que pontua a ação como uma consequência das polêmicas afirmações de Feliciano.

Num vídeo gravado durante um culto e popularizado recentemente, Marco Feliciano diz que “Deus fulminou” os Mamonas Assassinas por terem tentado “colocar palavras torpes na boca das nossas crianças” e mexido “com a santidade de Deus”.

No vídeo, o pastor diz que o vocalista Dinho havia sido membro da Assembleia de Deus, e que teria abandonado a fé para buscar o sucesso como músico secular.

Hildebrando rebateu a afirmação do pastor dizendo que a mãe de Dinho era quem frequentava os cultos da denominação, e na infância, Dinho acompanhava sua mãe.

Perseguição religiosa

O pastor Marco Feliciano afirmou, em entrevista ao CPAD News durante a 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), que os ataques que tem sofrido marcam o início de uma grande perseguição religiosa no Brasil.

Para Feliciano, os ativistas gays querem privilégios na legislação do Brasil, e que todas as ações do movimento são de cunho político.

Durante a 41ª AGO, foi aprovada por unanimidade uma moção de solidariedade a Feliciano por parte dos pastores presentes no evento.

Segundo Marco Feliciano, o que a militância homossexual pretende é cercear a liberdade de expressão e opinião, e que as atitudes dos ativistas são exatamente o oposto daquilo que exigem: “Isto é intolerância. Daquilo que nos acusam, eles estão mostrando que são experts. Dizem eles que nós somos os intolerantes, quando na verdade, o Brasil todo está vendo quem são os intolerantes”, disse.

Confira a íntegra da entrevista no vídeo abaixo:

Fonte: Gospel +

 

Vídeo – Pastor Marco Feliciano participa do Programa do Ratinho: “Não tem um pai de família se manifestando contra mim”; Assista na íntegra

FelicianoO deputado e pastor Marco Feliciano participou nessa segundo feira (15) do “Programa do Ratinho”. O atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara estiveram no programa para discutir as polêmicas em torno de sua permanência na comissão. No programa, Feliciano respondeu a perguntas feitas pelo apresentador e, principalmente, a questionamentos enviados pelo público do programa através do Twitter.

A presença do pastor no programa foi amplamente divulgada pelas redes sociais.

– #MarcoFelicianoNoRatinho ao vivo no Ratinho, já estamos ligados. Larga a novela povo!!!! mande perguntas o programa é ao vivo @ratinhodosbt – escreveu a psicóloga Marisa Lobo, no Twitter e no Facebook.

Antes de chamar Feliciano para ser entrevistado, Ratinho afirmou ter chamado também os opositores do parlamentar para participar do programa, mas disse que nenhum deles havia respondido ao convite.

-Parece que gostam de aparecer só naqueles 30 segundos da Globo – afirmou o apresentador que afirmou que entrevistaria o deputado, e não o pastor, ressaltando também que seu programa está aberto para receber qualquer um que quiser manifestar sua opinião sobre a polêmica em torno da Comissão.

– Todas as vezes que me citam, citam o pastor. Sempre rotulando como se um pastor fosse iletrado e intolerante – afirmou Feliciano logo ao entrar no programa, explicando que seus opositores usam sua religião como forma de diminuí-lo.

Logo no início da entrevista, Ratinho comentou que ninguém nunca havia comentado sobre a comissão antes da polêmica em torno da presença do evangélico na comissão. Ao questionar o parlamentar sobre o porquê do surgimento de tal polêmica, a resposta de Feliciano foi de que ele incomodou grupos ligados ao movimento LGBT, que tinham a comissão como seu “quartel general”, e a usavam unicamente para defender seus interesses.

– Eu sempre bati de frente com algumas coisas que esse grupo defende – justificou o pastor, afirmando que é a favor dos direitos dos homossexuais, mas não de privilégios para os mesmos.

– Direitos sim, privilégios não – declarou.

Ao falar sobre as manifestações contrárias ao parlamentar, o programa mostrou uma série de imagens de protestos contra ele, e também contra seu partido, o PSC. Feliciano comentou tais manifestações afirmando que as mesmas não tem participação de “pais de família”, e que seriam esses pais de família as pessoas que ele representa e defende.

– Não tem um pai de família se manifestando contra mim, porque um pai de família tem que estar trabalhando para alimentar sua família – destacou.

Feliciano afirmou ainda que muitos dos protestos feitos contra ele desrespeitam sua família, citando manifestantes que tiraram a roupa em torno de seu carro no qual ele carregava duas crianças. Ele citou também protestos feitos em frente e até mesmo dentro de igrejas evangélicas usando até mesmo “rituais de feitiçaria”.

Questionado se quem segue a palavra de Deus poderia incitar o ódio, Feliciano respondeu que ódio é o que fazem contra ele, tolhido de seu direito ir ao shopping com sua família, ou até mesmo a um culto sem ser perseguido.

Feliciano reafirmou também que não irá renunciar ao cargo, e afirmou ter sido eleito legitimamente ao congresso e escolhido da mesma forma para presidir a Comissão.

– Estou firme inabalável como os Montes de Sião – respondeu, sobre sua permanência na Comissão. Ele afirmou ainda que se saísse abalaria a confiança do Congresso Nacional, pois “qualquer grupinho [de manifestantes] comprado com 2 mil reais” manipularia as comissões.

Comentando sobre a possibilidade de a polêmica em torno de sua permanência no cargo ser uma forma de desviar a atenção de questões maiores, o deputado confirmou ter dito que renunciaria em troca da saída dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoíno (PT-SP), condenados no julgamento do mensalão, da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), mas ressalta que os líderes petistas “não aceitaram a proposta”.

Outro assunto comentado pelos espectadores foi o apoio que os opositores do deputado têm recebido da classe artística, ao que Feliciano respondeu que não pauta seus atos pela vida desregrada e fantasiosa destes.

– Eu não sou pautado pela vida dos artistas. A maioria dos artistas vive em uma vida de faz de conta. (…) existem artistas que trocam de família como quem troca de roupa – afirmou.

Ainda sobre seus opositores, o parlamentar destacou que são poucos os políticos que se manifestaram abertamente contra ele, listado os nomes de seus principais algozes.

– Dos 513 são só 4 deputados: Jean Wyllys, Erika Kokay e Domingos Dutra e mais um ou dois deputados que estão lá.

Outro questionamento que sempre é apresentado ao deputado, e que também foi levantado no programa foi sobre suas polêmicas afirmações, feitas pelo Twitter, de que a África seria um continente amaldiçoado. De acordo com Feliciano tais afirmações foram retiradas de seu contexto para alimentar uma imagem negativa de sua pessoa.

– Não se pode julgar um homem por 140 caracteres. (…) Pinçaram isso para me acusar de racista – se defendeu, afirmando que tais declarações foram retiradas de seu contexto para serem divulgadas, mostrando assim uma interpretação equivocada de sua visão teológica.

– Existe uma tendência a desmerecer aquilo que eu falo, até porque a mídia me apresenta como um vilão e como se o Brasil inteiro estivesse contra mim – completou.

Ao fim do programa, o apresentador Ratinho ressaltou a Feliciano que, apesar das oposições, existem gays que o apoiam.

– As pessoas de bem, as pessoas coerentes, elas fazem isso – respondeu Marco Feliciano.

Ratinho ressaltou por várias vezes ter chamado o deputado e ativista gay Jean Wyllys, principal opositor de Feliciano, para participar do programa, mas disse nunca ter tido uma resposta do parlamentar.

Assista a entrevista na íntegra:

Fonte: Gospel+

 

Ariovaldo Ramos comenta polêmica sobre Marco Feliciano

ariovaldo-ramos (1)O pastor da Comunidade Cristã Reformada critica as falas do deputado, mas defende a liberdade de expressão.

O pastor Ariovaldo Ramos escreveu um artigo para opinar a respeito da polêmica criada em torno do deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) desde que ele assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

A sua posição sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e outras declarações estão sendo usadas para desqualificá-lo a ocupar o cargo para qual foi eleito, levando os evangélicos a uma guerra ideológica que divide opiniões no mundo virtual e real.

No texto, o pastor da Comunidade Cristã Reformada de São Paulo pontua sobre o que ele concorda e não concorda com Feliciano, citando até mesmo as mais recentes polêmicas geradas por suas interpretações sobre a morte do cantor John Lennon e dos músicos da banda Mamonas Assassinas.

“A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição”, diz.

Ariovaldo também comenta sobre os protestos realizados em frente a locais de culto e até mesmo dentro de um evento onde Feliciano pregava onde duas mulheres se beijaram para protestar contra o deputado. “Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica.”

O artigo recebeu o título de “Pelo Direito de Discordar” e foi compartilhado até mesmo por Ed René Kivitz que mostrou estar de acordo com o posicionamento de Ariovaldo Ramos.

Leia na íntegra:

Fui advertido de que nesse momento, que estamos vivendo na Igreja evangélica brasileira, discordar do Presidente do CDHM, em exercício, é concordar com o movimento GLBTS, e vice versa.

Discordo!

Eu respeito o irmão e oro por ele, mas, discordo da forma como o Deputado está conduzindo o mandato que recebeu de seus eleitores.

Eu respeito os seres humanos que optaram pela homossexualidade, mas, entendo que os direitos que estão a reivindicar já estão contemplados nos direitos da pessoa humana, cobertos por nossa constituição, e que o que passa disso constitui reclamos por privilégios, o que não é passível de ser concedido numa democracia, sob pena de contradize-la.

Eu respeito o direito das uniões homossexuais terem garantida, pelo Estado, a preservação do patrimônio, por eles construídos, quando da separação ou do falecimento de um dos membros da união. Entretanto, discordo que seja possível transformar uma união voluntária de duas pessoas do mesmo sexo, a partir de opção comum e particular, em casamento, pois isso insinua haver um terceiro gênero na humanidade, o que não se explicita na constituição do ser humano. Assim como não entendo que a conjunção da maternidade e da paternidade, necessária para um desenvolvimento funcional do infante humano, seja substituível por mera boa vontade.

Eu respeito e exerço direito de pregar o que se crê, mas discordo do pregador, quando diz que Deus matou John Lennon ou aos Mamonas Assassinas, por terem desacatado o Altíssimo, como se o pecado humano não o fizesse desde sempre. A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição.

Eu respeito o direito de ter religião e o reivindico sempre, mas, discordo de taxar como agentes do inferno quem não concorda com o que penso, como se Deus, por sua graça, não estivesse, desde sempre, cuidando que a raça humana não sucumbisse à rebeldia inerente à sua natureza, o que explica o triunfo do bem frente a maldade explícita. Por isso discordo do pregador quando afirma que o sucesso de um artista, a quem Deus, por sua graça, cumulou de talentos, como Caetano Veloso, só se explique por ter feito pacto com o diabo. Como se ao adversário de nossas almas interessasse qualquer manifestação do Belo.

Eu respeito e pratico o direito ao livre exame das Escrituras Sagradas, conquistado pela Reforma Protestante, e, por isso, enquanto respeito o direito do teólogo expressar suas conclusões, discordo do teólogo quando suas considerações sobre o significado de profecias do texto que amo e reverencio, não corresponderem ao que entendo ser uma conclusão pautada pelas regras da interpretação bíblica, assim como, no meu parecer, ferirem a uma das maiores revelações desse Livro dos livros: Deus é Pai de todos, está em todos e age por meio de todos (Ef 4.6).

Reconheço a qualquer ser humano o direito de protestar contra o que não concorda, mas, nunca em detrimento do direito do outro, o que inclui o direito ao culto. Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica. Uma coisa é denunciar o político por suas posturas, outra, e inadmissível, é atentar contra a integridade física ou emocional dele e dos seus.

Não admito, contudo, como cristão, ser sequestrado no direito de discordar, ou ser tratado como se fosse refém das circunstâncias, sejam elas quais forem. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1).

Lamento que haja, entre os cristãos, quem trate a nossa fé como se fosse frágil e necessitada de proteção. Nossa fé foi preponderante na construção do Ocidente, e resistiu às mais atrozes perseguições.

Nós sempre propugnamos pela liberdade. Nós impusemos a Carta Magna ao Principe John, na Inglaterra; construímos o Estado Laico na revolução americana, quando, numa nação majoritariamente cristã, todas as confissões religiosas foram tidas como de direito. Nós lutamos entre nós pelo fim da escravidão, seja na guerra da Secessão, seja por meio de Wilberforce, premier Inglês, e de tantos outros movimentos. Nós denunciamos e enfrentamos os que entre nós quiseram fazer uso da nossa fé para legitimar a opressão. Os maiores movimentos libertários nasceram em solo cristão, e mesmo quando renegavam ao que críamos, não havia como não reconhecer a nossa contribuição à emancipação humana.

Nós construímos uma sociedade de direitos, lutamos por e reconhecemos direitos civis, e não podemos abrir mão disso; não podemos abrir mão da civilização que ajudamos a construir e a solidificar, onde mulheres, homens e crianças são protegidos em sua integridade e garantidos em seus direitos. Na democracia que ajudamos a reinventar, onde cada ser humano vale um voto, tudo pode e deve ser discutido segundo as regras da civilidade.

Nossa fé foi construída por gente que foi a toda luta que entendeu justa, pondo em risco a própria vida, e por mártires, por gente que se recusou a matar, por gente que não capitulou diante do assassínio, pois nós cremos que Deus é amor, e que o amor de Deus é mais forte do que a morte (Rm 8.38). E por amor a Deus e ao seu Cristo lutamos pela unidade e pela liberdade da humanidade.

Fonte: Gospel Prime

 

Pastor José Wellington comenta sobre o envolvimento da igreja Assembleia de Deus com a política

José-WellingtonO pastor José Wellington Bezerra da Costa, 78 anos, que foi reeleito como presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, comentou sobre o envolvimento da denominação com a política e sobre a polêmica em torno do deputado Marco Feliciano, que também faz parte da igreja.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Bezerra afirmou que o pastor e deputado Marco Feliciano está se aproveitando em torno da política em torno dele para se promover politicamente. Ele disse também que só depois que assumiu a presidência da Convenção, cargo que ocupa há 25 anos, a Assembleia de Deus passou a se envolver no âmbito político.

– O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é. – afirmou o pastor, que comentou também sobre o acordo político que elevou Feliciano à presidência da comissão: – não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou.

-Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência… (…) Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais ‘assembleianos’ – completou.

Questionado sobre a forte oposição que Feliciano enfrenta, principalmente, por parte de lideranças ligadas ao movimento LGBT, José Wellington disse se tratar de um movimento político coordenado por grupos políticos que teriam interesses na aprovação de leis que são defendidas pelos ativistas gays.

– (…) há um grupo patrocinando isso aí. Você sabe que infelizmente que esse grupo de gays, lésbicas e essa gente cresceu demais nos últimos tempos. Há interesse da parte deles que essas leis sejam aprovadas. Mas acredito que uma sociedade sensata jamais aceitará um comportamento antissocial como esse. – declarou Bezerra, que comentou também sobre o papel da igreja no Estado.

– Em relação ao Estado ser laico, eu entendo perfeitamente o texto da lei. O Estado é laico, mas o povo é cristão, o povo tem religião – afirmou.

– Nós trabalhamos para paz social, na recuperação da criatura humana. Eu entendo que o homem, em si, tem condição de se recuperar em qualquer circunstância da vida. O lado social, o benefício à criatura humana em todas as áreas da vida, desde a educacional, da alimentação, da parte familiar, da parte social, de se integrar à sociedade, procurar ajudá-lo para que ele consiga emprego, trabalho, afim de que essa pessoa, que era uma pária para a nação, passe a ser um cidadão de bem, operando, contribuindo para a nação – completou.

Outro assunto abordado na entrevista foi o constante assédio que a igreja sobre de partidos políticos, que buscam na entidade religiosa apoio para eleger seus candidatos. Porém, o líder religioso ressalta que a igreja tem como orientação principal apoiar politicamente seus membros, em detrimento de outros políticos.

– Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança – explicou.

– Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes. – completou José Wellington, sobre os partidos com os quais a igreja está envolvida.

O líder religioso comentou também a crescente polêmica de que o preconceito contra evangélicos vêm crescendo em nossa sociedade, e afirmou que isso não corresponde com a verdade, visto que hoje o protestantismo é bem mais aceito do que era há algumas décadas.

– Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crente, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele – afirmou.

Bezerra encerrou comentando sobre a similaridade entre a campanha para a Convenção e uma campanha política, meio com o qual a igreja vem tendo crescente contato.

– Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

Fonte: Gospel+

 

Com forte capacidade de acolher, evangélicos já são 30% em Bauru

biblia_sagradaIgrejas evangélicas crescem 44% e são quase um terço da população de da cidade de Bauru (SP).

É possível se falar em fenômeno evangélico. No sentido definido pelo dicionário como extraordinário. Neste caso, um crescimento extraordinário. Os números comprovam um avanço avassalador do evangelicalismo no País. De acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, a parcela evangélica da população do Brasil abrange 22,2%, ou seja, 42,3 milhões de brasileiros. A estatística consolida tendência verificada há décadas de aumento dos evangélicos. Em 2000, os números apontavam 15,4%, o que configura aumento de 61% em dez anos. Em 30 anos, o percentual saltou de 6,6%, número apurado em 1980, para os atuais 22,2%. Em 1991, segundo o IBGE, este percentual era de 9% (leia mais na página 5).

Em Bauru, o panorama é semelhante ao nacional. De acordo com dados do Censo de 2000 do IBGE, os evangélicos eram 23,59% da população bauruense ou 74.558 pessoas. Nos dez anos seguintes houve aumento de 44,4% neste contingente, totalizando 107.675 adeptos em 2010 e chegando ao percentual de 31,29% dos habitantes da cidade. Se comparado com o crescimento populacional de Bauru no mesmo período, o percentual ainda é mais impressionante. Bauru saltou de 316.064 habitantes para 344.039, aumento de 8,85%.

Mas o que motiva este crescimento vertiginoso? Quais são as causas que levam cada vez mais pessoas a se converter? Algumas respostas a estas questões passam pelas características do evangelicalismo, que desenfatiza o ritual dos cultos, sobressai pelo acolhimento às pessoas, possui uma hierarquia menos rígida ou evidente e uma linguagem popular. Além disso, de acordo com o pastor Gilson Souto Maior Júnior, formado em teologia batista e estudioso do tema, grande parcela do “boom” é ocasionada pelo avanço do neopentecostalismo. “Boa parte do crescimento dos evangélicos neste período se deu na verdade pela força do neopentecostalismo. As igrejas tradicionais e históricas cresceram como normalmente crescem, um crescimento constante, mas não explosivo”, constata.

A questão do acolhimento das pessoas nas igrejas evangélicas seria o primeiro passo para a arrancada do evangelicalismo, uma vez que abre o espaço para as outras causas.

“O neopentecostalismo e as igrejas evangélicas têm este parâmetro de receber as pessoas. Tanto é que esta foi a grande preocupação do pontificado de João Paulo II, quando viu o grande crescimento da Igreja Evangélica na América Latina. Nestes últimos anos, o catolicismo perdeu muitos adeptos em toda a América Latina. E uma das coisas que foram colocadas é justamente isso: alguém, quando chega a uma igreja evangélica, é rapidamente absorvido. No sentido de que é aceito”, pontua Souto Maior.

“No caso de drogas, por exemplo, há vários movimentos evangélicos trabalhando na restauração de pessoas com este problema, que é crônico na nossa sociedade. Isso, de fato, contribui para o crescimento”, acrescenta.

Uma vez integrada à igreja, a pessoa rapidamente sente-se parte daquele organismo, que transparece uma proximidade entre a celebração do culto e o fiel. A identificação com a igreja é imediata, com participação efetiva.

“No movimento evangélico não existe muito uma hierarquização. No catolicismo romano se encontra uma hierarquia. Nas igrejas evangélicas esta hierarquia não existe e, quando existe, é muito pequena em relação à Igreja Católica. Então, as pessoas se tornam membros e em pouco tempo estão trabalhando, exercendo alguns cargos e desenvolvendo trabalhos. Isso faz com que se sintam importantes. Todo mundo quer se sentir importante em alguma coisa, no sentido de que ‘eu posso contribuir com algo’”, analisa Souto Maior.

A própria linguagem, próxima ao “idioma do povo”, também contribui para a identificação das pessoas com a mensagem evangélica. É um fator decisivo, na opinião do pastor. “Não tem uma liturgia pesada. Querendo ou não, a gente acaba fazendo um paralelo porque o Brasil é um País de natureza católica. A maioria é católica e de história católica”, observa.

“Faz pouco tempo, na década de 60, que mudou a missa do latim. E isso faz enorme diferença”, comenta, ressaltando o significado de participar de um culto em que a mensagem é entendida por todos.

“Você estar em uma cerimônia em que está vendo tudo, mas não entende nada, é diferente de quando você escuta alguém falar na sua língua e trata de problemas muito existenciais, próximos da vivência, fala de família, de desemprego e aplicando isso na vida das pessoas. Quando você se aproxima das pessoas e fala a realidade delas, elas vão compreender melhor a mensagem”, acentua.

Porém, Souto Maior é enfático ao afirmar que a principal mola propulsora do avanço na quantidade de evangélicos é o neopentecostalismo, fenômeno considerado recente na história do evangelicalismo. Ele explica que o movimento pentecostal passou por três ondas.

A primeira, quando surgiu, entre o final do século 19 e início do século 20, motivada pela questão dos dons espirituais. A segunda, por volta da década de 50, já impulsionada pelo rádio, meio de comunicação que tinha, naquele momento, força proporcional à da internet hoje. “Nesta segunda onda houve um crescimento baseado muito na pregação de curas e milagres”, relata.

Conforme Souto Maior, a partir da década de 70 veio uma terceira onda, chamada de neopentecostalismo, que traz uma pregação diferente. “Começa-se a pregar a respeito da prosperidade financeira, física. Boa parte deste crescimento vai se dar a partir do final da década de 70, início da década de 80, mas vai ter uma explosão mesmo a partir da década de 90, justamente com esta pregação baseada na prosperidade. A ideia de que as pessoas podem ter bens materiais e que isso é uma bênção de Deus”, expõe o pastor.

Ressalvas

Com vasto conhecimento teológico, o pastor Gilson Souto Maior Júnior tem ressalvas em relação a certos pontos de vista do movimento neopentecostal. “Ao mesmo tempo em que expôs os evangélicos, também colocou uma situação constrangedora. Esta visão de prosperidade, de riqueza material como sinal da bênção de Deus ficou dissociado do movimento da reforma protestante, dos evangélicos tradicionais. Para nós, riqueza não é pecado, mas deve ser fruto de um trabalho. Um trabalho ético, correto. Nós entendemos o trabalho como uma dádiva, uma bênção de Deus. Então, você trabalhar corretamente, lutar e conquistar suas coisas não é pecado necessariamente. E o neopentecostalismo veio com uma visão de que as dádivas de Deus se traduzem praticamente na questão material”, discorre.

O pastor acredita em uma distorção dos reais valores evangélicos. “Deixa-se de lado a visão de um trabalho para simplesmente ir à igreja buscar riqueza, prosperidade, porque isso seria um sinal de uma bênção. O que acontece? Esses movimentos começam a criar uma pregação muito intensa em cima da questão do dinheiro, dos dízimos, e aí, começam a aparecer os escândalos, a manipulação das pessoas, principalmente das pessoas mais pobres”, argumenta Souto Maior.

O pastor vê no contexto sócio-político brasileiro a chave para o avanço do neopentecostalismo. “Se a gente observar o histórico, o Brasil no início da década de 80 era um país que tinha acabado de sair do ‘milagre econômico’, estava em um período de transição entre a ditadura militar e a democracia. Basicamente, esta população é pobre e existe uma inflação galopante. Este é um terreno propício para este tipo de pregação de bênção, de cura, de milagre, de prosperidade financeira. Então, creio que isso foi um combustível a mais para este movimento e crescimento”, diagnostica.

Souto Maior reitera que não considera esta linha de orientação e pregação a ideal. “Este movimento não tem uma exegese e hermenêutica bíblica, pegam textos isolados da Bíblia para fundamentar a pregação. Cristo não é o centro da mensagem, o cento da mensagem é a igreja”, entende.

O pastor identifica ainda um personalismo, muitas vezes, na figura de um pastor ou fundador. “Estes movimentos neopentecostais são cercados de um ícone. Não vejo com bons olhos para uma fé verdadeiramente evangélica, uma fé que se baseia no Evangelho de Jesus Cristo, esta visão evangélica descomprometida com o Evangelho da Graça e que usa a Bíblia para manipular interesses”, define.

Multiplicação de fiéis e templos 

O “boom” de cristãos evangélicos vem seguido da multiplicação de templos e igrejas. Em Bauru é visível a proliferação de templos pela cidade, seja em áreas centrais ou bairros mais afastados. Muitas vezes, as vias contam com uma aglomeração de templos. Usando o bom humor, se São Paulo tem a avenida Angélica, Bauru possui o que pode ser chamado de avenida evangélica.
A reportagem do Jornal da Cidade constatou a presença de dez templos evangélicos nas 38 quadras da avenida Castelo Branco. Na rua Benedito Ribeiro dos Santos, que cruza o Jardim Carolina e Núcleo Geisel, a concentração é ainda maior: com dez templos em suas 16 quadras.

A pequena amostragem permite ter dimensão da expansão pela cidade. Dados do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru estimam que existam 700 templos espalhados pelo perímetro urbano entre as diferentes igrejas que compõem o universo evangélico. Em uma conta simples, dividindo-se o número de adeptos apurado no Censo de 2010 (107.675 pessoas) pela quantidade de templos existentes na cidade, chega-se a uma média de 152 fiéis por templo. Estruturar o crescimento e união das igrejas evangélicas em Bauru é o trabalho desenvolvido pelo Conselho dos Pastores Evangélicos de Bauru, que conta com aproximadamente 100 membros.
O pastor Edson Valentim de Freitas, diretor do Conselho, explica as atribuições do órgão. “O papel do Conselho é de aglutinar, unir as igrejas e desenvolver ações que ajudem as igrejas em suas atividades e no crescimento delas. Basicamente, é atrair os pastores e unir as igrejas”, pontua. Freitas ressalta que as ações do Conselho não se restringem às igrejas que possuem integrantes no órgão.

“A gente trabalha com a cidade toda. Nem todos são filiados, mas as igrejas acabam ligadas à gente pelas atividades. É bem abrangente mesmo”, salienta.
Com a multiplicação dos templos, o Conselho de Pastores atua também na regularização destes espaços, buscando segurança e conforto. Uma das coisas que o Conselho tem oferecido é o curso de brigada de incêndio. “Além disso, temos a parceria com escritório de contabilidade, que dá toda a assessoria para fazer o estatuto, a parte contábil da igreja. E a gente passa todas as orientações que já colheu perante a Seplan (Secretaria de Planejamento), por exemplo, na questão de acessibilidade. Todas as igrejas podem ter acesso a isso que o Conselho oferece”, declara Freitas.

O diretor do Conselho observa que representantes de novos templos, com o crescimento, já procuram o órgão para receber apoio e orientação. Uma igreja, muitas vezes, começa um tanto quanto informal. É uma casa. Um grupo de irmãos que são de uma determinada igreja e querem começar um novo trabalho.
Este grupo de pessoas começa a crescer e, pela necessidade de sair daquela casa e ir para um salão para comportar mais pessoas, muitas vezes, num primeiro momento, não são tomadas aquelas precauções em termos de segurança. De 50 a 100 pessoas é geralmente quando a igreja já está estabelecida e o pastor sente a necessidade de regularizar tudo.

Dividir para multiplicar

A grande quantidade de templos pela cidade tem uma explicação simples. Ao invés de se aglomerar uma maior concentração de fiéis em menos templos, por questão de conveniência e até mesmo logística, os templos se espalham em uma democratização de espaços disponíveis, uma fragmentação, facilitando o acesso dos adeptos. Uma inversão, que acaba encurtando distâncias e ampliando o alcance da mensagem para praticamente todos os pontos da cidade: o templo também vai ao fiel e não somente o fiel vai ao templo. Uma divisão que multiplica.

Freitas, pastor em um templo no centro de Bauru, dá exemplos de como a estratégia surte efeito e é positiva para o fiel e para a igreja. Nós começamos um trabalho há vários anos no Mary Dota porque era difícil para muitos membros virem de lá para o centro da cidade e hoje é um novo templo. Lá na região da Vila São Paulo e Pousada da Esperança também criamos um trabalho. Porque fica longe para várias pessoas virem. Preferimos fazer o culto lá. Com o passar do tempo, cresce o número de pessoas e a gente torna o trabalho independente, aponta o pastor.

A expansão evangélica vem acompanhada não só da proliferação de templos, mas de um aumento significativo de igrejas, que aumenta a divisão do universo do evangelicalismo. Freitas vê aspectos positivos e negativos no surgimento de novas igrejas evangélicas.

“Nossa legislação, nossas leis permitem esta liberdade. Eu diria que esta liberdade traz a abertura de novas igrejas em qualquer lugar e qualquer bairro. Isto é muito bom. O fato destas igrejas ficarem independentes umas das outras é negativo. Porque, muitas vezes, a igreja é pequena e anda sozinha. Aí é que entra o papel do Conselho de Pastores de apoiar estas igrejas, ajudá-las neste começo e trazê-las para a comunhão com as outras que já existem”, diz o pastor.

Reforma Protestante e os 5 solas

As igrejas evangélicas têm origem na reforma protestante, movimento reformista cristão iniciado no início do século XVI por Martin Lutero, que protestou por meio de teses contra diversos pontos da doutrina e práticas da Igreja Católica Romana medieval, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os pontos de vista de Lutero ganharam apoio de vários religiosos e governantes, provocando uma revolução religiosa que se estendeu pelo continenge europeu.
O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo ou evangelicalismo, que se expandiu para as Américas, local onde se originaram outra parte das igrejas que hoje compõem o universo evangélico.

O pastor e teólogo Gilson Souto Maior Júnior explica que os princípios fundamentais da fé evangélica são os cinco solas, pressupostos da reforma protestante. “Sola Scriptura (somente a escritura), que significa que normatizamos os princípios de fé e prática à luz da Bíblia; Solus Christus (somente Cristo), ou seja, que Cristo é o centro da vida cristão, da vida da igreja, da vida em comunidade, o nosso modelo máximo; Sola Fide (só a fé), somente pela fé o homem pode se aproximar de Deus e ser salvo; Sola Gratia (só a graça), ninguém é salvo por seus méritos, apenas pela graça de Cristo, e Soli Deo Gloria (somente a Deus a glória), ou seja, a glória não é do homem, do ser humano. Entendemos que todas as coisas procedem de Deus, tudo é para a glória de Deus.”

Definições

De acordo com dados do Conselho de Pastores, predominam no evangelicalismo bauruense as igrejas com orientação pentecostal e neopentecostal. Para critério de definição, no pentecostalismo tradicional brasileiro estão igrejas como a Assembleia de Deus, Evangelho Quadrangular, Brasil para Cristo, Deus é Amor, Congregação Cristã, Nova Vida, entre outras. São exemplos de igrejas neopentecostais no cenário nacional a Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Renascer em Cristo e Mundial do Poder de Deus. Algumas das igrejas de missão, ou seja, com origens missionárias, são a Batista, Presbiteriana, Adventista e Metodista.

Unidade no discurso

Dentre as diferentes orientações e estruturação das igrejas que compõem o universo evangélico, o discurso se une em torno de um tema considerado fundamental por pastores: a valorização da família. O Conselho de Pastores tem como diretriz de trabalho o foco na família, de acordo com Freitas.

“Nós observamos que a família, hoje, está se fragmentando. Os valores estão sendo perdidos ou não são observados. Então, são muitos casamentos desfeitos e isso reflete nos filhos, que por sua vez acabam sofrendo emocionalmente e muito deles indo para as drogas”, diz Freitas. “E quando a gente fala de drogas, sabe que é muito mais sério do que os jornais apresentam, é muito mais grave. O crack, por exemplo, está em todas as camadas sociais, constata.

O pastor entende que o caminho para minimizar os problemas sociais é fortalecer a célula familiar. Hoje, é uma preocupação muito grande na maioria das igrejas que a gente foque as famílias. Família forte é sociedade forte, conclui Freitas.

Fonte: JC Net

 

José Wellington é reeleito presidente da CGADB

xJose-Wellington-300x200.jpg,qf5a53e.pagespeed.ic.WYw8vocewoA diferença de votos entre os dois candidatos foi de apenas 1956 votos.

A apuração dos votos da eleição da presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) se encerrou na noite desta quinta-feira (11) por volta das 22h30 apontando o pastor José Wellington Bezerra da Costa como o presidente reeleito.

Para esta edição da Assembleia Geral Ordinária (AGO) foram inscritos 24 mil pastores da Assembleia de Deus, mas apenas 75% destes participaram da eleição.

Durante a apuração a tela apontava uma diferença de aproximadamente mil votos de diferença entre José Wellington e Samuel Câmara, como os pastores presentes estavam se manifestando com fervor a cada vez que a apuração era atualizada, a direção resolveu ocultar os votos e só revelar o resultado final.

O resultado final da apuração mostrou que o pastor José Wellington recebeu 9.003 votos, Samuel Câmara que pela terceira vez tentou ocupar o posto recebeu 7.407 votos, outros 760 pastores votaram em branco e 217 do total anulou o voto. No total foram 17.387 eleitores.

Mesmo sem vencer, Samuel disse que se sente satisfeito por participar desse momento importante na história das ADs, já que esta foi maior eleição de toda história da CGADB. Este será o quinto mandato do pastor que já ocupa o posto por 25 anos.

Fonte: Gospel Prime

 

Resultado da 41ª AGO poderá rachar a CGADB

41ago-cgadbConvenção assembleiana poderá ter nova saída histórica se José Wellington for reeleito

A 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) poderá ser marcada por mais uma rachadura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Caso se confirme a vitória do atual presidente, pastor José Wellington Bezerra da Costa, que já está presidindo a convenção há 25 anos, é possível que seu oponente, pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Mãe em Belém, retire-se do órgão assembleiano.

A possibilidade se deve as disputas judiciais que antecederam a 41ª AGO. No início do ano José Wellington tentou convocar Samuel Câmara e outros pastores para responder acusação por quebra de decoro durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que tratou da reforma do Estatuto da Convenção Geral.

Chamado a responder as acusações Câmara entrou com uma liminar na justiça postergando a reunião para depois do encerramento da AGO, que acaba no dia 12 de abril.

Além de Samuel Câmara, os pastores Ivan Pereira Bastos, Sóstenes Apolos da Silva e Jonatas Câmara também haviam sido convocados na ocasião. O pastor Sóstenes Apolos disse que essa reunião teria a intenção de que a mesa diretora da CGADB excluísse ele e os demais pastores convocados da eleição que está sendo realizada no momento.

Samuel Câmara também conseguiu na justiça uma liminar que determinava a abertura dos dados relativos às inscrições dos 22 mil pastores que votarão na eleição.

De acordo com o jornalista Felipe Patury, colunista do site da revista Época, recentemente o pastor Câmara moveu uma ação para garantir que as informações relativas aos inscritos fossem divulgadas. Câmara quer saber se todos pagaram o registro cobrado dos eleitores. Enquanto o presidente da Convenção, José Wellington, que tenta mais um mandato, cassava a decisão no tribunal do Pará, Câmara ganhou a causa no mérito.

O resultado da eleição deverá ser divulgado pela CGADB no final da AGO e deve por um fim a uma das várias disputas judiciais relacionadas aos pastores Samuel Câmara, José Wellington e a própria CGADB.

Fonte: Gospel Prime