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Como o Mundo te Vê Cristão?

Assista o documentário Como o Mundo te Vê Cristão?

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Ódio aos judeus cresce no mundo

suastica-220x120Uma em cada quatro pessoas mostra ser antissemita.

A Liga Antidifamação (ADL) fundada em 1913, é a principal organização do mundo no combate ao antissemitismo por meio de programas e serviços que neutralizam o ódio, o preconceito e a intolerância contra os judeus.

O estudo divulgado hoje, intitulado ADL Global 100: Índice de Antissemitismo, de alcance mundial mostra de maneira sem precedentes o crescimento das atitudes antissemitas. Foram mais de 53.000 adultos entrevistados em 102 países num total de 96 línguas.

Realizada com assessoria da First International Resources e da Anzalone Liszt Grove Research, os dados foram compilados em entrevistas conduzidas entre julho de 2013 e fevereiro de 2014. Os resultados mostram o nível e a intensidade do sentimento antijudaico em praticamente todo o mundo, mesmo que a maioria das pessoas admita não conviver com judeus. Um número significativo disse sequer conhecer algum judeu.

Os números assustam, mas infelizmente não são uma surpresa total, explica Abraham Foxman, diretor da ADL. Mais de um em cada quatro adultos (26%) mostram algum grau de antissemitismo. Proporcionalmente, indica que cerca de 1.09 bilhão de pessoas tem algum grau de aversão aos judeus. Apenas 54% dos entrevistados sabem o que foi o Holocausto. Sendo que mais de 66% ou nunca ouviram falar do Holocausto ou não acreditam que os relatos históricos sejam corretos.

O sistema de medição empregado pelo ADL Global 100 indica a percentagem de pessoas que responderam ser “provavelmente verdadeiro” seis ou mais entre 11 estereótipos negativos sobre os judeus (incluindo poder, lealdade, dinheiro e comportamento).  Disponível no site http://global100.adl.org, o estudo mostra qual o índice de antissemitismo presente no mundo. O menor é do Laos (0,2%) e o maior é na Cisjordânia e Faixa de Gaza (93%).  O índice no Brasil é de 16%, o que significaria que cerca de 22 milhões de pessoas nutrem esse tipo de sentimento.

Alguns dados chamam atenção. Por exemplo, países onde a maioria da população é protestante (evangélica) possuem índices mais baixos de avaliações de atitudes antissemitas, em comparação com qualquer outro país de maioria religiosa.

Como era esperado, a maior concentração de pessoas com atitudes antissemitas está no Oriente Médio e nos países do Norte Africano, de maioria muçulmana. Cerca de três quartos dos entrevistados (74%) mostraram preconceito, contra um índice médio de 23% no restante do mundo.

Fonte: Gospel Prime com informações Jewish News Source.

“Evolution vs God” enfurece ateus em todo o mundo. Assista em português

evolutions-vs-God-320x200Evangelista Ray Comfort aposta na internet como melhor ferramenta para evangelização

Você é ateu? Acredita na evolução? A resposta para essas duas perguntas podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas. Na opinião do evangelista americano Ray Comfort, é mais do que isso. Pode ser a diferença entre o céu e o inferno.

Nos últimos anos ele deixou de lado seus livros e textos para se concentrar na produção de vídeos evangelísticos e programas em DVD. Todos eles tiveram grande repercussão e, ao mesmo tempo, geraram polêmica. O vídeo de “180 degrees” [180 graus] falava sobre o aborto e suas consequências físicas e espirituais. “Genius” [Gênio] usava a história de vida do ex-Beatle John Lennon para lembrar a brevidade da vida. O mais recente,“Evolution vs. God” [Evolução versus Deus], dá um passo além.

Produzido com o formato de entrevistas, Ray sai com um microfone e uma câmara na mão procurando professores universitários, especialistas em biologia e também pessoas comuns. A todas elas ele apresenta o mesmo desafio: provar que a evolução não é uma questão de fé. Para isso, ele usa citações de Charles Darwin, autor da teoria da evolução, e Richard Dawkins, um dos maiores defensores modernos do ateísmo.

Por mais que pareça estranho, é isso mesmo que ele consegue mostrar. Reunindo explicações científicas e citações de defensores da evolução e do ateísmo, o evangelista procura “desmistificar” muito do que se ensina sobre evolução nas salas de aula do mundo todo.

Somente na primeira semana, o material alcançou quase 200 mil visualizações no Youtube. Uma versão em HD passou a ser vendida no site do seu ministério, http://www.livingwaters.com e, segundo ele mesmo anunciou, milhares de DVDs foram distribuídos nas universidades americanas. Para o ministério, a maior aposta é na divulgação pela internet, considerada por eles como “a maior ferramenta para evangelização” moderna.

Comfort acredita que “Esta geração não usa as fontes convencionais de notícias para aprender. Eles estão absorvidos em seu próprio mundo… os meios de comunicação social (mensagens de celular, YouTube, Facebook, Twitter, etc.). Se quisermos alcançá-los com a mensagem de vida eterna, temos de entrar em seu mundo”.

Essa “explosão” de popularidade online rendeu ao evangelista várias oportunidades de falar sobre o assunto em vários programas de TV. O problema é que repercussão maior veio com uma campanha de organizações ateístas contra o material. Somente no YouTube existem cerca de 20 mil comentários de ateus furiosos com o conteúdo apresentado. Surgiram vários “vídeos reposta”, tentando desacreditar muitas das afirmações e conclusões do material cristão.

Comfort está satisfeito com o que considera ser uma reação esperada. Para ele, o objetivo foi alcançado. As pessoas voltaram a pensar sobre o assunto. “A raiva é muito real, porque as pessoas que se apegam à crença na evolução não estão acostumadas a serem confrontados com argumentos científicos. Isso ocorre porque a convicção de que Darwin estava certo lhes dá o que consideram uma permissão para agirem sem culpa e se engajarem em prostituição, pornografia, homossexualidade, adultério, blasfêmia e tudo mais que o seu coração desejar. Se Deus não existe, então não há nenhuma moralidade absoluta, e isso significa que não existe um Dia do Julgamento e, definitivamente, nenhum inferno”, explica.

Mas Ray quer mais, seu desejo é ver o maior número de pessoas tendo acesso ao material e debatendo-o em casa, nas escolas e nas igrejas. Até agora já existem tradução das legendas para 12 línguas e o projeto é que chegue ao maior número possível de países.

Através de um contato com o site de Ray, o Gospel Prime recebeu autorização para fazer a tradução, que será usada na versão em DVD de “Evolução versus Deus”. Segundo o e-mail que recebemos, a reprodução é livre desde que não seja usada para fins comerciais (aluguel ou venda).

Assista:

Fonte: Gospel Prime

Lançada maior coleção bíblica digital do mundo

Biblias-207x155Três dos ministérios de literatura mais importantes do mundo, em colaboração com um grupo de filantropos cristãos, anunciou o lançamento do projeto Toda tribo, Toda nação (ETEN na sigla original everytribeeverynation.org).

Trata-se de uma aliança ministerial que vai ajudar mais de seis bilhões de pessoas no mundo a terem acesso à Bíblia.

Usando tecnologias de ponta, o grupo criou a “Biblioteca Digital da Bíblia”, que reúne centenas de traduções da Bíblia em diferentes línguas. Em2013 a expectativa é de chegarem a mais de 1000 traduções. Nos próximos cinco anos, todas as 2000 traduções conhecidas pelo homem devem estar disponíveis.

Mais de 1.2 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à Bíblia em sua língua materna e calcula-se que ainda existem cerca de 2.000 línguas para as quais ainda que não se traduziu a Bíblia.

Estas estatísticas alarmantes mostram a realidade da “pobreza no conhecimento bíblico” e da urgente necessidade de se fazerem novos esforços para a tradução, distribuição e evangelização através da Bíblia. O ETEN visa atender essas necessidades e conta com a experiência de ministérios conhecidos como a Wycliffe Bible Translators, a Sociedade Bíblica Americana e as Sociedades Bíblicas Unidas, que estão envolvidas em 90% das traduções da Bíblia em desenvolvimento no mundo.

Estas organizações entendem que chegou a hora da Bíblia entrar de vez na “nova era digital”. O elemento central deste esforço é a Biblioteca Digital da Bíblia, que servirá como o maior acervo do mundo das Escrituras.

Através desse sistema, os textos bíblicos estarão disponíveis em um formato padronizado, todos digitalizados e catalogados. O fácil acesso fornecido pela Biblioteca Digital oferecerá a todos os interessados a Palavra de Deus em várias línguas e nos formatos escolhidos por essas audiências.

A Biblioteca Digital pode ser acessada pelo computador ou por meio de dispositivos móveis, como celulares, oferecendo áudio, vídeo, aplicativos, textos nos sites e impressão sob demanda.

Um dos principais parceiros da Biblioteca Digital é o popular aplicativo YouVersion, que já foi baixado cerca de 70 milhões de vezes. Calcula-se que, desde 2008, quando foi lançado, seus usuários passaram mais de 31.000.000.000 de minutos lendo a Bíblia digitalmente.

Outro importante parceiro é o BibleSearch (www.bibles.org), que já oferece 235 traduções em várias línguas.

A “Biblioteca Digital da Bíblia” é totalmente gratuita e espera alcançar, como o nome sugere, todas as nações do mundo.

Traduzido de Cristianos.com via Gospel Prime

Missionários: Igreja Não Chegam a Um Quarto do Mundo

(Foto: The Christian Post Tsuei / Hudson)

Mais de 25 por cento das etnias (povos não) no mundo, ou cerca de dois bilhões de pessoas, não estão representados na Conferência Lausanne.

Um grupo de povos não alcançados significa que a missão transcultural é necessária para uma pessoa do grupo ouvir o Evangelho, porque eles não conseguem encontrar pessoas dentro de seu grupo étnico para compartilhar com eles a boa notícia.

Os chefes de missão, na quarta-feira, disseram que o obstáculo mais difícil a superar para alcançar os povos não alcançados é a obediência da Igreja. Eles falaram na sessão de multiplex Lausanne intitulada “M*ss*ng People: The Unserved One-Fourth World.”

Um vídeo apresentado no início da sessão, destacou que apesar do fato de que 86 por cento de Muçulmanos, Hindus e Budistas, não conhecem pessoalmente um seguidor de Cristo, 90 por cento dos missionários vão para regiões “cristianizadas,” de acordo com o World Christian Database.

“Em meus 14 anos trabalhando com os Muçulmanos, mobilizando as Igrejas na Coréia, eu vim a perceber que os Muçulmanos não têm faltado com pessoas para Deus, mas para o povo de Deus,” disse Henry Lee, líder da missão em Seul, Coréia do Sul, e parte do Ethne to Ethne (grego pessoas para as pessoas), uma rede missão global focada em obter o evangelho a grupos de pessoas não alcançadas.

Kent Park, presidente da Missão norte-americana para Povos Não Alcançados, explicou por que as Igrejas não compartilham o Evangelho com grupos de pessoas que precisam ouví-lo.

“A Igreja da Indonésia, por sua própria confissão, disse que nós os temos ignorados (grupos de pessoas não alcançados na Indonésia), porque não queríamos pagar o preço, ficamos com medo, nós não pensamos que iria funcionar, nós não pensamos que iria dar certo. É isso que significa ser alcançado.”

Arychiluhm Beyene, que já trabalhou no campo de missão nos últimos 15 anos, incluindo seis anos com as pessoas mais difíceis na Somália, contou uma história comovente de um homem “assustador” somali que se converteu ao Cristianismo do Islã.

Depois que o homem somali se converteu, ele contou Beyene, “Quando você olha para nós de fora com a longa barba, com a boina, e jalabiya (roupas tradicionais soltas usadas por alguns homens da Somália), somos assustadores. Mas eu só quero te dar garantia, não pare de contar as boas notícias. Apesar de parecer assustador a partir do exterior, nosso interior está procurando a verdade.”

Durante a sessão de pessoas desaparecidas, um líder da missão Africana também falou sobre a desconexão entre o que ele vê entre o que é ensinado aos Cristãos Africanos e como eles vivem suas vidas.

Embora a África atualmente tenha a maior taxa de crescimento Cristão no mundo, também tem os maiores níveis de HIV, conflitos, pobreza e corrupção, disse Peter Tantal, o diretor regional da África do Sul de Ethne to Ethne.

Em 1900, havia 8 milhões de Cristãos na África. Hoje, há 500 milhões de Cristãos na África e em alguns países 90 por cento ou mais da população é cristã.

“O desafio diante de nós é como uma Igreja, apesar de ter crescido tanto, precisamos ensinar às pessoas o que significa viver como povo de Deus,” disse Tantal.

O Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial, também conhecido como Cabo Town 2010, atraiu mais de 4.000 líderes cristãos representando mais de 190 países para a conferência Cape Town, África do Sul. A conferência foi fundada pelo evangelista americano Billy Graham em 1974, em Lausanne, na Suíça, para trazer junto ao corpo de Cristo global para a evangelização mundial.

Fonte: Christian Post

Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo, diz estudo

A  pesquisa, divulgado na segunda-feira, mostra que a fome se revela principalmente por meio da desnutrição infantil.

Um estudo do Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) divulgado na segunda-feira indica que ao menos 1 bilhão de pessoas (cerca de um sétimo da população mundial) sofrem de desnutrição no planeta.

Na América Latina, a situação é considerada “grave” na Bolívia, Guatemala e no Haiti.

A pesquisa, intitulada Índice Global da Fome 2010, mostra que a fome se revela principalmente por meio da desnutrição infantil – quase a metade dos afetados são crianças. Os níveis mais altos se encontram na África Subsaariana e no sul da Ásia.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Segurança Alimentar (FAO), um ser humano passa fome quando consome menos de 1.800 quilocalorias por dia, o mínimo para levar uma vida saudável e produtiva.

Os dados do estudo apontam que o número de desnutridos voltou a crescer, após cair entre 1990 e 2006. A explicação é a crise econômica e o aumento nos preços globais dos alimentos.

O IFPRI considera a situação “extremamente alarmante” em três países, todos africanos (Chad, Eritreia e República Democrática do Congo). Outros 26 países vivem situação “alarmante”.

No continente americano, a Bolívia, a Guatemala e o Haiti têm os piores índices em relação à falta de alimentos.

O documento classifica de “moderada” a fome no resto da América Central, com a exceção da Costa Rica. Também é “moderada” a situação na maioria da América do Sul – já no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile há níveis baixos de desnutrição, segundo o informe.

‘Caso de sucesso’

Os pesquisadores classificam o Brasil como um “caso de sucesso” na questão da fome. Segundo o estudo, entre 1974 e 1975, 37% das crianças brasileiras eram subnutridas. O índice caiu para 7% entre 2006 e 2007, melhora atribuída aos aumentos nos investimentos em programas de nutrição, saúde e educação ocorridos desde o fim dos anos 70.

“Entre 1996 e 2007, muito da melhora na nutrição infantil se deveu a mais creches, rendas familiares maiores, melhoras no atendimento de mães e crianças e maior cobertura de suprimento de água e serviços sanitários”, diz o estudo, que também cita o Bolsa Família, avaliado como “um bem-sucedido programa de redução da pobreza que integra nutrição, saúde e metas de educação”.

“Esse programa, assim como outras políticas governamentais, também tiveram um grande papel em reduzir a desigualdade, fazendo com que o status nutricional de crianças pobres rapidamente se aproximasse do de crianças mais ricas”, afirma o documento.

Fome em crescimento

Apesar do avanço em países como Brasil e China, o estudo mostra que a fome cresceu em nove países (oito deles na África Subsaariana e a Coreia do Norte).

O país com o pior desempenho é a República Democrática do Congo, onde o índice cresceu 65%. Em Burundi e em Madagascar, metade das crianças têm problemas no seu desenvolvimento físico por falta de uma dieta adequada.

Para a pesquisadora Marie Ruel, uma das autoras do estudo, “a janela de oportunidade para evitar que sigam crescendo os níveis de desnutrição está nos dois anos (…). Depois dos dois anos de idade, os efeitos negativos da desnutrição são em grande parte irreversíveis.”

Segundo o informe, é possível reduzir a desnutrição infantil para um terço da atual melhorando os cuidados na saúde e na dieta não só de crianças como também de mães grávidas e na fase de amamentação.

Fonte: BBC Brasil

'Testes de virgindade' em noivas provocam polêmica na Índia


Testemunhas que acompanharam um casamento em massa organizado no mês passado pelo governo do Estado de Madhya Pradesh, no centro do Índia, estão acusando as autoridades de ter obrigado as noivas a passar por testes de virgindade.

Muitas das mulheres que participaram da cerimônia reclamaram, dizendo que se sentiram humilhadas e com vergonha por ter sido examinadas.

O caso levou a Comissão Indiana para Mulheres a pedir explicações do governo estadual.

As autoridades, no entanto, negam as alegações e dizem que as noivas foram examinadas apenas para verificar se alguma delas estava grávida. A virgindade das noivas é valorizada na Índia e o sexo antes do casamento é visto com reprovação por boa parte da população. “Presente” De acordo com os relatos, as jovens que se inscreveram para o casamento em massa na cidade de Shahdol, 600 km distante da capital regional, Bhopal, souberam do exame quando chegaram ao local da cerimônia.

Quase todas as noivas vieram de famílias pobres, de regiões tribais. Testemunhas dizem que elas se enfileiraram antes do exame minucioso, que foi feito por uma médica. Várias mulheres afirmaram que funcionários lhes disseram que não receberiam presentes de casamento no total de cerca de US$ 132 se não fossem examinadas.

Evento comum Mas a administração local diz que mais candidatas do que o previsto apareceram no local e muitas delas não tinham documentos e “pareciam suspeitas”.

Ainda de acordo com integrantes do governo do Estado, os testes de gravidez teriam sido introduzidos depois que uma noiva deu à luz durante um casamento em massa. Esses eventos, geralmente organizados por entidades de assistência social, são comuns na Índia, onde o costume da noiva pagar um dote em dinheiro é tradição.

O Estado de Madhya Pradesh faz os casamentos em massa desde 2006 para ajudar noivas mais pobres a se casarem.

Fonte: BBC Brasil

‘Testes de virgindade’ em noivas provocam polêmica na Índia


Testemunhas que acompanharam um casamento em massa organizado no mês passado pelo governo do Estado de Madhya Pradesh, no centro do Índia, estão acusando as autoridades de ter obrigado as noivas a passar por testes de virgindade.

Muitas das mulheres que participaram da cerimônia reclamaram, dizendo que se sentiram humilhadas e com vergonha por ter sido examinadas.

O caso levou a Comissão Indiana para Mulheres a pedir explicações do governo estadual.

As autoridades, no entanto, negam as alegações e dizem que as noivas foram examinadas apenas para verificar se alguma delas estava grávida. A virgindade das noivas é valorizada na Índia e o sexo antes do casamento é visto com reprovação por boa parte da população. “Presente” De acordo com os relatos, as jovens que se inscreveram para o casamento em massa na cidade de Shahdol, 600 km distante da capital regional, Bhopal, souberam do exame quando chegaram ao local da cerimônia.

Quase todas as noivas vieram de famílias pobres, de regiões tribais. Testemunhas dizem que elas se enfileiraram antes do exame minucioso, que foi feito por uma médica. Várias mulheres afirmaram que funcionários lhes disseram que não receberiam presentes de casamento no total de cerca de US$ 132 se não fossem examinadas.

Evento comum Mas a administração local diz que mais candidatas do que o previsto apareceram no local e muitas delas não tinham documentos e “pareciam suspeitas”.

Ainda de acordo com integrantes do governo do Estado, os testes de gravidez teriam sido introduzidos depois que uma noiva deu à luz durante um casamento em massa. Esses eventos, geralmente organizados por entidades de assistência social, são comuns na Índia, onde o costume da noiva pagar um dote em dinheiro é tradição.

O Estado de Madhya Pradesh faz os casamentos em massa desde 2006 para ajudar noivas mais pobres a se casarem.

Fonte: BBC Brasil

Papa ordena investigação em ordem religiosa devido a abusos feitos por fundador

Em uma decisão incomum, o papa Bento 16 ordenou que seja realizada uma investigação contra os Legionários de Cristo, uma influente ordem religiosa conservadora que reconheceu que seu fundador, além de ser pai de uma criança, molestou seminaristas.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, disse que líderes da igreja vão visitar e avaliar todos os seminários, escolas e outras instituições administradas pela Legião em todo o mundo. Ele tornou público nesta terça-feira a decisão do Vaticano, que está agindo, segundo ele, “com verdade e transparência, em um clima de diálogo construtivo e fraterno” para superar as dificuldades.

A congregação conservadora Legionários de Cristo anunciou a investigação, –“visita apostólica”, na terminologia eclesiástica-nesta terça-feira. O Vaticano informou a ordem de forma reservada no último dia 10.

Os Legionários foram abalados nos últimos anos por uma série de escândalos ligados ao fundador, padre Marcial Maciel, que morreu no ano passado, com 87 anos.

No mês passado, a congregação disse ter encontrado evidência de que ele manteve uma vida dupla durante décadas. Enquanto dirigia a congregação de padres ele tinha uma amante com quem teve ao menos uma criança.

Em 2006, o papa Bento 16 disse ao padre Maciel para que ele se aposentasse em “uma vida reservada de oração e penitência” depois das acusações de que teria molestado um menino e seminaristas décadas antes.

A congregação negou as acusações por anos, mas o Vaticano tomou medidas contra Maciel depois do surgimento de novas evidências. Na época, as sanções contra Maciel fizeram dele uma das pessoas mais proeminentes a ser punida por abuso sexual.

A “visita apostólica” pode levar a sanções e a uma ação disciplinar. Essas investigações são incomuns e podem durar meses.

O padre Álvaro Corcuera, atual diretor-geral dos Legionários, disse em uma carta aos membros da congregação que espera que a investigação “nos ajude a enfrentar nossas vicissitudes presentes relacionadas aos fatos graves da vida de nosso fundador”.

Os investigadores visitarão os seminários e outras instituições dos Legionários, como escolas, casas de repouso e universidades em todo o mundo.

Fundada em 1941 por Maciel, que era mexicano, a congregação conservadora reúne atualmente cerca de 800 padres e 2.500 seminaristas em mais de 20 países.

Fonte: Folha Online

Padre usa refrigerante de limão em batismo na Noruega

Uma igreja na Noruega usou refrigerante sabor limão no lugar de água benta em uma cerimônia de batismo, após as baixas temperaturas registradas na cidade de Stord, ao oeste de Oslo, na Noruega, terem causado o congelamento dos encanamentos. As informações são da Reuters.
O padre Paal Dale, ao perceber que não teria como utilizar água para realizar o batismo, usou o refrigerante para molhar o bebê. “O refrigerante perdeu o gás. O cheiro de limão fez da cerimônia algo realmente incomum”, disse o padre.

Ele afirmou, ainda, que a família da criança foi informada sobre a troca apenas momentos antes da cerimônia. “Não tive de dar muitas explicações, apenas garanti que o cheiro seria bom”, afirmou Dale.

Fonte: Terra

Sim às células-tronco afasta Obama de evangélicos moderados

Um professor de Ética Cristã escreveu em seu artigo no jornal no USA Today, que “evangélicos moderados” como ele estavam desapontados com as primeiras medidas da administração Barack Obama (foto) em assuntos caros à comunidade cristã, como o aborto e a pesquisa com células-troncos de embriões.

Um aviso. E daqueles bem diretos. Em artigo publicado na segunda quinzena de março no USA Today, o jornal de maior circulação dos Estados Unidos, o professor de Ética Cristã da Universidade de Mercer, no Estado da Geórgia, David P.Gushee, já dizia a que vinha no título:Presidente Obama, nós Precisamos Mais do que Discurso. Gushee, que é batista e presidente da organização não-governamental Evangelicals For Human Rights, dizia em seu artigo em tom de advertência que ‘evangélicos moderados’ como ele estavam desapontados com as primeiras medidas da administração Obama em assuntos caros à comunidade cristã, como o aborto e a pesquisa com células-troncos de embriões.

A escolha da governadora democrata Kathernine Sibelius, uma católica favorável ao direito de as mulheres decidirem se querem ou não abortar, para a secretaria da Saúde – cargo equivalente ao do ministro José Gomes Tinhorão no Brasil – e o anúncio das revogações de políticas adotadas com pompa pelo governo Bush, como a proibição de se enviar fundos federais para organizações que promovam o direito ao aborto e as restrições às pesquisas com células-tronco embrionárias, alarmaram os evangélicos centristas, importantes na vitória apertada de Obama em Estados mais conservadores, como Colorado, Virgínia e Indiana. Especialistas acreditam que este grupo representa cerca de 6 milhões de eleitores em todo o país, mas concentrados nos chamado swing states, que ora votam com a direita, ora com a esquerda.

Desde o início da campanha eleitoral, Obama contou com o jovem reverendo Joshua DuBois, um líder pentecostal, para estabelecer uma ponte entre sua candidatura e cristãos moderados, tanto protestantes quanto católicos. A brecha na coalizão cristã, que votou em peso em George W. Bush nas eleições de 2000 e 2004, levou a números significativos: nas eleições de novembro, Obama praticamente dobrou o número de eleitores evangélicos caucasianos entre 18 e 44 anos em relação a John Kerry há cinco anos.

Gushee, autor de O Futuro da Fé na Política Americana, constatou uma ‘divisão de gerações’ entre os evangélicos que enfraqueceu a coalizão republicana. Mas lembra agora que a dificuldade do governo Obama em encontrar um meio-termo em suas políticas sociais – por exemplo, cumprindo a promessa de campanha de criar iniciativas voltadas para a prevenção e redução do aborto – pode aliená-lo de uma base importante para as ambições futuras do Partido Democrata. Mais preocupado com uma crise moral gerada pela ausência de salvaguardas para os moderados – por exemplo, o respeito do governo a médicos cristãos que se recusem a fazer aborto – do que em uma concentração ainda maior de evangélicos apoiando o Partido Republicano já nas eleições de 2010, quando boa parte do Congresso será renovada, Gushee conversou com o Terra sobre as guerras culturais que teimam em permanecer no centro do tabuleiro político norte-americano.

O título de seu artigo na página de Opinião do USA Today é bem forte. O senhor acredita que parte dos chamados evangélicos moderados já se sentem traídos pela administração Obama em pouco mais de dois meses de governo?

O mais correto seria dizer que estamos preocupados. Tememos não conseguir mais nada além do que palavras. Palavras e nada mais. Mas não estamos convencidos de que esta seja a instância final do governo Obama. O artigo representa um preocupação de que as promessas que o presidente fez durante a campanha e a esperança que ele nos despertou em termos de encontrar um caminho do meio não sejam de fato realizadas. Mas, ao contrário dos mais conservadores, não desistimos de Obama. Não acreditamos que ele seja falso ou um mero impostor, como a direita radical já o apresenta.

O senhor esteve próximo dele durante a campanha eleitoral no ano passado. Poderia dividir suas impressões sobre Obama?

Ele é extremamente inteligente e o que mais me impressiona é a capacidade de manter a calma no meio do furacão. Ele é disciplinado, conduziu uma campanha de forma honrada, e a experiência de líder comunitário possibilitou a ele se aproximar dos mais diversos grupos, incluindo os evangélicos moderados. Em termos religiosos, ele me parece ser alguém em busca de respostas, que tem interesse em diversas orientações religiosas. Ele me disse que era um cristão, e acreditei nele. Mas creio que ele se sente mais confortável com o aspecto social da religião, a vê como força impulsionadora de justiça social. E, apesar de muito jovem e inexperiente, foi, sem sombra de dúvida, o candidato que mais nos impressionou desde as primárias do ano passado.

O senhor escreveu que a promessa de levar para Washington uma ‘liderança transformativa’ foi justamente o que mais o impressionou em Obama. Que seria possível possível um modelo diferente do de George W.Bush, que dividiu ainda mais o país em questões de âmbito culturais e sociais…

O estilo de Obama, em geral, é conciliatório, e isso é ajuda claramente o debate. Mas meu artigo centra em suas ações, depois de ocupar a Casa Branca, no que se refere ao aborto e a outros temas correlatos. Ações que não levaram a consenso algum. São apenas posições clássicas liberais, de esquerda.

Uma de suas maiores decepções parece ser o esquecimento de uma das promessas de campanha dos democratas que recebeu maior acolhida entre os evangélicos moderados, a de que o novo governo iria iniciar esforços para a redução do número de abortos no país…

Sim. Existem estudos que mostram como a ausência de políticas públicas levam a um incremento do aborto ou a não se levar em conta outras formas de prevenção ou soluções alternativas. O uso de contraceptivos, a educação sexual nas escolas, uma política de prevenção a abusos sexuais, o investimento do Estado nos casos de gravidez de pessoas menos favorecidas economicamente e uma política eficiente de estímulo à adoção passam pela questão do aborto. No mundo industrializado, os EUA têm os piores números no que diz respeito à gravidez indesejada. Há os casos de mães e casais que não têm plano de saúde e por isso acabam optando pelo aborto e o Estado precisa atuar nestes casos. O que queremos é que não haja esta possibilidade em um país rico como os EUA – a escolha o aborto exclusivamente porque não se tem dinheiro para criar um filho ou sequer para as despesas-extras no período de gravidez. Estamos prontos para trabalhar tanto com a secretária Sibelius quanto com o presidente Obama no desenvolvimento desta estratégia.

Aqui há uma clara distinção entre evangélicos e católicos…

Sim, no que diz respeito ao uso de contraceptivos. Sabemos disso, e este é um teste difícil para a Igreja Católica, que se opõe a métodos de controle natal, com exceção da abstinência sexual.

No Brasil há uma discussão neste momento gerada pelos abortos clandestinos, que poderiam chegar a 1 milhão por ano, de acordo com estimativas extra-oficiais. O senhor acredita que a legalização do direito ao aborto seria uma salvaguarda para a saúde de mães dispostas a interromper a gravidez?

Não tenho como entrar na realidade específica do Brasil, mas aqui nos EUA, por exemplo, não há a menor chance, em um futuro próximo, de que o direito ao aborto seja colocado fora-da-lei. Então, é possível, para um cidadão religioso, como eu, lamentar este fato e lutar para reduzir o número de abortos. Partimos do princípio de que há uma demanda por aborto em toda e qualquer sociedade em que o número de gravidez indesejada é grande. A mensagem dos religiosos não pode ser apenas não faça aborto, mas sim evite a gravidez indesejada.

No Brasil, a Igreja Católica acaba de excomungar a mãe de uma menina de 9 anos, violentada pelo padrasto. A família optou pelo aborto, previsto pela lei, e os médicos que a atenderam também foram excomungados pelo Arcebispo de Recife e Olinda. O fato gerou reações do presidente Lula e do Ministro da Saúde, que enfatizaram a necessidade de se proteger a vida de uma criança vítima de um abuso sexual. O senhor não acha que líderes religiosos deveriam se abster de grandes debates públicos e se concentrarem em seu próprio rebanho?

Penso que líderes só são de fato religiosos e não políticos quando se lembram que sua audiência são os fiéis, seu rebanho. Quando tratamos de sociedades plurais, como a brasileira e a norte-americana, não há como pensar diferente. Pode-se proclamar seus valores, mas todos o estão fazendo: cristãos, judeus, muçulmanos, sem-religião, judeus. Cabe à comunidade decidir os valores que prevalecerão na sociedade. Diria que um valor religioso muito pouco apreciado, infelizmente, e que cabe aqui neste caso, é a liberdade de consciência.

Mas não seria este justamente o caso da discussão sobre o aborto?

Aí há uma luta de visões. Há quem considere sim esta uma questão de liberdade individual. Outros dizem que é uma proteção do ser humano em seu estado mais vulnerável.

O senhor claramente está com o segundo grupo. E ainda vai além, afirmando que a justificativa ética para a pesquisa científica, no caso das células-tronco embrionárias, seria semelhante a fins condenados pelos liberais e pela esquerda – como o incremento econômico e a segurança nacional. Fins que não justificariam jamais os meios, no caso a destruição do meio-ambiente e o uso da tortura.

Exatamente. E creio que tenho credibilidade para lidar com estes temas, já que fui um dos primeiros a colocá-los em destaque dentro da comunidade evangélica nos EUA. Defendo um limite nos experimentos médicos porque existem certos direitos intrínsecos do ser humano. Do mesmo modo que você não pode torturar um homem para garantir a segurança de milhares de outros, também não é eticamente correto fazer experimentos com embriões para o benefício da humanidade. A ética cristã, neste caso, funciona de modo igual, oferecendo um compromisso com a dignidade do ser vivo que não pode ser abordado como mais um item de comércio. Não se pode trocar uma vida pela outra. De certo modo, este utilitarismo é o que condenamos na prática do aborto também. Em nossa sociedade quase tudo pode ser trocado por algo que teria um valor supostamente maior, o que é extremamente perigoso.

O que me leva ao fim de seu artigo, em que o senhor diz que ‘se perdermos estas batalhas’, se ‘não alcançarmos um caminho do meio’ a sociedade norte-americana entrará em um período de grande crise moral. O senhor diria que este poderia ser mais um imenso problema para a administração Obama?

A sociedade institucionalizar o que chamamos de aborto on demand, ou seja, pela simples vontade da mulher, nos seis primeiros meses de gravidez, quando e como ela bem entender, é uma coisa. Mas não se respeitar o direito de médicos ou hospitais cristãos de se recusarem a fazer este aborto é outra. O que queremos evitar é uma guerra contra a religião. Não acredito que isso vá acontecer, mas parte de meu artigo foi uma advertência para que o governo proteja o direito de consciência dos profissionais de saúde e das instituições religiosas ou uma grande parcela da sociedade americana vai se sentir atacada por esta administração e isso seria muito, muito, muito ruim.

O senhor já vê parte da comunidade evangélica mais moderada votando no Partido Republicano em 2010 por conta das primeiras medidas anunciadas pelo governo Obama?

Ainda é cedo para sabermos se já houve esta migração na intenção de votos. Veja bem, 78% dos evangélicos caucasianos votaram em Bush em 2004 e 74% em McCain no ano passado. Então, a maioria seguirá votando na direita. Mas, claramente, houve uma mudança entre os mais novos, e em Estados que decidem o Colégio Eleitoral. O número de votos que o tíquete democrata recebeu entre jovens evangélicos foi o dobro do que recebera em 2004! E aí, sim, há um risco de evangélicos moderados, assim como de católicos centristas, que esperavam posições menos partidárias de Obama, abandonarem o presidente. É preciso que ele mande sinais de que implantará de fato uma política de redução do aborto como disse que faria. Mas ainda é cedo, e não se pode esquecer que há uma profunda crise econômica que afeta muito mais os eleitores neste momento do que os temas culturais e sociais.

Fonte: Terra

Mulher conta em livro abusos sofridos na seita mórmon

 

Elissa Wall narra a sua vida na seita poligâmica conhecida como Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e revela como denunciou o seu líder à Justiça por tê-la forçado a se casar aos 14 anos de idade com um primo tornando-se sua prisioneira e vítima de abusos sexuais e de agressões físicas que provocaram dois abortos.

Nascida e criada numa seita religiosa no Estado americano de Utah, Elissa Wall foi educada dentro dos preceitos da chamada Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (uma dissidência dos mórmons tradicionais), que prega a vida em famílias poligâmicas, ou seja, os pais têm o dever de se casarem muitas vezes – quanto mais esposas eles tiverem, mais abençoados serão pela justiça divina. 

E as mulheres são criadas para o casamento, único caminho para a proclamada “salvação eterna”. Como a poligamia é um costume proibido pelas leis americanas, a seita exercia um controle rigoroso sobre os seus membros, já que qualquer ovelha desgarrada poderia ir à polícia e denunciar a comunidade. Foi o que acabou ocorrendo com muitos jovens criados sob os rígidos desígnios da seita.

Entre eles, Elissa, cuja triste história é contada agora no livro Inocência roubada (Ediouro, 448 págs., R$ 54,90), de sua autoria em parceria com a escritora Lisa Pulitzer. Ainda criança, ela foi ensinada a ser obediente, não se aproximar de pessoas estranhas à igreja (porque são “im pu ras e más”), ter respeito ao futuro marido e jamais questionar os ensinamentos de sua religião.

Adolescente, ela desobedeceu a cada um desses imperativos e ganhou fama mundial em 2007 ao se tornar testemunha-chave de um processo contra a seita que levou o seu líder e ideólogo, Warren Jeffs, a ser condenado a dez anos de prisão, acusado de abuso de menores e cumplicidade em casos de estupro.

A participação de Elissa foi crucial para a prisão e o julgamento de Jeffs, que já era nessa época um dos dez homens mais procurados pelo FBI. O sombrio depoimento da jovem, então com 21 anos, revelou ao mundo a realidade daqueles dez mil membros dessa dissidência mórmon, os quais formavam imensas famílias e moravam enclausurados numa região afastada entre os Estados de Utah e do Arizona.

Em seu livro, Elissa revela como foi obrigada a se casar aos 14 anos de idade com o seu primo em primeiro grau Allen, de 19 anos, tornando-se sua prisioneira e vítima de abusos sexuais e de agressões físicas que provocaram dois abortos. Ela descreve o seu frustrante casamento com Allen, celebrado clandestinamente pelo líder máximo da seita, num motel de estrada numa região erma no Arizona. Narra com riqueza de detalhes os costumes adotados por essa comunidade fechada que sobrevive há gerações à margem das leis dos Estados de Utah e do Arizona. Hoje Elissa tem dois filhos e está casada com um ex-membro da mesma igreja.

A sua mãe biológica, Sharon, também nascida e criada na comunidade, permanece fiel à seita e desaprovou a atitude da filha – ambas não se veem desde o julgamento em 2007.

Fonte: Revista Isto É

Ouça o programa “#57: O Mormonismo” do Podcast irmaos.com 

ONU aprova resolução contra a difamação de religiões

 

O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou nesta quinta-feira, 26 de março, resolução que recomenda a aprovação de leis contra a difamação de religiões.

O texto, proposto pelo Paquistão em nome dos países muçulmanos, foi criticado por governos ocidentais e por uma aliança de grupos ativistas por limitar a liberdade de expressão.

Cerca de 180 organizações religiosas, seculares e de imprensa fizeram campanha contra a resolução, que, afirmam, “pode ser usada para silenciar e intimidar ativistas de direitos humanos, dissidentes religiosos e outras vozes independentes”.

A resolução teve apoio de 23 dos 47 membros do Conselho. Onze países rejeitaram o texto, e 13 se abstiveram, entre eles o Brasil.

Fonte:Folha de São Paulo

Organização evangélica coloca no ar rádio com programação 100% brasileira nos Estados Unidos

 

Os ouvintes brasileiros nos Estados Unidos contam com uma nova opção. Lançada oficialmente no dia 16 de março, a Rádio 700AM (www.radiobrasil700.com) tem do sertanejo à Bossa Nova, programas informativos e religiosos. As ondas da rádio chegam até o estado de Connecticut.

Segundo a assistente de gerência da rádio, Pastora Márcia Cunha, a 700AM é irmã da já conhecida 650AM, com a diferença em possuir uma estrutura maior. Sediada em Framingham, Massachusetts, a rádio atinge ainda os estados de Connecticut, Vermont, New Hampshire e uma parte de Rhode Island.

Márcia explicou que, embora tenha base evangélica, com grande número de programas religiosos na grade de programação, a rádio é secular moderada. Em outras palavras, está autorizada a tocar músicas que não sejam evangélicas, além de manter programas nas áreas de saúde e imigração.

Existem, porém, algumas normas a seguir. “Músicas com palavras de baixo calão ou que desabonem a figura de Deus são proibidas”, explicou a pastora, complementando que a emissora entrou no ar em fase experimental há cerca de quatro semanas.

Música e entretenimento
De propriedade do Langer Broadcasting Group LLC, a rádio está tendo boa aceitação por parte dos brasileiros. Fazendo uma comparação, a pastora contou que o programa Bem Viver, da 650AM e comandado pelo Maestro Wando, demorou 30 dias para receber ligações, ao passo que a 700AM conseguiu uma média de 25 a 32 ligações diárias, no mesmo programa.

O “Paradão Sertanejo”, apresentado por Gilson Pereira às segundas, quartas e sextas-feiras às 7 da manhã tem feito tanto sucesso que poderá ser apresentado também aos finais de semana. Às 11am, o “Maraberto Show” dá ênfase à informação, arte e cultura, sob o comando de Mara Rúbia e Roberto.

Fonte: Comunidade News

Padre português faz protesto contra árbitro por erro em clássico

 

Revoltado com a atuação do árbitro Lucílio Baptista na decisão da Taça da Liga Portuguesa, entre Benfica e Sporting, no sábado passado, o padre João José Marques Eleutério decidiu que não irá mais batizar meninos com o nome do juiz. 

Na ocasião, o juiz assinalou pênalti inexistente para o Benfica quando o Sporting vencia por 1 a 0, já no fim do jogo. O time da Luz empatou, levou a decisão para as penalidades máximas e ficou com a taça. 

“É verdade que sou sportinguista desde sempre e que falei, durante a missa [do domingo passado], do resultado vergonhoso entre o Benfica e o Sporting”, admitiu Eleutério à agência Lusa. 

O padre afirmou que os fiéis de sua paróquia em Lisboa sabem do seu espírito brincalhão. No entanto, desta vez a coisa foi séria: nenhum Lucílio receberá mesmo o batismo de suas mãos. 

“Mas não se preocupe. Nenhuma criança deixará de ser batizada. Se não for eu, será outro sacerdote”, afirmou em tom bem humorado. 

Fonte: Folha Online

Divergências em Israel prejudicarão processo de paz, dizem analistas árabes

 

Analistas árabes ouvidos pela BBC Brasil acreditam que as divergências ideológicas na nova coalizão de governo em Israel devem prejudicar a relação do país com seus vizinhos e o processo de paz com os palestinos.


O futuro primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou nesta quarta-feira que seu governo será um “parceiro para a paz” e que estaria disposto a negociar com a Autoridade Palestina.

Mas, segundo o cientista político Imad Salameh, da Universidade Americana Libanesa, a coligação entre o Likud, partido de Netanyahu, e o Trabalhista, de Ehud Barak, será marcada por muitas discordâncias sobre como lidar com o processo de paz.

“De um lado temos o partido Likud que sempre defendeu a ampliação dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos. E do outro, o partido Trabalhista, historicamente um pouco mais propenso a ceder nas negociações com os palestinos.”

Salameh disse que Netanyahu sozinho será incapaz de reiniciar o combalido processo de paz uma vez que seu governo será formado por muitos ultradireitistas que se negam a reconhecer os direitos dos palestinos.

“Esta mistura de partidos dentro do governo israelense será um bloqueio às negociações com palestinos e árabes em geral”, disse Salameh.

Paul Salem, diretor do Centro Carnegie para o Oriente Médio, em Beirute, também acredita que o novo governo israelense deverá se caracterizar por muitas divergências ideológicas.

“Temos uma mistura de propostas e uma grande interrogação sobre como Israel passará a se relacionar com seus vizinhos árabes, especialmente os palestinos.”

Segundo Salem, em um pior cenário, Netanyahu poderá se valer preferencialmente da ideia de resolver as questões políticas pela força militar.

“Não estará descartado um novo conflito com o Hamas, com o Hezbollah, no Líbano, e um fortalecimento de um discurso mais duro com o Irã em um momento em que os Estados Unidos, maior aliado de Israel, tentam diminuir as tensões com os iranianos.”

Outro analista político, Ahmad Serrieh, da Universidade de Damasco, salientou que o próprio Netanyahu será responsável por um retrocesso na esperança de paz na região.

“Ele já é conhecido, sua agenda, sua política e suas ideias que são contrárias a abrir mão de terras árabes ocupadas por Israel. Certamente ele não será um parceiro ideal para a paz”, enfatizou Serrieh.

O professor enfatizou que um cenário mais favorável à paz somente virá com uma pressão internacional sobre o novo governo israelense.

“Netanyahu não teria outra escolha senão negociar a solução de dois Estados (palestino e israelense)”, completou.

Serrieh também lamentou o enfraquecimento da oposição israelense com a inclusão do partido trabalhista, do líder Ehud Barak, no governo de Netanyahu.

“A falta de uma oposição de um partido tradicional como o Trabalhista fará a diferença para impor limites a Netanyahu”, disse o professor.

Os trabalhistas deverão ganhar cinco ministérios no novo governo, e Barak deverá permanecer como ministro de Defesa.

Em um artigo no jornal jordaniano The Jordan Times, o professor Faisal Al Rfouh, da Universidade da Jordânia, se disse decepcionado com o novo governo israelense, tomado por ideologias de estrema direita e sem uma clara ideia de como negociar com os árabes.

“Israel está sem rumo, sem uma ideia clara de como negociar com os árabes. E quando isso acontece, a solução militar é sempre a mais óbvia”.

Rfouh também salientou que a inclusão de partidos ortodoxos e direitistas, que se recusam a dar concessões aos árabes e aceitar seus direitos, foi o pior cenário possível para o futuro da região.

Ele criticou o fato de Barak entrar na coligação de Netanyahu, o que enterrou a ideia de um partido contrabalancear o outro.

“Sem oposição, Netanyahu poderá colocar sua agenda em prática, uma vez que o Kadima, que lidera o atual governo, não terá força sozinho para se opor ao Likud”, enfatizou Rfouh no artigo.

Fonte: BBC Brasil

Crise x caridade: momento econômico diminui doações e atividades voluntárias

 

A crise econômica mundial, além do bolso, já alterou o comportamento de pessoas que costumam fazer doações ou trabalhos voluntários para entidades não-governamentais ou filantrópicas.


A informação é da Harris Interactive, que, entre os meses de dezembro de 2008 e janeiro deste ano, entrevistou 2.049 pessoas envolvidas em ações de caridade e apurou que cerca de 31% delas diminuíram o valor que costumava doar, por conta da crise.

Além disso, o estudo verificou que 24% das pessoas diminuíram o número de organizações que tinham por hábito ajudar, 7% estão prestando menos serviços e 6% suspenderam as doações, sendo que os entrevistados poderiam escolher mais de uma alternativa.

Outro dado interessante é que as pessoas envolvidas com organizações voltadas à área de saúde tendem a diminuir mais os valores das doações do que a média dos doadores, com 34% contra 31%. O mesmo acontece com a diminuição do número de entidades ajudadas: 29% contra 24%.

Surpresa

Ainda segundo a Harris, não causa surpresa o fato de as pessoas diminuírem a participação em atividades de caridade, incluindo não só o trabalho voluntário, mas também valores doados, em tempos de crise.

Por outro lado, a organização se surpreendeu com o fato de que 45% das pessoas não alteraram seu comportamento neste sentido, mesmo com o cenário atual, sendo que 4% estão ajudando mais instituições, 5% estão doando quantias maiores e 9%, trabalhando mais.

No geral, grande parte das pessoas que costumam doar dinheiro ou se envolver em atividades voluntárias (60%) prefere, se possível, especificar de que forma será sua contribuição ou para que finalidade o dinheiro que está dando será usado. Já outros 25% preferem deixar as organizações livres.

Fonte: Infopessoal