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Programa do Ratinho – Pastor Silas Malafaia dispara contra proposta de tributação das igrejas: “Papo ideológico da esquerda”

silas-malafaia-no-ratinhoNa entrevista concedida pelo pastor Silas Malafaia ao vivo na noite de ontem, 05 de fevereiro, ao apresentador Carlos Massa no SBT, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) falou sobre diversos assuntos, mas aproveitou para dar ênfase especial à discussão sobre a tarifação ou não do que as igrejas evangélicas e demais entidades religiosas arrecadam a partir da doação dos fiéis.

“Gosto desse assunto. A transparência tem que ser uma marca, não tem nada que esconder, tem que falar. Os questionamentos têm que ser respondidos”, disse o pastor, demonstrando seu apetite pelo tema.

Para Malafaia, as propostas de cobrança de impostos de igrejas nascem da ideologia esquerdista: “Essa conversa é ideológica da esquerda brasileira. Eu vou botar o dedão na ferida. É uma conversa ideológica. Então, cobra Imposto de Renda dos partidos políticos, cobra da Igreja Católica, de todas as agremiações. Isso é papo. Olha a obra social. Não estou falando das igrejas evangélicas. Olha a obra social dos espíritas. A da Igreja Católica é fantástica, monstro”, afirmou.

Dirigindo-se à audiência do programa, o pastor afirmou que é preciso ser cauteloso sobre o que se ouve na imprensa: “Tudo que você ouvir na mídia, nas redes sociais, na TV, no rádio, de pastor, de padre, faça essas três coisas: duvidar, criticar e determinar. O que é isso? Você está ouvindo uma informação, não receba como primeiro. ‘Deixa eu ver direito’. Duvidar, eu não recebi como primeiro. Criticar é analisar a informação. Determinar: aceito tudo, rejeito tudo, aceito 50%”, sugeriu.

“Dizem assim: ‘Tem que tributar as igrejas. Esses caras arrecadam milhões’. Então vamos lá. As nações mais desenvolvidas do mundo – Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha – nenhuma entidade sem fins lucrativos, não é só as igrejas, paga Imposto de Renda. As igrejas, pelo papel social, ainda recebem grana do governo. Na Inglaterra, para cada uma libra declarada como oferta na igreja católica, evangélica, budismo, onde for, o governo devolve uma percentagem, para se investir [no social]”.

Seguindo seu estilo peculiar de se comunicar, Malafaia partiu para o ataque e disse que nenhum setor da sociedade oferece tantos benefícios como as denominações cristãs. “Queridão, você está falando da igreja? Eu vou desafiar você e qualquer um aí… Imprensa, mídia… Quem recupera mais gente na sociedade do que as igrejas? O problema das drogas, eu quero saber qual o governo que dá solução? Acaba lá com o crack… Vamos lá, vai ver o poder de restauração [encontrado nas igrejas por causa do Evangeho]. Casamentos restaurados, pessoas restauradas. Não é o pastor. Ratinho, pastor muda vida de alguém? Só um tolo para pensar isso. Quem faz isso é Deus”.

Fonte: Gospel +

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Artista britânico afirma que igrejas deveriam oferecer wi-fi grátis para atrair os fiéis de volta

igrejas-wi-fi-gratis1Em muitos países, como a Inglaterra, as igrejas têm perdido o seu papel como centro das comunidades, e já não conta mais com a mesma popularidade que alguns anos atrás. Diante dessa mudança social, o britânico Andrew Lloyd Webber afirma que a igreja tem que buscar formas de se tornar novamente relevante e sugere a instalação de internet gratuita como forma de trazer as pessoas de volta aos templos.

Em declarações ao Daily Mail, Webber, que é compositor de musicais como “Jesus Christ Superstar”, mostrou-se convicto de que o acesso a internet grátis é a solução para as igrejas voltarem a ser vistas como importantes para a comunidade.

– Quando isso acontecer, as igrejas voltarão a ser o centro da comunidade – afirma Webber, acrescentando que o objetivo é instalar pontos de acesso em todos os edifícios religiosos do país.

O compositor afirmou ainda que é importante o desenvolvimento de aplicativos dedicadas às diversas igrejas no Reino Unido. Entre os exemplos mencionados por Andrew Webber, estão aplicativos dedicados à divulgação de informações históricas sobre estes locais de culto, bem como listas de seus “tesouros escondidos”.

O compositor britânico afirmou ainda que a sua proposta é exequível e que está, neste momento, discutindo a proposta com membros do executivo britânico.

– O governo já indicou que estaria disponível para financiar a ideia de instalar wi-fi – afirma, assegurando que tais medidas permitiriam que os espaços religiosos voltassem “à sua tradição medieval”, ocupando um lugar mais central nas cidades inglesas.

Fonte: Gospel +

Missionário brasileiro comenta destruição de igrejas no Níger

Foto: Jefferson Garcia

Foto: Jefferson Garcia

No total foram destruídas 45 igrejas evangélicas, 12 católicas, escolas, restaurantes e bares.

Nesta segunda-feira (19) o missionário brasileiro Jeferson Garcia, 37 anos, foi visitar uma igreja e duas escolas que foram destruídas pelos protestos realizados por muçulmanos no último sábado.

As fotos e os relatos foram enviados para o jornal Folha de São Paulo mostrando como as instituições foram depredadas pelos muçulmanos que tentavam vingar nos cristãos a capa da nova edição do jornal satírico francês “Charlie Hebdo” que voltou a fazer caricaturas do profeta Maomé.

Em uma das fotos é possível ver que a escola, onde 350 crianças estudam, teve suas carteiras e cadeiras quebradas, o material escolar todo espalhado pelo chão, janelas saqueadas e alguns focos de incêndio.

“Não sobrou nada, é um cenário de destruição. Só algumas paredes de pé”, disse o missionário que coordena a escola. “A escola foi totalmente destruída, botaram fogo nas salas de aula, levaram telhados, portas, armários. Nas igrejas também saquearam tudo. Vamos ter que recomeçar”.

Além das duas igrejas e da escola que Jefferson coordena, outros dois templos da Igreja Presbiteriana Viva, sediada no Rio de Janeiro, foram incendiados e saqueados em Niamey, a capital do Niger.

Segundo informações da missionária Giovana Canhoni, esposa do ex-paquito hoje missionário Alexandre Canhoni, no total foram 57 igrejas cristãs atacadas, sendo 45 evangélicas e 12 católicas sem contar as escolas, bares e restaurantes.

Je Ne Suis Pas Charlie Hebdo

Enquanto milhares de pessoas protestaram em favor da revista francesa, que teve 12 funcionários mortos em um atentado terrorista, há milhares de pessoas que entraram em uma contra corrente chamada de “Je Ne Suis Pas Charlie Hebdo” (Eu não sou o Charlie Hebdo!).

Giovana é uma das pessoas que levanta esta bandeira, deixando claro que não tem nenhuma relação com as posições anti-religiosas do jornal francês.

“Eu não sou o Charlie Hebdo! Minha casa foi quebrada e queimada por causa disso! Os extremistas e os ladrões estão se aproveitando do momento! Mas eles não tomam o que tenho de mais precioso!”, escreveu ela em francês no seu perfil do Facebook.

Fonte: Gospel Prime

99% das igrejas não ensinam que aborto é pecado, afirma missionária

gravidaA luta da igreja da China para acabar com o aborto.

Enquanto no Brasil o tema do aborto é debatido na frente política, com uma firme postura da bancada evangélica sobre o assunto, as igrejas evangélicas de modo geral não fazem campanhas sobre o tema.

Por outro lado, os católicos vieram repetidas vezes a público tratar do assunto nos últimos anos, usando-o como tema na edição da Campanha da Fraternidade de 2008. Como este é um assunto que veio a tona fortemente nas últimas eleições presidenciais, espera-se que o mesmo ocorra em 2014.

Do outro lado do mundo, na China, o aborto não é apenas uma política pública: é lei. As famílias chinesas não podem ter mais de um filho. Embora tenha afrouxado recentemente, os impostos pagos por quem tem um segundo filho são exorbitantes. O que fazer caso a esposa engravide? Ou se for uma mãe solteira? O aborto por lá é “tão comum como a água potável”, afirma uma missionária que trabalha na região.

Oficialmente, são cerca de 13 milhões de bebês mortos no ventre a cada ano, sem dúvida o índice mais alto do mundo. Mark Li (nome fictício), o missionário americano que fundou a CLA, afirma que o número real, incluindo abortos não declarados chega perto de 30 milhões.

Na China, o aborto é visto como apenas um método de controle de natalidade, com anúncios em ônibus e outdoors, divulgando procedimentos rápidos, baratos e sem dor. Como tudo é controlado pelo governo naquela nação, a maioria das igrejas são vigiadas de perto pelo partido comunista e simplesmente não falam sobre o assunto.

Mesmo a imensa rede das chamadas “igrejas subterrâneas”, que operam à margem do controle estatal, ignora o assunto. Nos últimos anos, os cristãos chineses estão começando a tomar uma posição diferente, fazendo do ensino sobre o aborto no púlpito uma prática comum. Além disso, trabalham com as mulheres para encontrar formas de proteger a vida dos bebês não nascidos.

Em grande parte, há um desconhecimento sobre a verdadeira natureza do procedimento abortista, pois isso já faz parte da cultura chinesa. Mas o trabalho de missionários estrangeiros nos últimos anos está mudando a maneira como os cristãos veem a vida no útero.

Segundo o grupo pró-vida China Life Alliance (CLA), cerca de 1% de todas as igrejas na China já ouviram o que a Bíblia tem a dizer sobre a origem da vida. Este e outros grupos similares têm feito palestras de esclarecimento a tantas igrejas quanto for possível, uma tarefa difícil considerando-se as perseguições aos “cristãos ilegais”.

Os relatos é que existe uma onde de arrependimento, reforçado pelo estudo do que a Bíblia diz sobre a santidade da vida. Se 99% das igrejas não ensinam que aborto é pecado, quando ensinam é inevitável ouvir de algum membro da congregação testemunhos sobre a prática. A angústia das famílias é sempre a mesma: Deus poderá me perdoar?

Na China, a educação sexual não é ensinada na escola, pois os professores têm vergonha de falar sobre isso. Os pais também não costumam falar com seus filhos sobre sexo, então as crianças sabem pouco sobre sexo e reprodução.

Como resultado, mais de 70% dos chineses praticam sexo antes do casamento. Para as meninas solteiras que engravidam, o aborto parece ser a única opção. Mães solteiras trazem vergonha para as famílias, então os pais pressionam suas filhas para abortar. Se a mulher insiste em manter seu bebê, poderá perder o emprego, ser expulsa da escola e terá dificuldade de se casar no futuro.

Além disso, a criança não receberá o hukou, registro oficial que é exigido para se frequentar a escola, fazer viagens ou conseguir um emprego. Entregar para a adoção é difícil, já que a prática é restringida pelo governo. Assim, a melhor solução para o “problema” é o aborto.

Peter Wang (nome fictício), um pastor idoso, que agora passa a maior parte de seu tempo falando sobre aborto nas igrejas, conta que durante muito tempo pastores não ensinavam que o aborto é errado ou pecado. Eles simplesmente nunca foram ensinados sobre o assunto, explica Wang. Esse não é o único tema que é ignorado, afinal o comércio de Bíblias é proibido e a maioria prega a partir da tradição ou dos poucos que conhecem de cor as Escrituras.

Quando o CLA iniciou em 2010 uma rede de “casas de abrigo” para mulheres grávidas, criou também uma equipe de resgate para impedir abortos, além de um ministério cristão de apoio judiciário. Eles contam que até agora cerca de 20.000 igrejas já ouviram a mensagem pró-vida, e cada uma delas consegue evitar de 2 a 5 abortos por ano.

Sarah Huang (nome fictício), uma pastora que está envolvida em tempo integral com a CLA conta que quase abortou sua filha em 2012. Quando entendeu a importância do assunto, passou a desafiar as igrejas para ajudarem as famílias que lidam com o dilema.

Jonny Fan (nome fictício), pastor no norte da China, conta imprimiu no ano passado cerca de 50.000 panfletos explicando o que é o aborto. Quando membros de sua igreja começaram a distribuí-los, policiais locais chegaram a prender e espancar alguns deles. Mas o trabalho continua.

O CLA calcula que 8.200 pastores pregaram sobre o aborto em suas igrejas este ano. Aos poucos o cenário vai mudando em uma nação onde a desinformação é a principal arma para o governo manter o seu poder. A maioria das pessoas das áreas mais pobres não tem acesso à internet, por exemplo e num território de dimensões continentais, a maior parte do esforço é feita por pessoas sem muitos recursos, mas com a convicção de que esse é um assunto que deveria ser tratado pela igreja, pois diz respeito a um dos pilares da fé: a vida é dom de Deus.

Fonte: Gospel Prime com informações Christian Headlines

 

 

Pesquisa revela que brasileiros doam mais a igrejas do que a qualquer outra organização

dinheiro-200x167Uma pesquisa realizada pelo Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) e pela Ipsos Public Affaris traçou o perfil dos brasileiros em relação a doações e causas sociais. Intitulado “Retrato da Doação no Brasil”, a pesquisa mostrou que, em geral, os brasileiros não se sentem estimulados à doação e ao voluntariado. O estudo revelou ainda que os brasileiros fazem mais doações a igrejas que a outras instituições ou causas sociais.

Realizado em mais de 70 cidades, o estudo ouviu mil pessoas em cada uma de suas três fases e teve como resultado que o hábito de doar, seja tempo ou recursos, não faz parte da cultura dos brasileiros.

Entre os que se sentem estimulados a realizar doações, 30% dos brasileiros destinam seus donativos para igrejas, mesmo número dos que doam a pedintes, enquanto apenas 14% fazem doações para organizações da sociedade civil.

– O aumento da renda média da população não parece estar refletido no percentual da população que doa. Um dos motivos que podem explicar essa tendência é a percepção do brasileiro de que o governo está preenchendo essa lacuna, com políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família – afirma Paula Jancso Fabiani, diretora-executiva do Idis.

O estudo fez também um comparativo entre as doações realizadas por pessoas de diferentes classes sociais, e mostra que pessoas das classes C, D e E doaram mais para pedintes de rua e para a igreja em comparação as classes A e B, que doam em proporção maior para organizações.

Em relação à distribuição geográfica das doações, os moradores da região Nordeste são os mais sensíveis a destinar suas doações para pedintes, enquanto na região Norte e Centro-Oeste as doações são, em sua maioria, destinadas a organizações da sociedade civil e igrejas.

A pesquisa revelou também, segundo a revista online Mazarine, que falta às organizações civis a “cultura do pedir”. De acordo com o estudo, 85% dos entrevistados não recebeu nenhum pedido de doação provenientes de organizações nos últimos 12 meses.

– Números indicam que também falta a ‘cultura de pedir’ por parte de quem precisa dos recursos. Esse resultado reforça a percepção de que há muito espaço para o crescimento das doações – resumiu Paula.

Fonte: Gospel +

Desembargador afirma que imunidade tributária para igrejas “não tem cabimento”

Carlos-Henrique-Abrao-200x132O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Carlos Henrique Abrão argumentou recentemente sobre o fim da imunidade tributária recebida por instituições religiosas na legislação brasileira, afirmando que tal privilégio tem servido quase que exclusivamente para enriquecer pastores e sustentar outros negócios.

Em um artigo publicado no site Consultor Jurídico, o desembargador afirmou que as atividades econômicas ligadas às diversas religiões, citando em específico a igreja católica e igrejas neopentecostais, devem ser tributadas normalmente, ficando imunes apenas aquelas ligadas diretamente ao culto religioso, como a missa.

– Estamos assistindo ao crescimento desmesurado de pseudosseitas religiosas, as quais mais enriquecem seus pastores do que o próprio rebanho. Mas não é só, a própria Igreja Católica, sem qualquer dúvida, também quando explora atividade econômica, ou de conteúdo empresarial, igualmente sofreria tributação. – afirma Abrão.

Segundo o jurista, pastores têm se utilizado do artifício da imunidade concedida às igrejas para “blindarem” seu patrimônio contra o imposto de renda e também se aproveitado de tal imunidade fiscal para adentrarem em diversas atividades econômicas de maneira desleal ao entrarem no mercado com custos menores por causa da não tributação. Ele ressalta ainda o uso de meios pertencente às denominações religiosas para a execução de propaganda política.

– A imunidade plena ou alíquota zero para essas atividades não reprime os desvios e muito menos a ganância que ostentam seus líderes, mormente com rádios e canais de televisão, tudo sob o aspecto da não concorrência, já que estão, em tese, isentos ou mais fortemente imunes. (…) De modo semelhante, nas escolas religiosas, de uma forma geral, se o ensino é particular e bem paga a mensalidade, não se justifica uma autoimunidade para aqueles que, em igualdade de condições, realizam suas tarefas de caráter empresarial. – argumenta.

– No Brasil a situação é ainda mais grave, pois muitos ligados às entidades pentecostais se aproveitam dos seus espaços, principalmente em redes de rádio e televisão e divulgam suas imagens para as respectivas candidaturas ao parlamento, ao custo zero – completa o desembargador.

Ele afirma que a legislação em torno desse benefício deve ser revista, de forma a “manter somente o essencial imune, mas as demais atividades complementares e paralelas tributadas”. Ele afirma que apenas o culto religioso em si deve receber tal imunidade fiscal, e que todas as demais atividades econômicas das igrejas devem “receber o mesmo tratamento do sistema tributário para as empresas privadas”.

– Essa riqueza visível aos olhos de muitos e invisível para fins de tributação acaba gerando uma distorção de natureza da capacidade contributiva, fazendo com que os assalariados recolham mais, enquanto outros vagam pelos caminhos religiosos, sob a capa da absoluta certeza de que suas obras pertencem a Deus, e não a Cesar, no conceito jurídico tributável, com o que não podemos simpatizar – finaliza.

Fonte: Gospel +

 

“Rolezinho nas igrejas” enche templos antes vazios

cathedral-crowd-1024x682-320x197Iniciativa cultural anima líderes religiosos.

Ao longo das últimas décadas, as dioceses católicas dos Estados Unidos viram dezenas de igrejas serem fechadas por causa da diminuição dos membros e o aumento dos custos de manutenção, sem falar no envelhecimento do clero e problemas com processos judiciais gerados pelos caos de abuso.

No Estado de Nova York, o número de católicos encolheu mais depressa que a população em geral. Como resultado, viu 100 de suas igrejas serem fechadas nos últimos 10 anos. Mesmo os imigrantes latinos e africanos, que hoje constituem a maior parte do rebanho, não foram suficientes para reverter este quadro.

Com a popularização dos “flash mobs”, manifestações de grupo combinadas pela internet, alguns católicos da região da cidade de Bufallo resolveram inovar. O que começou como uma conversa pelas mídias sociais, acabou se tornando um movimento. Católicos romanos, na sua maioria jovens, decidiram escolher qual igreja deveriam visitar em um determinado domingo.

A votação ocorre online, promovida principalmente pelo Facebook e Twitter. Todos aparecem na igreja escolhida cerca de meia hora antes e vão enchendo os bancos para a alegria dos párocos. Além de admira as belas arquiteturas das igreja antigas, geram um impulso financeiro útil nas cestas de coleta.

O nome oficial é Bufallo Mass Mob, algo como “rolezinho nas igrejas de Bufallo”, para usar o termo do momento. A última visita foi à igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde o templo abrigaria 500 pessoas, mas missas dominicais no local raramente passam de 50 pessoas. No dia do encontro havia mais de 300. Em sua página do Facebook já está no ar a votação para a próxima visita, em 23 de março. Cerca de 60 pessoas já confirmaram presença até agora.

Christopher Byrd, 46, um dos pais da ideia, conta que o primeiro encontro foi em novembro de 2013 e o segundo em janeiro deste ano. O plano é fazer as visitas a cados dois meses. Já existem centenas de participantes envolvidos no projeto que conversam constantemente pela internet. Conta ainda que tem ajudado pessoas de outras cidades a organizar seus próprios rolezinhos. “Eu chamo isso de potencializar a fé…. O objetivo é para reacender o interesse das pessoas pelas igrejas mais antigas”, explica. É possível conhecer melhor e acompanhar o movimento também pelo site que ele criou Bufallo Mass Mob.

O padre Donald Lutz festeja a oportunidade de receber tantos visitantes em sua igreja. Explica que foi avisado antes e por isso teve tempo hábil para preparar muito café “extra” para servir depois da missa no salão anexo da igreja. Os participantes do rolezinho passaram bastante tempo admirando e fotografando os antigos vitrais do templo, importados da Áustria, bem como o altar de mármore, elementos raramente vistos nas igrejas mais modernas.

Barbara Mocarski, que mora numa cidade vizinha, estava encantada: “É maravilhoso ver essas antigas igrejas. Eles são lindas”. Mas não pode deixar de notar as infiltrações que estão destruindo parte do teto de gesso, pois a igreja não tem condições financeiras de arrumar. Entre os tópicos de conversa após a missa está a notícia de que 10 escolas católicas da região serão fechadas este ano como parte do plano de reestruturação financeira da diocese.

Fonte: Gospel Prime com informações Associated Press e Bufallo Mass Mob

 

Igrejas promovem desafio de ler a Bíblia inteira em 42 dias

desafio-42-dias-266x200Diversos jovens e adolescentes estão participando da 5ª edição do desafio que começou no dia 1º de janeiro.

Jovens evangélicos de diversas denominações estão participando do “Desafio 42 Dias” para ler a Bíblia. Esta é a 5ª edição da campanha e há pelo menos 1,1 mil jovens e adolescentes de diversas partes do país empenhados em concluir a leitura do Livro Sagrado dentro dos 42 dias.

Em Gama, cidade satélite de Brasília, o pastor Ivan Junior Brito, da Rede Insana, lidera um grupo de jovens que fazem parte do desafio. “Escolhemos o começo do ano porque é um período onde os jovens estão ociosos, com a mente vazia, época de férias”, disse ele ao G1.

Em Cascavel, no Paraná, um grupo de 30 adolescentes começou o desafio no dia 1º de janeiro e estão se reunindo em praças e shoppings para lerem a Bíblia juntos.

“A gente quer mostrar que é possível ser jovem, se reunir com a galera sem fazer baderna, sem fazer bagunça e ser diferente”, explicou o pastor da igreja Comunidade Vida Feliz, em Cascavel, Patrício Fernandes de Souza.

O primeiro encontro dos jovens no shopping de Cascavel foi chamado pela imprensa de “rolezinho gospel”, uma referência aos encontros marcados em diversas capitais, mas que em muitos dos casos resultou em tumulto.

O “Desafio 42 Dias” começou em uma igreja evangélica em Brasília e rapidamente ganhou a atenção de outros ministérios espalhados pelo país e também pelo mundo.

“O projeto inicial começou aqui, mas acabou tomando uma proporção que nem agente imaginava”, diz o pastor Brito que é organizado deste evento.

Quem deseja completar o desafio dentro do prazo estimado precisa separar duas horas diárias para ler a Bíblia. Para isso um cronograma foi organizado para direcionar os participantes.

Brito oferece uma camiseta para quem completar o desafio. O prêmio vem com a frase “Eu venci o desafio” na frente da camiseta e atrás diz: “Eu li a Bíblia toda em 42 dias”.

O pastor afirma que muitos participam, mas poucos conseguem completar o desafio. Em 2013, mil jovens iniciaram, mas apenas 400 terminaram de ler a Bíblia em 42 dias. “É um desafio que serve para várias coisas. É um treinamento com relação à disciplina, organização, auto- superação”, destaca.

Fonte: Gospel Prime

 

Fiscalização flagra três igrejas com ligação ilegal de energia em Manaus

igreja-do-gato-266x200Além de ser proibido, o roubo de energia causa prejuízo ao fornecimento da cidade e pode causar acidentes.

Uma fiscalização da Eletrobras Amazonas Energia flagrou três igrejas que estavam conectadas de forma clandestinas com a rede de baixa tensão da via pública.

O chamado “gato” foi encontrado em templos religiosos localizados nos conjuntos Cidadão 10 e 12, na Zona Oeste de Manaus.

Em um dos templos a Eletrobras conseguiu regulamentar o fornecimento de energia, pois o estabelecimento já tinha o medidor instalado, os outros dois tiveram a energia cortada, pois os funcionários que trabalham nas igrejas não conseguiram encontrar os responsáveis pelos templos.

A ação tem como objetivo combater ligações ilegais como as encontradas em diversas áreas da cidade onde os templos estão localizados.

Além da falha das igrejas os fiscais da Eletrobras também encontraram outras quatro ligações clandestinas, uma delas estava em uma fábrica de blocos de concreto que também teve o fornecimento de energia cortado.

Quem é pego roubando energia é penalizado. O responsável pelo imóvel precisa assinar um Termo de Ocorrência e Inspeção (TOI) e ainda paga uma multa que é calculada de acordo com o histórico de consumo do local.

Além de ser ilegal, as ligações irregulares podem prejudicar o fornecimento de energia na cidade, podendo também causar acidentes elétricos.

Fonte: Gospel Prime com informações G1.

 

Programa de TV ajuda igrejas a se livrar de dívidas

church-rescue-320x179Reality show “Rescue Church” mostra 3 pastores/consultores em ação.

A National Geographic é uma revista com 125 anos de idade, especializada em mostrar a natureza, a vida dos animais e paisagens exóticas em todo o mundo. Desde que inaugurou seu canal de TV, o Nat Geo, sua linha vem se diversificando e passou a incluir os chamados reality shows.

Nos últimos meses de 2013 estreou “Rescue Church” [Regate de Igrejas], um programa onde três pastores que também são executivos viajam pelo país para servir como “consultores” de ministérios que estejam com problemas financeiros.

Segundo o site oficial, “Para tocar uma igreja é preciso mais do que fé. Três ministros visitam organizações evangélicas e corrigem seus problemas financeiros para que possam continuar a espalhar a mensagem de Deus”.

Os protagonistas da série, são Kevin “Rev Kev” Annas, Anthony “Gladamere” Lockhart e Jerry “Doc” Bentley.

Nos seis episódios que já foram ao ar, um por semana, os pastores/executivos enfrentam a difícil tarefa de convencer os líderes dos ministérios escolhidos que existem sérios problemas financeiros e se algo não mudar, aquele templo corre o risco de fechar.

“Eu sei que os pastores acreditam no que estão pregando, mas às vezes é preciso uma perspectiva de fora como a nossa para mostrar outro ponto de vista… eles acabam percebendo que estamos lutando por eles”, disse Annas.

Lockhart diz que um dos principais problemas é que, embora as igrejas preguem que as pessoas devem ser bons mordomos de seus bens, às vezes elas não seguem o seu próprio conselho.

Uma das preocupações mostradas no show é como as igrejas menores podem continuar existindo diante do quadro econômico atual nos EUA. Dezenas de igrejas acabaram fechando desde o início da crise, em 2008. É conhecido o fato de que os fiéis têm contribuído menos nos últimos anos.

“Ser uma igreja menor é como ser um pequeno negócio… tem suas desvantagens [em comparação com as grandes organizações] … a única coisa que todos eles compartilham é a paixão pela palavra”, disse Annas.

O programa tem mostrado igrejas que estão seriamente endividadas por que iniciaram projetos de construção que ficaram caros demais, templos que sofreram com a saída de membros e até um caso onde o pastor insistia em fazer tudo sozinho e não conseguia se organizar. Em alguns casos, eles fazem sugestões sobre reformas no templo, cortes de gastos em determinados setores e propõe uma readequação na administração da igreja.

Annas explica que o que eles fazem é oferecer conselhos, mas nunca interferem no que a igreja prega. Sua motivação é ajuda a igreja a se recompor no aspecto financeiro e administrativo. “Acreditamos que a cada igreja… tem um DNA único, uma proposta única… Acho que temos de nos concentrar mais no que nos torna únicos, naquilo que Deus nos deu e nos criou para ser cerca dentro de nossa comunidade local”.

Fonte: Gospel Prime com informações Examiner.

 

Doze igrejas são abertas por dia no Brasil

tumblr_lr9tkhXrSD1qdbh5aDesde 1º de janeiro já foram registradas mais de 2.700 novas igrejas.

De acordo com dados do “Empresômetro”, ferramenta do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), desde 1º de janeiro até a última sexta-feira (30) já foram abertas 2.798 igrejas no Brasil.

Pela média podemos ver que pelo menos 12 igrejas são abertas por dia ou um igreja nova a cada duas horas. O interessante é que os números se referem a novos cadastros de CNPJ, ou seja, não inclui a abertura de filiais de ministérios que já existem.

Não há burocracia para abertura de igrejas, o que não acontece com empresas, basta registrar a ata de abertura em cartório e depois pedir o CNPJ na Receita Federal.

Por conta dessa facilidade, a quantidade de igrejas abertas é maior do que a quantidade de comércios e restaurantes, perdendo em número apenas para associações. Nesse mesmo período avaliado já foram registradas 5.509 associações em todo o país.

Outro fator que beneficia igrejas é a isenção tributária, garantida pela Constituição Federal as igrejas (templos religiosos em geral) não pagam IPVA, IPTU, Imposto de Renda, ISS e outros impostos sobre renda, patrimônio e serviços. Dispensadas de prestar contas ao fisco, as igrejas precisam apenas entregar anualmente a Declaração de Isentos.

Fonte: Gospel Prime com informações “O Tempo”.

Igrejas dos EUA unidas contra a pornografia

 

No próximo domingo, 6 de fevereiro, mais de 300 igrejas americanas enfrentarão a concorrência da final do campeonato de futebol americano.

Trata-se do maior evento esportivo do ano e normalmente coincide com o horário em que a maioria das igrejas realiza seus cultos. Foi lançada neste ano uma campanha para que haja pregações específicas sobre pornografia nos cultos realizados antes do jogo. Até o momento, a inciativa já conta com o apoio de mais de 300 igrejas.

O “Porn Sunday”, ou “Domingo da pornografia”, é uma iniciativa do ministério XXXChurch que fará um evento com transmissão nacional a partir de uma igreja na região de Dallas. Vários jogadores profissionais da liga nacional de futebol gravaram depoimentos de suas lutas contra a pornografia, especialmente a que são expostos na internet. Muitos estarão estarão presentes no evento, que será retransmitido por videoconferência pelas igrejas que participam da campanha. Ryan Pickett, um dos jogadores do Packers, que estará jogando a final, já deixou seu testemunho gravado para o evento.

A iniciativa não é nova, mas neste ano a XXXChurch conseguiu um número recorde de adesões. Líder desse ministério, Craig Gross afirma que “quase todas as comunidades religiosas do mundo condenam a pornografia, mas raramente este assunto é tratado nos púlpitos. Existe esse grande conflito, ninguém está imune. É como um grande elefante no púlpito, mas a maioria dos pastores não está disposta a tratar dessa questão”.

Basicamente o evento consiste na apresentação de um vídeo de 35 minutos com testemunhos de pessoas, inclusive jogadores profissionais, que lutam contra o hábito de ver pornografia e relatam como isso prejudicou sua vida e seus relacionamentos. Depois, cada igreja pode tratar do assunto à sua maneira. Porém, devido a pressões de alguns membros que consideram o assunto inadequado para o púlpito, cerca de 30 igrejas previamente inscritas cancelaram a exibição em seus templos.

Fonte: Guia-me

Mulheres são quase 60% dos crentes brasileiros e ganham força nos púlpitos das igrejas

Desde os tempos em que cabia às mulheres a exclusiva tarefa de ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos, elas são maioria nas igrejas. Basta visitar um culto para se ter a impressão de que as mulheres são muito mais numerosas que os homens nas igrejas. Mas só há relativamente pouco tempo têm tido acesso ao local de mais destaque no templo: o púlpito. Ultimamente, o ministério feminino tem ganhado força, num mundo onde cada vez mais as mulheres se destacam. Em mais e mais igrejas evangélicas – tradicionais, pentecostais ou neopentecostais –, a figura das pastoras, diaconisas, presbíteras e até bispas já se tornou rotineira, situação bem diferente do que ocorria no passado, quando ao gênero feminino eram reservados cargos de menor visibilidade, como cuidar de crianças ou lecionar na Escola Dominical. A Igreja Evangélica brasileira chega à segunda década do século 21 com uma face mais feminina do que nunca.

Segundo as estatísticas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal), quase 60% dos crentes brasileiros são mulheres. E, embora ninguém goste de assumir qualquer discriminação, é fato notório que a membresia feminina demorou bastante para sair das posições eclesiásticas periféricas e conseguir ascender à liderança. Mas que fique claro que não foi uma transformação consciente, planejada – como acontece com a maioria das mudanças de natureza social, a revolução feminina evangélica é parte de um todo. “A Igreja passou a responder às necessidades da sociedade e essa mudança de paradigma se deu na medida em que a sociedade abriu-se para a liderança feminina nas mais diversas áreas”, diz o missionário Luis André Bruneto, coordenador de pesquisas da organização Servindo Pastores e Líderes (Sepal).

O pesquisador situa tal metamorfose num passado recente. “Essa abertura à mulher ocorre nas décadas de 1970 e 80, e vai se refletir na Igreja principalmente nos anos 90, exatamente a época em que a Igreja brasileira mais se pulverizou e cresceu”, aponta. O surgimento de milhares de novas congregações evangélicas, fenômeno religioso contemporâneo no país, é uma explicação. “Isso se deu devido à necessidade de líderes que a própria Igreja possui”, acrescenta Bruneto. E as mulheres foram naturalmente pondo a mão no arado.

Agora, essa Igreja chega à segunda geração de líderes mulheres perguntando-se o que elas têm de melhor a oferecer. Embora, naturalmente, ainda haja muitas resistências à liderança de saias – e o Novo Testamento, de acordo com a ótica da interpretação, pode tanto legitimar como rejeitar o pastorado feminino –, diversas igrejas já se utilizam do trabalho das obreiras há bastante tempo. Denominações tradicionais como a Metodista e a Luterana adotam tradicionalmente o pastorado feminino, franqueando às mulheres até cargos de direção em suas organizações. Outras, como a Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ) – esta, de linha avivada –, têm nas suas origens a marcante presença feminina. Foi a canadense Aimee Mcpherson que fundou a organização, em 1923, nos Estados Unidos. Hoje, a Quadrangular está em mais de uma centena de países, inclusive no Brasil, onde é uma das dez maiores denominações evangélicas.

“Essa participação da mulher é ativa, fluente e expressiva”, concorda a coordenadora nacional das Mulheres Quadrangulares, Mara de Barros Flores. “Já está provado que temos a capacidade, o amor e a unção necessários para o crescimento da Igreja”. Ela acredita que as denominações que rejeitam a participação feminina efetiva em cargos de liderança estão perdendo tempo. “A ajuda feminina que é ativa, fluente e expressiva”. Na IEQ, mulheres atuam em todas as funções eclesiásticas, chegando a ocupar 50% do ministério. E não basta ser simplesmente casada com um pastor – a candidata ao púlpito precisa seguir os trâmites estatutários e ter o mesmo estudo e preparo dos colegas de terno. “Além, claro, do chamado, da vocação e da liderança necessárias para estar à frente de uma igreja como pastora titular.”

Sonia do Nascimento Palmeira, presidente da Confederação de Mulheres da Igreja Metodista do Brasil, cita o exemplo de Marta Watts, primeira missionária da denominação a chegar ao Brasil, para destacar a importância do protagonismo feminino na obra de Deus. A obreira, vinculada à Sociedade de Missões Estrangeiras das Mulheres da Igreja Episcopal do Sul nos Estados Unidos veio com a tarefa de educar crianças e moças. No mesmo ano, fundou o Colégio Piracicabano, em Piracicaba (SP), que hoje é conhecido como Centro Cultural Marta Watts. Criou ainda um colégio em Petrópolis (RJ) e outro em Belo Horizonte (MG), colaborando sempre com as mulheres para que tivessem acesso à educação num tempo em que este direito lhes era constantemente negado. A ênfase nestes estabelecimentos era “ministrar uma educação liberal às moças para que seu horizonte intelectual e espiritual se ampliasse, preparando-as para agir com independência”, conforme o lema do Marta Watts.

“Proveito” – Sonia considera lamentável que ainda existam igrejas dominadas apenas por homens. “Vejo isso como um equívoco muito grande, pois a Palavra de Deus ensina exatamente o contrário. Jesus valorizou as mulheres. Elas foram criadas da mesma forma que os homens, com todo o potencial que eles têm também”. Para ela, o direito de exercer papel de destaque é tanto dos homens como das mulheres. “Na nossa Confederação, estamos preocupadas como Marta Watts esteve um dia, em impulsionar as mulheres de hoje a buscarem cada vez mais o seu lugar na Igreja e no mundo”, explica.

Tal lugar, segundo a psicóloga Isabelle Ludovico, deve passar necessariamente por qualidades tipicamente femininas, como a doçura e a afetividade. Em seu novo livro, O resgate do feminino, ela diz que o ambiente competitivo acabou roubando das mulheres aqueles aspectos comportamentais que sempre as diferenciaram dos homens, com consequências na qualidade da vida afetiva e espiritual – e que isso precisa ser revisto. “As mulheres assumem muitas atividades na igreja, e isso é movido por sua paixão pelo Reino de Deus”, diz (veja Entrevista abaixo). “A participação da mulher em posições de liderança trouxe muito proveito para a Igreja”, endossa o pastor Carlos Barcelos, da Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo. “Considero importante o olhar feminino, que contribui para a ampliação de percepções dos vários problemas que uma comunidade pode enfrentar”. Defensor do mérito, independentemente do gênero, Barcelos diz que o papel a ser exercido pela mulher na igreja depende de suas capacidades e habilidades. “Toda posição de liderança, seja preenchida por um homem ou mulher, demanda do líder o cultivo de uma vida cheia do Espírito, pois as decisões tomadas afetam a vida de muitas pessoas”, pondera. Por isso mesmo, acrescenta, a mulher não deve deixar de lado suas características para sentir-se aceita. “Quando a mulher pretende agir como homem, está no caminho da falha.”

O pastor sugere um reestudo hermenêutico do texto bíblico de I Timóteo 2.11, que comumente é usado para justificar uma suposta posição secundária da figura feminina no contexto da Igreja. Para ele, a expressão “ficar em silêncio” deve ser entendida num contexto de disputa por autoridade, inclusive sobre o homem. “Toda situação em que o homem se retrai e a mulher entra no espaço deixado por ele costuma trazer problemas sérios”, analisa. Às mulheres com destaque na igreja, Barcelos aconselha, sobretudo, que se submetam àquilo que o Espírito Santo lhes indicar. “Isso não pode ser contrário ao que a Bíblia ensina e nem uma bandeira reivindicando posições. Se determinada Irma tem convicção de um chamado, trabalhe com paciência até que surja a oportunidade de pô-lo em prática”.

Exercício dos dons – Blanche Bruno, pastora de missões e aconselhamento da Igreja Cristã Casa da Rocha, acha que o mais importante é o exercício dos dons para abençoar a congregação. “O Espírito é o mesmo que age em todos, mas Deus criou a mulher com sensibilidades particulares”, diz a obreira. “Nossos mecanismos de percepção são diferentes dos homens, e por isso o papel feminino, tão importante na família e no trabalho, também o é no âmbito da igreja”. Blanche, que juntamente com o marido, José Bruno, eram bispos na Igreja Renascer em Cristo até o ano passado, acredita que a igreja não funciona por causa dos cargos que as pessoas nela ocupam, mas pelo cumprimento do chamado de seus membros. “Quando isso acontece, cada um está no seu devido lugar, seja homem, seja mulher”.

A jovem Alyne Romeiro, assistente pedagógica e membro da Igreja Cristã da Trindade, avalia como seria uma igreja sem a participação de mulheres na liderança. Ela atua no ministério de louvor e organiza eventos para os jovens em sua igreja e acredita que Deus chama a cada um individualmente, independente do sexo. “Uma igreja sem mulheres à frente, seria uma igreja de poucas atividades, criatividade e talvez alguns detalhes passariam despercebidos. “Deus nos fez criativas, mais emocionais, preocupadas com detalhes, mais ouvintes, temos maior facilidade em abrir mão de nossas coisas.” Alyne não consegue se imaginar sentada, sem fazer nada. Não só pelo fato de ser filha de pastor, mas sim pelo fato de ser cristã. “É como se eu fosse devedora. Se quero que todos sejam alcançados por essa graça, preciso trabalhar para isso e trabalho por amor e gratidão ao Senhor”, declara.

A valorização que Cristo fez da figura feminina é lembrada por Lia Casanova, ligada ao Ministério Desperta Débora, como principal endosso a uma participação cada vez mais ativa da mulher na obra de Deus. . “Tenho firme convicção de que Deus nunca se agradou da forma como a mulher passou a ser tratada ao longo da história, por isso Jesus se deu ao trabalho constante de mostrar aos homens como devemos ser consideradas”, advoga. Ligada a um movimento nacional de oração integrado exclusivamente por mulheres, ela lembra o exemplo de grandes mulheres de fé na Bíblia, como Maria, a mãe de Jesus, e Madalena, que não negou seu Mestre nem nos momentos de maior perigo. “Nós somos feitas por Deus e devemos nos colocar nas suas mãos para que possa nos usar para seu serviço e sua glória quando, onde e como quiser.”

Fonte: Cristianismo HojeGospel Prime

Adultério: Pecado que assusta as igrejas e destrói famílias

O adultério, a infidelidade, não é um mal visto apenas no mundo. Entre o povo evangélico já é possível enumerar vários casais que viveram ou estão vivendo esse pecado. Uma pesquisa realizada em 10 países por uma escritora americana mostra que 12% da população do Brasil é infiel ao parceiro(a). A pesquisadora Carmita Abdo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, traçou o perfil da sexualidade dos brasileiros e revelou que nada menos que 50% dos homens e 25% das mulheres já traíram pelo menos uma vez numa relação estável, de confiança.

Essa realidade de traição, infidelidade e até promiscuidade, assusta e atormenta inclusive casais cristãos, que cada vez mais têm se deparado com essas situações em suas vidas.

Mas o que leva uma pessoa casada a envolver-se com outra que não seja o seu cônjuge? As diferenças de pensamento, a insatisfação sexual, a falta de tempo para a família, as influências do mundo e, sobretudo, o esfriamento da dependência de Deus são algumas das causas apontadas. Vale destacar que homens e mulheres têm “fraquezas” diferentes: um é mais físico, o outro emocional. É nesse ponto que muitos casais não se entendem.

No livro “A Batalha de Toda Mulher”, a autora Shannon Ethridge aponta que os homens desejam intimidade física, dão amor para conseguir sexo, são estimulados pelo que vêem, o corpo pode desligar-se da mente, do coração e da alma, eles têm ciclos recorrentes de necessidades físicas e são vulneráveis à infidelidade na ausência de toque físico. Já as mulheres desejam intimidade emocional, fazem sexo para obter amor, são estimuladas pelo que ouvem, têm o corpo, mente, coração e alma interligados, têm ciclos recorrentes de necessidades emocionais e são vulneráveis à infidelidade na ausência de ligação emocional.

A pastora Norma Lucia Santos Raymundo, especializada em sexologia clínica, relata que no casamento é preciso sempre perguntar: “Estou fazendo meu marido/esposa feliz?”. “Este é o cuidado necessário. É preciso notar que há diferenças reais entre homens e mulheres. Para ela, a relação sexual é conseqüência de toda a vivência que envolve afetividade. Já o homem aprecia o envolvimento físico sexual, e a afetividade vem como conseqüência. Quando os cônjuges não suprem essas necessidades específicas, ficam vulneráveis a buscar este suprimento em outras pessoas, ou até mesmo em outros projetos de vida. Os casais precisam conversar sobre suas necessidades físicas e emocionais, assim como fazer investimentos para estarem mais juntos, criando afinidade e cumplicidade, afastando qualquer brecha para a quebra da aliança, como,por exemplo, a infidelidade”, relata.

Quando o limite é ultrapassado e uma traição é concretizada, os primeiros que sofrem são os membros da família. A relação entre marido e esposa piora, mesmo o pecado ainda não sendo revelado, e o trato com os filhos também é alterado. A mentira fica latente e cada vez mais freqüente. Os sentimentos de culpa e de desconfiança também são notados.

“Quando um casamento acaba por causa de um adultério, os filhos saem marcados, o cônjuge traído também. Se for cristão, o Evangelho é envergonhado e as perdas são irreparáveis. Nenhuma outra dor é maior. A traição é uma flecha que atravessa a alma”, declara o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça, da Assembléia de Deus em Bragança Paulista, São Paulo.

Causas da Infidelidade
Afastamento de Deus, da sua palavra e da igreja.
Imaturidade emocional
Insatisfação na vida sexual ou emocional
Influência do mundo
Internet e televisão
Dificuldades financeiras
Falta de investimento na relação
Problemas de relacionamento

e-infidelidade, a internet a favor da traição

Nas revistas, nos jornais, nos programas de TV e nas novelas a gama de material sensual, de conteúdo promíscuo, de culto ao corpo, de supervalorização do sexo, abrem brechas enormes para os primeiros passos do pecado da infidelidade. Um vilão mais recente é a internet, que divulga imagens de sexo e proporciona conversas desinibidas em salas de bate-papo, propiciando que aquelas frustrações com o marido/esposa sejam deixadas de lado por uma ilusão de que tudo pode ser diferente com o amigo ou amiga virtual.

Numa das palestras proferidas pelo reverendo Nivaldo Schneider, da Congregação Evangélica Luterana Paz, no Ibes, em Vila Velha, ele fala justamente sobre a “e-infidelidade” (a infidelidade que usa a internet como canal) e destaca uma frase que hoje já é muito ouvida: “Trair e teclar é só começar”. Para o pastor, a internet criou uma nova forma de infidelidade. “Começa com a troca de mensagens eletrônicas, o envolvimento vai crescendo e estabelece-se um vínculo íntimo. Tem todos os ingredientes de um caso extraconjugal. Em 60% dos casos a infidelidade sexual virtual termina em sexo real”, alerta.

Para o pastor Ashbell Simonton, “quem busca erotismo na internet maltrata o casamento, pois compara injustamente o cônjuge com aquele apresentado no material pornográfico, produzindo o desinteresse sexual dentro do casamento, levando conseqüentemente à traição.
Tenho ouvido muitas histórias reais de pessoas fiéis que destruíram o casamento por causa de uma sala de bate-papo, orkut e sites de relacionamentos”, relata.

Já o pastor Sandro Santoro, da Primeira Igreja Batista de Vila Batista, em Vila Velha, afirma que muitas vezes a simples pergunta “Como foi o seu dia?” pode fazer surgir um interesse na pessoa que inicia uma conversa em um chat quando em casa esse cônjuge não recebe a atenção que queria. “O conteúdo online traz à realidade sonhos virtuais e mentiras, e isso pode virar uma compulsão”, disse Santoro, que é mestrando em Terapia de Família.

Como a igreja aborda o assunto

Falar sobre traição nas igrejas é ainda um tabu e, enquanto casais destróem seus casamentos, líderes muitas vezes preferem fingir que nada está acontecendo. Muitas das vezes, por total falta de instrução. Faltam pastores e líderes de casais com maturidade espiritual e até conjugal para falar sobre o assunto. Essa é a análise do pastor americano Jaime Kemp, diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão, e um dos pioneiros no trabalho com casais e famílias no Brasil.

“O pastor tem que ser um detetive nesses problemas de casais. Ele precisa identificar a dificuldade, mas o grande mal é que não sabe fazer isso, porque no seminário aprendeu apenas a realizar casamento, mensagem, funeral. Quando se fala sobre traição, o pastor passa creme em cima do câncer, quando é preciso cirurgia para extirpar a doença. A falta de instrução impede a solução dos problemas, aliada ao fato de 50% dos pastores terem sérios problemas conjugais ou com os filhos. Infelizmente, essa é uma realidade, e estamos vivendo uma epidemia de divórcios nos púlpitos. Se os pastores estão com problemas graves, não são exemplo. E como a igreja vai caminhar?”, revela e questiona Jaime Kemp.

Ele contou que recebe dezenas de casais por semana em seu escritório, em São Paulo, e nas crises conjugais a infidelidade é um dos maiores problemas. Mas, buscando ajuda em um pastor, em um conselheiro familiar ou algum casal com casamento firme é possível conciliar. “Já recebi a esposa de um pastor que chegou desesperada contando que durante uma madrugada acordou e não viu o marido na cama. Ao procurá-lo pela casa, viu que ele estava na internet assistindo a vídeos pornográficos. Isso é realidade e, mesmo que não tenha ocorrido contato físico, já é traição. A Bíblia diz ‘que qualquer que olhar com mente impura para uma mulher, já em seu coração cometeu adultério com ela’ (Mateus 5:28). A infidelidade é um problema terrível”, disse Kemp.

A igreja, em casos de traição, precisa ser um ponto de apoio, e não de inquisição. Assim como entre os cônjuges, a igreja deve tratar o assunto com carinho, diálogo, conciliação e perdão. A mulher e o homem precisam ser ajudados, e não rotulados, incluídos e não excluídos, amados e não discriminados. Segundo o reverendo Simonton, atualmente em apenas 27% das igrejas evangélicas há ministério específico para divorciados, solteiros e viúvos. “São necessárias ações mais profundas, que restaurem a dignidade humana e a capacidade de servir ao Senhor”, destacou.

Conseqüências da infidelidade
Sentimento de vingança
Baixa auto-estima
Culpa
Esfriamento sexual
Depressão
Dificuldades na criação dos filhos
Vergonha
Mentiras
Cobrança da igreja e da sociedade
Desespero
Inércia diante da situação
Perda da confiança nas pessoas
Problemas financeiros
Doenças sexualmente transmissíveis

Existe saída: o perdão, o amor e o diálogo
É pensando no perdão e na restauração do casamento que trabalha o Ministério Casados Para Sempre, que no Espírito Santo tem como coordenadores regionais o casal Ubiracy e Luzia Arnulfo da Fonseca, da Igreja Evangélica Batista de Vitória. São oferecidos cursos até mesmo para noivos, para mostrar a realidade vivida em um casamento e como enfrentar as dificuldades.

“Hoje a liberalidade da pornografia lida, vista e falada; a promiscuidade nos relacionamentos; e a televisão, a internet, as revistas, oferecendo condições, circunstâncias e oportunidades para a libertinagem, contribuem para a degradação do bem mais precioso para Deus, que é a família. Tem-se visto muitos casais, mesmo estando no meio cristão, praticando a traição. Dessa forma, o inimigo de Deus tem atacado muito ferozmente os casamentos e, por conseqüência, há muitas separações. Entretanto, nosso Senhor não desiste do homem, e tem dado ferramentas para utilização das igrejas. Satanás sabe que famílias fortes significam igrejas fortes e por isso tenta destruí-las”, afirma Ubiracy.

“O maior problema dos casamentos que terminam em divórcio é que não levaram em conta o que Deus fala sobre o assunto. O plano original de Deus para o casamento não incluía separação ou divórcio. Deus quer as famílias estruturadas”, destaca Luzia.

A pastora Norma, que é da Igreja Apostólica Brasileira, em Jardim Camburi, Vitória, aponta alguns passos para a restauração dos laços conjugais após um caso de infidelidade. É preciso primeiro perdoar, e o cônjuge que caiu em pecado deve pedir perdão a Deus, perdão ao companheiro(a) e a si mesmo. Em seguida, precisam decidir se há disposição para permanecer juntos e quais os investimentos necessários para a restauração deste casamento.
Além dessas análises e decisões, é preciso mudança de comportamento. O pecado confessado é perdoado, mas haverá as conseqüências deste erro, e o casal vai necessitar de acompanhamento, que pode ser realizado por seus líderes, ou por profissionais idôneos.

“O diálogo é imprescindível, por isso o casal não pode excluir Jesus do centro deste relacionamento. A rotina também não pode tomar conta. Casal precisa sair sozinho para passear, conversar. É claro que, mesmo havendo uma reconciliação, houve pecado, e Deus diz que há conseqüências. Cada caso deve ser analisado separadamente, mas a pessoa que traiu vai ser movida pelo Espírito Santo para expor a situação. Se não fizer, vai viver sob tensão, sob a sombra de um fantasma, sem paz”, afirma a sexóloga.

Ninguém deve se iludir achando que Deus vai deixar de lado esse pecado. Todo pecado tem conseqüência, assim como está escrito em Gálatas 5:19-21: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”

O pastor Jaime Kemp destaca a importância do acompanhamento de líderes de casais no momento da reconciliação, e diz que reconquistar a confiança da pessoa traída é o grande trabalho a ser feito. “Isso pode demorar de um a dois anos, por isso deve haver na igreja um ministério bem estruturado para casais, que se baseie profundamente no perdão e no relacionamento com Deus”, disse.

Mas o que acontece com uma pessoa que não consegue perdoar o cônjuge que a traiu? O perdão não é obrigatório, e muitos maridos e esposas não vão conseguir conviver com o outro sabendo de uma traição no passado. Nesses casos, é preciso avaliar a questão da separação, do divórcio. Segundo o pastor Sandro Santoro, a pessoa traída, se não exercer o perdão, pode sofrer conseqüências emocionais, além de espirituais.

“Ela vai ter complexo de inferioridade, porque, muitas vezes, acaba colocando a culpa em si própria, e será atacada por uma confusão de sentimentos, não mais conseguindo discernir o que é amor, carinho. Vai achar que todo mundo agora vai traí-la e por isso vai ter dificuldades em confiar novamente em alguém. O perdão é voluntário e a Bíblia diz que aquilo que você perdoar será perdoado”, disse o pastor.

Como é maravilhoso ver problemas que até então pareciam sem solução serem transformados e resolvidos, mas isso só é possível com a graça do Pai. Deus exige fidelidade no casamento e a colocou na lista dos frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio e fidelidade. Há deveres conjugais a serem cumpridos, conforme o apóstolo Paulo descreve em Efésios capítulo 5, mas há também a promessa de que “o amor cobrirá a multidão de pecados” (I Pedro 4:8). Deus quer famílias firmes, casais que amem e saibam perdoar.

O diálogo, a constante doação, o respeito, o investimento no relacionamento, a confiança no Pai e a busca de forças para vencer as tentações, orando e estudando a Palavra de Deus, são ações preventivas que os casais devem adotar para evitar o pecado da infidelidade. É preciso lutar pelo casamento e terapeutas de casais já afirmam: “Casamento não é coisa para preguiçosos”. É um doar-se diário, buscando sempre a sua alegria na alegria do outro e exercendo o amor a todo tempo, como orienta a Bíblia.

Números da infidelidade no Brasil

Uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo mostra que um dos menores índices de infidelidade é o do Paraná, mas é onde 43% dos homens já traíram. Em São Paulo, 44%. Em Minas Gerais, 52%. No Rio Grande do Sul, 60%. No Ceará, 61%. Os baianos são os campeões: 64% dos homens se dizem infiéis.
Freqüência de relacionamento extra (“caso”) entre 3.106 mulheres de diferentes estados brasileiros:
Paraná: 19,3%
Pará: 20,3%
Santa Catarina: 23,3%
Mato Grosso do Sul: 23,6%
São Paulo: 24,1%
Bahia: 25,2%
Pernambuco: 26,5%
Ceará: 26,7%
Goiás: 27,7%
Minas Gerais: 29,5%
Rio Grande do Norte: 30,2%
Rio Grande do Sul: 31,7%
Rio de Janeiro: 34,8%

Prevalência de “caso sexual” entre 6.846 participantes da pesquisa:
Homens que admitiram ter “caso sexual”: 50,6%
Mulheres que admitiram ter “caso sexual”: 25,7%

Fonte: “Descobrimento Sexual do Brasil – Para curiosos e estudiosos”, da Professora doutora Carmita Abdo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Revista Comunhão / Portal Padom

Com religião em baixa, igrejas em Amsterdã viram bibliotecas e cafés

Segundo a pesquisa mais recente (de 2007), 44% dos holandeses se declaram ateus, 28% católicos, 19% protestantes, 5% muçulmanos e os outros 4% de outras religiões.

Mesmo com a maior parte da população ainda se declarando religiosa, o fato é que as igrejas do país estão cada vez mais vazias e não raro acabam ganhando outro fim: viram café, livraria, salão de cabeleireiro, pista de dança, restaurante, casa de shows…

Alguns exemplos são o Café Olivier, em Utrecht, a livraria Selexyz, em Maastricht (apontada pelo jornal inglês The Guardian como a livraria mais bonita do mundo), a pista de dança do Hotel Arena, em Amsterdã, e a mais famosa casa de shows da capital holandesa, o Paradiso.

Livraria Selexyz, em Maastricht.

Café Olivier, em Utrecht.

Conhecido como o “templo do pop”, o Paradiso fica numa igreja do século 19, próxima à Leidseplein, no coração de Amsterdã, e toda banda e cantor pop que se preze tem que passar por ali – dos locais aos grandes nomes internacionais.

Mesmo pra quem só vai estar de passagem pela cidade, vale checar a programação da casa, que sempre tem bons shows na agenda. Os ingressos, que podem ser comprados pela internet, costumam ter preços bem razoáveis, mas em geral se esgotam rapidinho…

Quem passou por lá estes dias pra fazer sua pregação foi Seu Jorge, acompanhado pela banda Almaz. Os “fiéis” adoraram!

Fonte: O Globo

Kotscho: Imprensa e igrejas, os grandes derrotados na eleição 2010

Caros leitores,

por motivos de força menor, hoje não estou disposto a atualizar o Balaio, mas queria falar apenas de dois fatos da quinta-feira que merecem registro:

* Confirmado: a terceira onda que favorecia Serra no começo do segundo turno virou marolinha.

O novo ibope divulgado pelo Jornal Nacional apenas confirma o que o Vox Populi já havia mostrado na véspera e que tanta indignação causou ao Sergio Guerra, o comandante da campanha tucana. Segundo os números apresentados por Fátima Bernardes, a vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra aumentou de 6 para 11 pontos (51 a 40, nos votos totais) e de 6 para 12 (56 a 44, nos votos válidos). Até o momento, Guerra ainda não se manifestou sobre o Ibope.

* A “agressão” a Serra foi uma farsa.

Imagens mostradas pelo SBT e linkadas pelos leitores aqui no Balaio provam que a tal da “agressão de petistas ao candidato Serra”, que até o levou ao hospital, quarta-feira, no Rio, não passou de uma pantomina muito mal ensaiada. Parece que foi só uma bola de papel enrolada em fita durex. Teve colunista da velha mídia que viu até uma bandeirada de petistas na cabeça de Serra. Se fosse isso, convenhamos, sobraria certamente ao menos uma foto, com tantos jornalistas seguindo o candidato. Foi apenas mais um factóide que não vingou, mas certamente será utilizado no programa de TV. Vai ficar conhecido como o “novo caso Rojas” (lembram-se do goleiro chileno que se “feriu” no Maracanã?).

***

Ganhe quem ganhar a Presidência da República no próximo dia 31, já dá para saber quais foram os grandes derrotados desta inacreditável campanha eleitoral de 2010: a imprensa da velha mídia, mais engajada e sem pudor do que nunca, e as igrejas em geral, com amplos setores medievais de evangélicos e católicos transformando templos em palanques e colocando a religião a soldo da política.

Por acaso, são as mesmas instituições que se uniram em 1964 para derrubar o governo de João Goulart e jogar o Brasil nas profundezas da ditadura militar por mais de duas décadas. Como naquela época, os celerados e ensandecidos combatentes das redações e dos púlpitos acenam com novas ameaças às liberdades democráticas, outra vez o perigo vermelho, de novo a degradação dos costumes. Só falta uma nova “Marcha da Família, com Deus pela Liberdade”.

Nem parece que se passou quase meio século, que o Brasil lutou e reconquistou a democracia e vivemos em pleno Estado de Direito um dos mais longos períodos de amplas liberdades públicas de nossa história, com crescimento econômico, distribuição de renda e desenvolvimento social.

Faço esta constatação com muita tristeza, com dor na alma, pois a imprensa e a religião católica são importantes na minha vida desde menino, foram duas instituições fundamentais na minha formação. Sempre tive muito orgulho de ser jornalista e de professar a fé católica. Agora, confesso, que muitas vezes sinto vergonha. Explica-se: sou do tempo de Cláudio Abramo e D. Paulo Evaristo Arns.

Cursei o ginásio num colégio de padres e, no meu teste vocacional, fui informado de que deveria seguir o sacerdócio. Só não o fiz por causa desta bobagem de que padre não pode ter mulher, ou seja, tinha que ser celibatário. É que já na época gostava muito do chamado sexo oposto e detestava a hipocrisia.

Acabei optando muito cedo por outro tipo de sacerdócio, o jornalismo, profissão na qual comecei com 16 anos, trabalhando em jornais de bairro de São Paulo. Nunca me arrependi. Nestes 46 anos de ofício, passei pelas mais diferentes funções, de repórter a diretor, nas redações de praticamente todas as principais empresas de comunicação do país, com exceção da revista Veja e da TV Record.

Agora, ancorado aqui na internet com o meu Balaio e na Brasileiros, uma revista mensal de reportagens que ajudei a criar, acompanho de longe esta guerra santa em que se transformou a campanha presidencial, com igrejas, jornalistas, padres e pastores tomando partido fanaticamente a favor de uma candidatura e contra a outra.

Jamais tinha visto nada parecido na cobertura de uma eleição _ tamanhas baixarias, tantos preconceitos, discursos tão vis e cínicos, textos inacreditavelmente sórdidos publicados em blogs e colunas _ desde os tempos em que não podíamos votar para prefeito, governador nem presidente da República.

No melhor momento social e econômico da história recente do país, chegamos ao fundo do poço na política. O Brasil não merecia isso. O problema é que, qualquer que seja o resultado da eleição, no dia seguinte a vida continua, e um terá que olhar na cara do outro, seja de que partido ou igreja for, leitor, ouvinte ou telespectador. Como sobreviverão estas duas instituições? Com que cara?

Na véspera do golpe dentro do golpe que foi o Ato Institucional Nº 5 decretado pelos militares, em dezembro de 1968, o Estadão publicou o editorial “Instituições em Frangalhos”, e a edição foi apreendida. Agora, pode publicar o que quiser e apoiar o candidato que melhor lhe convier sem correr este risco.

Orgãos de imprensa e igrejas, jornalistas e religiosos, têm todo o direito de escolher seus candidatos, fazer campanhas por eles, detonar os adversários. Só não podem fingir que são santos e pensar que nós todos somos bobos.

Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho

Jovens acreditam em Deus, mas não frequentam igrejas

A pesquisa é da agência de análise católica Adoremuslabs, que ouviu pessoas de 900 paróquias, embora apenas um terço delas tenha grupos de jovens constituídos, com uma média de 15 participantes.

A agência constatou que a Igreja Católica não conta mais com jovens, de modo especial a arquidiocese da capital. Um terço da população mexicana é de jovens, dos 18 a 35 anos, o que corresponde a 3 milhões de habitantes.

Dos jovens que disseram não pratica o catolicismo, 30% procedem de colégios ou universidades católicas; 60% assistiam a missa, mas por volta dos 22 anos de idade, em média, deixaram de fazê-lo. Apenas 10 % dos que não praticam a fé consideram o catolicismo como Igreja universal.

Adoremuslabs ouviu 1.084 mil jovens que não freqüentam qualquer grupo religioso. Daquele total, 43% disseram que tinham certa espiritualidade e 31% que cultivavam tanto o lado espiritual como o religioso, mas não assistiam, de maneira regular, a nenhuma igrejas ou outra instituição.

A pesquisa identificou que 40% dos jovens ouvidos não se identificam com a religião católica, 16% integram um clube ou organização que traz os mesmos benefícios que participar de congregação e 9% se consideram ateus, humanistas ou realistas, segundo as respostas.

Quatro de cada cinco pesquisados entendem que existe um ser superior e três de cada quatro proclamam a existência de Deus, presente em suas existências humanas através de experiências pessoais.

Fonte: ALC