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A Maldade do Homem e a Tragédia em Suzano

Todos estamos acompanhando a tragédia que aconteceu em Suzano, quando dois atiradores invadiram uma escola e assassinaram alunos e funcionários de forma brutal e intencional.

Fiquei assustado ao receber testemunhos de professores amigos dizendo que muitos de seus alunos não se escandalizaram com a tragédia de Suzano, e alguns até mesmo acharam engraçado.

Para onde estamos caminhando?

O vazio na vida dos homens tem se mostrado cada vez maior, como um buraco negro que aproveita toda oportunidade para engolir tudo ao seu redor e crescer cada vez mais.

Nós fomos criados para refletirmos a imagem de Cristo, e quanto mais distante estamos Dele, mais nossa mente e nossos corações buscam satisfação nos piores lugares e mais o ser humano demonstra do que é capaz de fazer e da maldade que reside em seu coração. Quando Deus nos entrega às nossas próprias paixões (Rm 1.25-26), é isso que acontece, tragédias como essa da escola em Suzano, decorrentes da inversão de valores.

Nossa sociedade tem ensinado cada vez menos valores às crianças e aos jovens, sob a alegação de que nada é absoluto, que devemos dar espaço e liberdade para que as pessoas descubram quem elas realmente são, voltando-as cada vez mais para seu próprio coração e suas próprias vontades, como se isso fosse o que interessa. Eles são treinados a serem seus próprios deuses, sem limites.

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Em sua aula “Os efeitos da Queda na Mente e do Coração”, parte do curso Aconselhamento no Sofrimento, o professor Aender Borba destaca que, após a queda “a cobiça dos olhos preenche o coração dos homens de um desejo insaciável de se tornar como Deus”.

É aí, então, que a vida do próximo perde valor. A vida humana não tem mais sentido. O sofrimento e o vazio precisa ser saciado a qualquer custo, pois “eu sou deus” e não posso viver assim. E quando não consigo, decido que é porque esse mundo não tem nada que possa me saciar (o que, de certa forma, é verdade) e acabo tirando minha própria vida, assim como os dois jovens atiradores fizeram depois de terem assassinado os alunos da escola de Suzano. Suicídio como forma de aliviar o desejo insaciável de se tornar como Deus.

Algumas fontes tem apontado a motivação dos jovens proveniente de um grupo secreto online, hospedado na dark web, onde eles consideram as mulheres como objetos de uso pessoal para satisfação própria e são extremamente racistas. Um dos assassinos chegou a fazer a suposta declaração de que ele queria morrer como herói e ir para o seu céu.

Entregues às próprias paixões, colhendo os frutos que têm lutado para plantar ao longo desses anos. Afastados de Deus, mergulhando em seu próprio abismo.

O mais terrível é que muitos pais cristãos têm deixado seus filhos serem ensinados nos mesmos moldes e padrões, tanto com o “emburrecimento” através de canais não edificantes no Youtube (lembrando que quando a diversão é saudável, também glorifica a Deus), quando através da moralidade mundana. Não é difícil encontrar pais cristãos que acreditam que seu filho precisa se descobrir e que não devem “reprimi-lo”, para usar um termo que está em alta nos dias de hoje.

Pais têm ignorado princípios bíblicos, como o de Provérbios 22.6:

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”

É dever dos pais preparar seus filhos para não crescerem na forma do mundo, nem sem serem apresentados às verdades que libertam.

E é dever de todo o cristão expor sua cosmovisão cristã, mostrando o verdadeiro sentido da vida e os princípios morais instituídos por Deus através da arte, do trabalho e de tudo o que fizerem. É papel do cristão lutar para tornar o Youtube um lugar melhor, transformar as salas de aula em lugares mais edificantes, influenciar os jovens a buscarem sua verdadeira identidade em Cristo.

Somente Deus pode transformar os corações, mas a comissão de ir e pregar o evangelho foi dada a nós.

A tragédia de Suzano chega para nos lembrar de quem é o homem, de quem é Deus, e de como é o homem sem Deus. Chega para lembrar, a nós cristãos, quais são nossos deveres e obrigações.

Que Deus console e conforte as famílias das vítimas de Suzano, e que a Glória Dele possa ser vista em toda a Terra, através da percepção da maldade do homem, e da atenção para a necessidade de um Redentor, Jesus Cristo.

Guilherme Reis

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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Heloisa Rosa fala sobre as eleições e cosmovisão cristã

Faltam poucas semanas para as eleições presidenciais e o tempo de agitação política levou a cantora Heloisa Rosa apresentar seus posicionamentos quanto ao papel dos cristãos na política e no destino do país. “Política é um assunto tão espiritual quanto os outros, e a Bíblia trata muito sobre política, deixando claro em muitas passagens aquilo que agrada e aquilo que ofende a Deus”, observa a cantora.

Heloisa lamenta a corrosão institucional pela qual o país passa, agravada nos últimos anos, e afirma que chegou o tempo dos cristãos se mobilizarem e apoiarem candidatos que realmente defendem a fé, sem ceder às ideologias políticas mundanas. “Elas dominam todo o espectro de opções políticas no país atualmente, e a igreja não pode mais compactuar com isso”, declara, salientando os riscos dessa acomodação e leniência, contrárias a uma cosmovisão cristã madura: “ou somos cristãos em todas as esferas da vida, ou seremos mornos, e as áreas de nossa vida que não estão submetidas aos princípios da Palavra contaminarão às outras”, emenda.

Questões como a legalização do aborto, a possível aprovação de leis que privilegiam a militância homossexualista (LGBT) no âmbito jurídico, as pesadas intervenções do Estado na educação e na economia também inquietam Heloisa Rosa: “não consigo entender como há cristãos que conseguem se aliançar com partidários de ideias como essas. Somos chamados para sermos livres em Cristo, mas alguns notoriamente preferem a César, idolatrando o poder político, que está cada vez mais anticristão”, analisa a artista.

“Temos um franco crescimento no número de governos autoritários e anticristãos no mundo todo, acompanhado de políticas contrárias aos valores cristãos sendo fomentadas em mecanismos internacionais como a ONU, mas nada sai na imprensa brasileira”, aponta Heloisa Rosa, para quem o estado democrático de direito corre notórios riscos no Brasil. “Não me parece que são muitos os cristãos aptos a perceber isso, infelizmente”, constata a cantora, destacando a responsabilidade da igreja em afirmar seus valores na esfera pública, e que males como a violência, a pedofilia, o tráfico e o consumo de drogas só irão aumentar se os cristãos não se mobilizarem.

Fonte: Assessoria HR/Via Gospel Prime