Publicado em Brasil, Cinema, Cotidiano, Filmes, Literatura

Fiéis da Assembleia de Deus protestam contra “50 Tons de Cinza”: “Esse filme vai destruir muitos jovens”

evangelicos-protestam-contra-50-tons-de-cinzaDefinitivamente os evangélicos não permitiram que o filme “50 Tons de Cinza” passasse em branco e alimentaram a polêmica em torno do longa-metragem baseado no best-seller homônimo.

Na última segunda-feira, 16 de fevereiro, aproximadamente 200 fiéis da Assembleia de Deus protestaram contra o filme em Erechim (RS). A ideia dos organizadores era se manifestar contra o sadomasoquismo presente na história erótica da franquia.

“Eu não acho que é saudável como o filme apresenta uma mulher depois da relação, jogada no chão sangrando de machucada. Fica aqui então nossa crítica através da nossa visão de sexualidade. Acho que esse filme vai destruir muitos jovens”, disse o pastor Geraldino Junior, um dos responsáveis pelo protesto.

A ideia de marchar em protesto contra o filme surgiu durante um congresso de jovens realizado nos dias anteriores. Durante o evento, o tema discutido foi “sexualidade saudável, pureza e romance”, segundo informações do G1.

Motivados pelas ideias trocadas durante o evento, os jovens evangélicos se propuseram a confeccionar cartazes e caminhar pelas ruas da cidade gaúcha anunciando Jesus e criticando o filme soft-porn.

Polêmicas e piada

Os livros que deram origem ao filme venderam mais de 100 milhões de cópias ao redor do mundo. Há expectativa de que “50 Tons de Cinza” se torne o filme de maior bilheteria da história, muito por conta da repercussão que está causando.

No Brasil, a maior polêmica envolvendo as críticas de um líder religioso envolveu o bispo Edir Macedo, que publicou em seu blog um artigo que classifica o filme como uma “perversão demoníaca.

O humorista e apresentador Rafinha Bastos aproveitou o episódio para fazer piada com o caso: “O bispo Edir Macedo falou que ’50 Tons de Cinza’ é um filme do demo. Ele pode até estar certo, mas se você quer ver o capeta, não precisa ir até o cinema… é só ligar a TV”, escreveu em sua página no Facebook, fazendo referência à já conhecida tradição da Igreja Universal do Reino de Deus em mostrar exorcismos em seus programas.

Fonte: Gospel +

Anúncios
Publicado em Brasil, Literatura

Pastor diz que para o sexo ser bom no casamento não precisa ser igual a “50 Tons de Cinza”

50-tons-de-cinza1O filme “50 Tons de Cinza”, que adapta o romance do livro homônimo às telonas e estreou nos cinemas na última quinta-feira, 12 de fevereiro, vem causando grande celeuma no meio evangélico.

Líderes evangélicos críticos ao filme se amontam, e no Brasil, o bispo Edir Macedo publicou artigo que classifica o filme como uma trama “inspirada por demônios da perversão” e que pretende fazer apologia à violência sexual.

O pastor Craig Gross, fundador do site bestsexlifenow.com (“melhor vida sexual já”, em tradução livre), diz que a mensagem sobre sexo do filme levou algumas pessoas a acreditar que é necessário recorrer a extremos para que o sexo seja prazeroso, além de fomentar a indústria de acessórios de sexo.

“Muitos casais se sentem presos em vidas sexuais sem brilho, mas as fantasias apresentadas em ‘50 Tons de Cinza’ parecem algo inatingível”, disse o pastor Gross, acrescentando que “as pessoas podem ter muito sexo no casamento e experiências de verdadeira intimidade sem tomar as medidas extremas retratadas no filme”.

No site bestsexlifenow.com, Gross e um parceiro ministerial, Dave Wills, produzem vídeos que abordam as questões principais sobre o quarto dos casais cristãos. O pastor destacou que muitas questões sobre o uso de brinquedos e acessórios no sexo de casais cristãos foram enviadas ao site a partir da leitura do livro que inspirou o filme.

“Com a atenção que ’50 Tons’ tem obtido, muitos casais estão curiosos sobre que tipo de comportamento sexual é permitido para eles”, disse Gross ao Charisma News. “Contanto que seja dentro de um casamento e seja uma coisa que você queira tentar, não há nada na Bíblia que diz que você não pode. No entanto, há perigos quando você começar a se envolver em comportamentos extremos”, acrescentou o pastor.

Craig Gross tem um trabalho ministerial voltado à área da sexualidade. Ele foi um dos co-fundadores do site xxxchurch.com , que ministra a pessoas viciadas em pornografia ou imersos na indústria pornô.

Nesse meio, ouviu muitos relatos sobre o aumento do interesse por acessórios após o surgimento do livro. “É ótimo se divertir no quarto com o seu cônjuge, mas quando fica sombrio ou prejudicial, isso é um nível totalmente diferente. Se você ama o seu cônjuge, questiono por que você iria querer prejudicar ou degradá-lo”, pontuou o pastor. “A grande notícia é que você não tem que se envolver em tais comportamentos a ter uma vida sexual excitante”, resumiu.

“O sexo é um dom de Deus, que traz intimidade e conexão para o casamento. Ele foi criado para você mostrar seu amor para seu companheiro, e quanto você o estima”, concluiu.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura

Bispo Edir Macedo: doutrina de 50 Tons de Cinza é inspirada por “demônios da perversão”

50-tons-de-cinzaO bispo Edir Macedo entrou para a lista dos críticos vorazes do livro Cinquenta Tons de Cinza, e publicou um artigo descrevendo a história como uma obra demoníaca e perversa.

O filme baseado no livro estreia nos cinemas brasileiros amanhã, 12 de fevereiro. No Brasil, a data não possui grande significado, mas em muitos países é véspera do Dia dos Namorados, ou o “Valentine’s Day”. Em contrapartida, a estreia por aqui acontece em clima de carnaval.

O texto publicado pelo líder da Igreja Universal do Reino de Deus foi escrito pela colaboradora Evelyn Higgibotham. Nele, a autora diz que especialistas em literatura “consideram esse o pior livro de todos os tempos a entrar para a lista dos mais vendidos do New York Times”.

O texto diz ainda que “além do tema repugnante, o estilo e a trama pobres fazem do livro uma verdadeira piada ao lado de verdadeiras obras de literatura”, e questiona: “Como pode um livro que todos consideram horrível se tornar um fenômeno financeiro? É simples: demônios da perversão”.

Cinquenta Tons de Cinza ficou conhecido como um livro “pornográfico para donas de casa”, e o filme deverá seguir uma linha próxima a isso, de acordo com informações divulgadas em sites especializados em cinema.

“O livro descreve e exalta cada um desses momentos ‘picantes’ em detalhes, arrastando seus leitores para um tipo de inferno emocional. Depois de tais episódios sexuais, a mulher é deixada sangrando e tão machucada que mal consegue se mexer. Mas ela o ‘ama’, e no último livro da trilogia, se casa com ele”, resume o artigo publicado no blog do bispo Macedo.

De acordo com a publicação, Cinquenta Tons de Cinza prega que “as mulheres devem encarar o abuso e a violência como algo nobre e corajoso”, em uma espécie de investimento futuro para o relacionamento.

No entanto, no Brasil e em outros países, a lógica do romance ficcional é criticada e vista como apologia à violência sexual contra a mulher. E o texto publicado por Edir Macedo vai na mesma linha de entendimento.

“Qualquer assistente social ou psiquiatra concordaria que este é um quadro típico de abuso: a mulher ama um homem que é perigoso. Ela tem baixa autoestima. Ele a domina, ameaça e manipula. Ela se sente desejada e importante e tolera a violência porque acredita que pode ‘salvá-lo’. Na vida real, muitas dessas histórias acabam em morte. Os boletins de ocorrência são provas disso”, argumenta.

Por fim, o texto frisa o ponto de vista espiritual para reprovar a leitura ou a audiência ao filme: “Cinquenta Tons de Cinza se tornou a nova fórmula de realização no casamento. As pessoas acreditam que precisam experimentar formas cada vez mais excitantes e pervertidas de prazer sexual para serem felizes, e quanto mais se aprofundam nessas experiências, mais os demônios da depravação invadem suas vidas e destroem suas famílias. É uma doutrina que glorifica a excitação sexual sem amor, sem carinho, sem dar, sem Deus – o egoísmo e a dor dão mais prazer. É inacreditável, mas até mesmo os cristãos estão se deixando levar por essa doutrina”, pontua.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura, Mundo

Pastor diz que irá “batizar” cópias do livro “50 Tons de Cinza” para anular a fantasia na mente das pessoas

50-Tons-de-Cinza-e1423570115376O polêmico pastor Ed Young atraiu atenções ao dizer que iria “batizar” cópias do livro “50 Tons de Cinza” para evitar que os leitores caíssem em “uma armadilha” e fossem aos cinemas ver o filme que estreará nos próximos dias.

O livro, de conteúdo erótico, tornou-se uma febre mundial, mas atraiu polêmicas por causa das estripulias sexuais praticadas pelo personagem protagonista. Alguns críticos consideraram a publicação como uma apologia à violência sexual contra mulheres.

Young tem histórico de polêmicas como líder evangélico. Fundador da megaigreja Fellowship, na cidade de Dallas, o pastor se aventurou como televangelista e consultor de moda para colegas de ministério através do site pastorfashion.com, onde vende “looks” para os pastores descolados.

Segundo Ed Young, o livro e o filme fazem parte de uma ideia de corrupção dos valores cristãos: “Há uma epidemia cultural lá fora, que está envolta em completa fantasia. O livro, ’50 Tons de Cinza’ é uma tentativa perversa de aprisionar leitores e levá-los ao engano a respeito do que significam intimidade e conexão”, argumentou.

“É uma distorção patética de uma realidade mais poderosa sobre relacionamentos. Deus não é anti sexo, e Ele não é cinza quando se trata de relacionamentos. Eu quero fazer as pessoas acordarem para a realidade de que propósito e o plano de Deus para suas vidas é muito maior!”, acrescentou.

De acordo com informações do Christian Post, o mais recente livro de Ed Young também aborda de forma crítica o fenômeno literário que “50 Tons de Cinza” se tornou. O livro “Fifty Shades of They” (ainda sem tradução para o português, mas que pode ser entendido como “50 tons entre eles”) se tornou um dos best-sellers destacados pelo jornal The New York Times.

“Você me diz quem são seus amigos e eu vou mostrar-lhe o seu futuro. Relacionamentos conduzem uma parte significativa de nossas vidas. É hora de começar a procurar perceber a verdade e pôr de lado a falsidade torcida. E está na hora de responder à pergunta: ‘Seus desejos são cumpridos em uma fantasia sexual ou em uma realidade relacional?’”, questionou o pastor.

A ideia de “batizar” os livros, segundo Young, é fazer aumentar a conscientização das pessoas sobre a “perversidade” de seu conteúdo. O batismo simbólico será feito em cidades como Dallas, Miami e também em Londres, na Inglaterra.

“O triste é que muitos foram vítimas daquilo que esse livro representa e perderam a verdade de que Deus tem uma maneira e um propósito melhor para eles. Eu quero mostrar às pessoas que tudo se resume a um embate entre fantasia e realidade”, finalizou.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura, Mundo

Menino desmente livro onde relatava ter visitado o céu após quase morrer: “Eu acho que estava querendo atenção”

Alex MalarkeyO garoto Alex Malarkey, de 10 anos, ficou conhecido no mundo inteiro por causa do livro “O Menino que Voltou do Céu”, que relata sua suposta morte e viagem até o paraíso após um grave acidente de transito. Porém, Malarkey veio recentemente a público desmentir a história contada no livro, e afirma que estava querendo chamar atenção ao relatar seu suposto encontro com Deus.

Após um grave acidente em 2004, Alex ficou dois meses em coma e, segundo seu relato, foi encaminhado por anjos até o paraíso.

– Eu não morri. Eu não fui para o paraíso. Eu disse que fui para o paraíso porque eu acho que estava querendo atenção. Quando eu fiz aquilo, eu nunca tinha lido a Bíblia. As pessoas têm lucrado com mentiras. E continuam lucrando – afirma agora o garoto, segundo o jornal “New York Daily News”.

O garoto criticou ainda o mercado literário criado em torno de supostas “viagens ao céu”, batizado pelo “The New York Times” como “heavenly tourism” (algo como turismo celestial), e que já conta com best-sellers como “O Céu é de Verdade”, “90 Minutos no Céu”, “Cenas do Além” e “Meu Tempo No Céu”, todos relatando viagens ao paraíso.

– Nada escrito pelo homem pode ser infalível. Eu quero que todo o mundo saiba que a Bíblia é suficiente. Aqueles que comercializarem esses materiais devem ser chamados a arrepender-se e ter a Bíblia como suficiente – afirmou Alex Malarkey.

De acordo com o Washington Post, após a declaração de Malarkey, a editora Tyndale House, responsável pela publicação do livro, afirmou que a obra será retirada de todas as livrarias e não será mais vendida.

A mãe do garoto criticou a comercialização do livro e em uma declaração publicada em seu blog pessoal afirmou que é “ao mesmo tempo intrigante e doloroso ver o livro não só continuar a vender, mas, em sua maior parte, não ser questionado”.

Fonte: Gospel +

Publicado em Brasil, E-BOOK, Literatura

Associação de empresários lança Guia Gospel para Sexshops e disponibiliza livro para download

sexshop-gospel-e1417602434690A Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME) está lançando um livro que funciona como um guia para os empresários do setor que queiram atender ao público evangélico de forma específica.

O livro “Guia Gospel para Sexshops e Consultores de Casais” oferece instruções de como abordar os clientes em seus estabelecimentos, quais produtos oferecer e compreender um pouco mais sobre o universo dos evangélicos.

“Tenho certeza de que este livro é um dos mais importantes já escritos no nosso setor, e sinto que poderá ajudar muitas pessoas, tanto evangélicas quanto não evangélicas, mas que ainda têm muitas dúvidas e preconceitos sobre as sexshops”, afirmou Paula Aguiar, presidente da ABEME e coautora do livro, ao lado de João Ribeiro, Lidia Ribeiro, Thelma Regina e Leila Emilia.

Capa do Guia Gospel para Sexshops
Capa do Guia Gospel para Sexshops

Uma demonstração do empenho da ABEME em difundir o livro entre os empresários do setor é sua disponibilização gratuita em formato PDF para os associados. Uma das razões que explicam tamanha dedicação aos evangélicos está numa enquete realizada pela revista Cristianismo Hoje em parceria com o site Genizah sobre o uso de assessórios na relação sexual.

De acordo com o levantamento, 28,1% dos casais evangélicos afirmaram usar assessórios durante a relação sexual. A média é amplamente superior à dos casais não evangélicos, que ficou na faixa dos 17%.

“Para muitos pode ser surpreendente este assunto e para alguns pode parecer até mesmo chocante. Durante muito tempo a sexualidade, o prazer, a religião e Deus não se misturavam”, diz trecho do livro.

As informações sobre hábitos e comportamento dos evangélicos chega ao nível de detalhes: “Se no quarto ou hotel tiver banheira (um lugar que evangélico dificilmente vai é em motel, porque para eles, motel é lugar de pecado) prepare uma cesta com sais de banho, pétalas para a banheira, óleo de banho…Faça uma cesta sensual com os produtos para apimentar o resto da noite e …”, sugere outro trecho do livro.

Além da versão e-book em português, o livro também será publicado em inglês e disponibilizado para venda. Ainda não há informações sobre o valor e a data de lançamento.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura, Mundo

Entidade cristã lança edição ilustrada da Bíblia Sagrada com representações de Jesus negro

jesus-cristo-negroEm tempos de tensões sociais constantes por conta de questões étnicas, as estratégias de evangelismo têm se mostrado cada vez mais criativas, e também polêmicas: para alcançar jovens afro-americanos, uma editora resolveu publicar uma Bíblia com ilustrações onde Jesus é retratado como um afro-americano.

De acordo com informações do National Catholic Reporter, a Bíblia tem todos os “assessórios” desenvolvidos por negros: desde as ilustrações até os comentários de rodapé, que foram escritos por teólogos de ascendência africana.

“Queríamos ajudar a servir uma população de crianças que ninguém está prestando atenção, em especial, os afro-americanos”, disse John Vitek, idealizador da edição da Bíblia voltada para os negros. “Eu olhei em volta e vi que nenhum dos outros editores prestava atenção neles [jovens afro-americanos]”, acrescentou.

A proposta de criação da Bíblia voltada para negros foi descrita pelos profissionais envolvidos como um grande desafio: “São vários livros em um. É uma história muito antiga, de mais de 2 mil anos. Mantê-la relevante, interessante e atraente nos dias atuais é um desafio”, afirmou o bispo John Ricard, um dos envolvidos no projeto.

Para James Okoye, doutor nas Escrituras pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, a proposta da Bíblia para jovens negros é esclarecer o contexto da época em que foi escrita em uma linguagem acessível a eles: “Você tem que mostrar que a Bíblia é a palavra de Deus, mas é a palavra de Deus, de acordo com o contexto humano. Você tem Colossenses e Efésios, onde Paulo aparentemente diz ‘escravos, obedecei a vossos senhores’. Como você lida com isso com um equilíbrio delicado para mostrar a palavra de Deus nesse texto, e mostrar como ele foi mal utilizado, e começar a mostrar como ela é usada hoje em dia?”, questionou, sugerindo que a resposta pode ser encontrada na própria Bíblia Sagrada.

Fonte: Gospel +

Publicado em Brasil, Cotidiano, Literatura, Política

Em livro, ex-primeira-dama Rosane Malta revela uso de magia negra durante mandato de Collor

rosane-malta-tudo-que-vi-e-viviA ex-primeira-dama Rosane Malta, ex-mulher do presidente deposto Fernando Collor, lança dia 04 de dezembro uma autobiografia sobre os 22 anos em que foi casada com o político brasileiro de maior ascensão e queda na história do país.

De acordo com Rosane, que se converteu ao Evangelho há poucos anos, o cenário pré-campanha eleitoral em 1989 foi marcado por apelos à magia negra para vencer a disputa da primeira eleição com voto direto da população.

Os rituais, segundo descreve Rosane, envolviam a violação de túmulos: “Consistia em colocar uma espécie de amuleto, que chamam de azougue, dentro da boca de sete defuntos recém-enterrados”.

O objetivo destes “trabalhos” antes da disputa era impedir que o apresentador Silvio Santos registrasse sua candidatura ao Planalto. O empresário e dono do SBT era um dos mais cotados para concorrer com Lula à época, mas acabou desistindo da eleição.

A Casa da Dinda, mansão onde Collor vivia com a esposa era o cenário dos rituais de magia negra descritos por Rosane: “Quando tudo acabava, ficava uma sujeira danada, sangue espalhado”, conta.

Durante o mandato de Collor, a Casa da Dinda se tornou um dos itens do escândalo de corrupção que culminou no impeachment do presidente mais jovem do país.

A queda de Collor é narrada por Rosane no livro, que usou a cena da descida da rampa do Palácio do Planalto como ilustração para seu papel durante a crise. “Levante a cabeça. Seja forte”, teria dito Rosane a Collor no dia 2 de outubro de 1992, enquanto deixavam a sede do poder de mãos dadas.

 “As pessoas vão saber quem é a Janja, essa garota feliz, de bem com todo mundo, de coração lindo, que ajudava a todos. E que foi atrás de um sonho e de um amor em que se jogou por completo”, disse a ex-primeira-dama descrevendo a si mesma no livro.

De acordo com informações da jornalista Mônica Bergamo, colunista do jornal Folha de S. Paulo, Rosane considera que escapou da “maldição” que rondou seu ex-marido e familiares: “O mais interessante é que, tanto eu como a mãe de santo [Cecília], aceitamos Jesus e nos afastamos completamente da magia negra… Fomos as únicas que escapamos da tal ‘maldição do impeachment‘”, finaliza.

Fonte: Gospel +

Publicado em Brasil, Cultura, Literatura

Nada a Perder 3: último volume da biografia de Edir Macedo arrecadou R$ 3,7 milhões em uma semana

Nada a Perder 3O bispo Edir Macedo se tornou um dos campeões de vendas de livros no Brasil, e o terceiro livro de sua biografia alcançou uma arrecadação de R$ 3,7 milhões na semana retrasada.

Esse valor foi alcançado em apenas uma semana de vendas e representa 15% do total de R$ 24,6 milhões arrecadados pelas livrarias com as vendas no período, de acordo com informações do Instituto Nielsen.

Os números superlativos da venda do terceiro volume da biografia do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, escrito pelo jornalista Douglas Tavolaro, diretor de jornalismo da TV Record, colocaram o bispo como o primeiro colocado na lista de títulos de não-ficção.

“Nada a Perder 3, de Edir Macedo, ocupa o primeiro lugar da lista dos mais vendidos de não-ficção de VEJA, mas quem for investigar mais a fundo perceberá que o terceiro volume da autobiografia do bispo é muito mais do que isso em termos de números. De acordo com uma pesquisa do instituto Nielsen, na semana retrasada os 113 000 exemplares vendidos de Nada a Perder 3 representaram 15% do total faturado pelas livrarias brasileiras. Dos 24,6 milhões de reais de vendas totais, o livro do bispo faturou 3,7 milhões de reais”, noticiou o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna Radar Online.

Edir Macedo já vendeu, ao todo, 4 milhões de exemplares de seus livros, e em 2014, o bispo ocupa a lista dos 20 títulos mais vendidos com dois títulos: o segundo episódio da série Nada a Perder, “Meus Desafios Diante do Impossível”, que somam mais de 85 mil exemplares vendidos ao longo dos dez primeiros meses do ano; e o recente lançamento do capítulo final da trilogia biográfica já ultrapassa a casa dos 200 mil exemplares vendidos.

Segundo o jornalista Euler de França Belém, colunista do Jornal Opção, Macedo vem disputando com o escritor Paulo Coelho o título de maior vendedor de livros do país, embora a “disputa” e o “título” são informais, e a medição é realizada através dos números consolidados pelas editoras.

Fonte: Gospel +

Publicado em Internet, Literatura, Mundo, Tecnologia

Bíblia vai ganhar versão em emoticons

emoticonObjetivo é atrair um público que nunca leu a Palavra de Deus.

Dois projetos recentes de Bíblias chamaram atenção no site de financiamento coletivo Kickstarter. Em julho, o empresário Adam Lewis Greene lançou o projeto Bibliotheca, que pretende popularizar a leitura das Escrituras redefinindo-a como um texto corrido em vários volumes, sem separação de livros, capítulo ou versículos, “como uma grande obra de arte literária”.

No mês seguinte, teve início o projeto da Forever Bible [Bíblia Eterna]. Essa seria a única Bíblia que alguém precisaria ter pois durara “para sempre”. Seus criadores afirmam que ela é resistente à sujeira, desgastes, rasgões e à prova de água. Ambos alcançaram seus objetivos e arrecadaram até mais que o necessário.

Talvez inspirado por esses casos de sucesso, o fotógrafo Kamran Kastle, formado em Cinema pela Universidade do Sul da Califórnia, que publicar a Bíblia em emoticons. Também chamados de emoji, são aqueles desenhinhos comumente usados em redes sociais ou programas de bate-papo.

Ao conversar com adolescentes, notou que muitos deles já desenvolveram uma espécie de linguagem própria que usa essas “figurinhas” para expressar suas ideias. Pensando em alcançar essa geração que não desgruda de seus smartphones, Kamran decidiu criar uma série de símbolos digitais e imagens que representam eventos bíblicos.

versiculos-em-emoticonSendo cristão, ele acredita que a Bíblia muda vidas. Sua página oficial anuncia que essa é uma tradução completa das Escrituras para “uma das mais novas linguagens do mundo”. Pretende lançar sua obra em formato de livro eletrônico e disponibilizar todos os emoticons que desenhou para download. “Metade do livro será a Bíblia traduzida em Emoticons e a outra metade será o texto bíblico comum. Cada versículo bíblico terá abaixo sua “versão em emoticons”.

custo total do projeto é de US$ 25.000, incluindo o necessário para produzir as versões impressas. Em entrevista à revista Vice, Kastle conta que cada emoticon bíblico foi cuidadosamente pensado. “Não há uma emoji para a separação do Mar Vermelho … por isso eu inventei um. Não existe sequer um emoji de Jesus, por isso tive de fazer um também”, conta.

Até o momento ele já criou sozinho 5.000 desenhos. Todo o trabalho tem sido feito manualmente por ele. Quem fizer doações para o projeto poderá contribuir dando sugestões e até auxiliar na tradução.

O fotógrafo afirma que aprendeu com sua atuação em publicidade e cinema a “ver o mundo em imagens” e que muitas pessoas também o veem assim. Afirmou não ter medo de ofender ninguém e sabe que receberá críticas, mas defende que sua ideia servirá para atrair um público que nunca leu a Bíblia. “No futuro, acredito que cada vez mais as pessoas e lugares irão usar emoticons para substituir palavras, para que as pessoas de outras línguas possam compreender”, argumenta.

Na verdade, traduzir um livro inteiro para emoticons deixou de ser uma ideia completamente nova após o lançamento do romance clássico Moby Dick em versão emoji no final do ano passado. Criado por Fred Beneson e financiado após coleta no site Kickstater, o livro está disponível tanto em versão eletrônica quanto impressa.

Fonte: Gospel Prime

Publicado em Cultura, Literatura, Mundo, Pesquisa

Bíblia é o livro “mais valioso” para humanidade, aponta pesquisa

bibliaOrigem das Espécies, de Darwin, ficou em segundo.

Qual o livro mais valioso para a Humanidade? Essa era a pergunta da pesquisa realizada pela empresa YouGov, encomendada pela organização Folio Society, do Reino Unido.

Para surpresa de muitos, a Bíblia continua em primeiro lugar. Embora tenha sua história como nação intimamente ligada à questão religiosa, a Inglaterra é também o berço do movimento neoateísta, de Richard Dawkins e Cristopher Hitchens.

Recentemente, a legislação mudou e as escolas inglesas foram proibidas pelo governo de ensinar o criacionismo e passaram a promover desde as primeiras séries “o respeito pelos direitos dos homossexuais”.

O resultado da pesquisa mostra, que embora exista uma forte pressão da sociedade, alguns princípios não mudam tão facilmente. “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, livro que se tornou obrigatório nas instituições de ensino ficou em segundo lugar, numa disputa apertada.

Os últimos 50 anos trouxeram várias mudanças para a sociedade inglesa. Antigo berço de missões para o mundo, a Inglaterra hoje é considerada uma nação “pós-cristã”. Por causa dos fluxos constantes de imigrantes, o islamismo passou a ter grande influência e dezenas de igrejas cristãs foram fechadas para se tornar mesquitas. Por isso, o Alcorão aparece entre os livros mais citados.

O pastor e teólogo Alessandro Brito, que estudou na Inglaterra  acredita que diante do quadro atual, essa é “uma ótima notícia”, mas ressalta que a valorização da Bíblia “deve ser cada vez mais promovida nos filhos pelos pais tementes a Palavra de Deus”.

A lista oficial da pesquisa é:

1) A Bíblia (37%)
2) A Origem das Espécies – Charles Darwin (35%)
3) Uma Breve História do Tempo – Stephen Hawking (17%)
4) Relatividade: A Teoria Especial e Geral – Albert Einstein (15%)
5) 1984 – George Orwell (14%)
6) Principia Mathematica – North Whitehead e Bertrand Russell (12%)
7) O Sol é Para Todos – Harper Lee (10%)
8) O Alcorão (9%)
9) A Riqueza das Nações – Adam Smith (7%)
10) A Dupla Hélice – James Watson (6%)

Ao todo, 30 títulos foram mencionados, mas apenas dois são romances. A maioria são livros científicos ou religiosos. Apareceram menções ao “Dicionário Oxford de Inglês” e ao clássico “O Senhor dos Anéis”, cujo autor é inglês. Nota-se a ausência de livros como “O Capital” e o “Manifesto Comunista”, que mudaram a história do mundo no século passado.

Segundo a pesquisa da YouGov, os entrevistados deveriam justificar suas escolhas não por gosto pessoal, mas pelo reconhecimento de sua importância.

A justificativa para a escolha da Bíblia foi porque “contém princípios/orientações sobre como ser uma boa pessoa”. Já o livro de Darwin foi apontado por “responder às perguntas fundamentais da existência humana”. Curiosamente entre os homens “A Origem” foi mais citada, sendo “A Bíblia” a escolha da maioria das mulheres.

Fonte: Gospel Prime com informações BBC

Publicado em Brasil, Cultura, Literatura

 “Meu Pequeno Evangelho”: Turma da Mônica vai contar histórias de apologia ao espiritismo

turma da monicaA Turma da Mônica, grupo de personagens de histórias em quadrinhos criado pelo cartunista Maurício de Sousa, será usado para difundir as crenças espíritas sobre Jesus e o Evangelho.

O livro “Meu Pequeno Evangelho” traz histórias do grupo de personagens infantis escritas em parcerias com o espírita Luis Hu Rivas, um designer peruano, e Alã Michell, que desde os 15 anos de idade é adepto da religião.

De acordo com o jornalista Felipe Patury, essa não é a primeira vez que de Sousa publica histórias religiosas da Turma da Monica. “O que nunca tinha feito é um livro que juntasse Monica, Cebolinha, Cascão, Magali, Anjinho e Penadinho em histórias de cunho espírita”, pondera Patury.

Em pré-venda, o livro “Meu Pequeno Evangelho” é descrito na sinopse da Boa Nova Editora – especializada em publicações espíritas – como uma obra de mensagens positivas a respeito do Evangelho.

“Neste livro, a Turma da Mônica recebe a visita de André, um primo do Cascão que vai apresentar para as crianças conceitos do Evangelho que todos podemos usar no dia a dia, independentemente da religião que praticam. Meu Pequeno Evangelho traz lindas mensagens de amor, caridade e humildade, contadas de forma divertida com os personagens mais queridos do Brasil”, diz o resumo.

O espiritismo é uma doutrina derivada do cristianismo criada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo Allan Kardec, que mistura ciência, filosofia e fé na busca por uma “melhor compreensão não apenas do universo tangível (científico), mas também do universo a esse transcendente (religião)”, de acordo com o resumo do Wikipedia.

No Brasil, uma das principais difusoras das mensagens do espiritismo são as novelas da TV Globo que tratam sobre vida após a morte, reencarnação, almas gêmeas e outros assuntos pertinentes a essa doutrina.

Fonte: Gospel +

 

Publicado em Brasil, Cultura, Literatura

Bispo Macedo disputa com escritor Paulo Coelho o título de maior vendedor de livros no Brasil

nada-a-perder-3O bispo Edir Macedo lançou o terceiro capítulo de sua biografia, “Nada a Perder 3 – Do coreto ao Templo de Salomão”, e a tiragem inicial de 50 mil unidades foi vendida na semana do lançamento.

Segundo o jornalista Euler de França Belém, colunista do Jornal Opção, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus vai disputar com o escritor Paulo Coelho o título de maior vendedor de livros do Brasil. A “disputa” e o “título” são informais, e a medição é realizada através dos números consolidados pelas editoras.

Ao todo, Macedo já vendeu 4 milhões de exemplares de seus livros, e em 2014, o bispo ocupa a lista dos 20 títulos mais vendidos com dois títulos: o segundo episódio da série Nada a Perder, “Meus Desafios Diante do Impossível”, somam mais de 85 mil exemplares vendidos ao longo dos dez primeiros meses do ano; e o recente lançamento do capítulo final da trilogia biográfica já soma 184 mil exemplares vendidos.

Os três livros da série Nada a Perder foram escritos pelo jornalista Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da TV Record, e lançados pela editora Planeta do Brasil.

Uma curiosidade dos lançamentos dos livros é que o bispo Edir Macedo quase nunca comparece aos eventos. No dia 30 de outubro, quando o livro foi lançado em Goiânia (GO) numa livraria do shopping Flamboyant, os representantes do fundador da Universal foram os bispos Fernando Vassoler, Fernando Mendes e Paulo Pereira.

Mesmo sem a presença de Edir Macedo nos lançamentos, os eventos são sempre muito concorridos, e em alguns países, a quantidade de pessoas que se reuniram para ter acesso em primeira mão aos livros era tão grande que os exemplares esgotavam.

Na África do Sul, mais de 100 mil exemplares foram vendidos somente no dia do lançamento, em um evento que reuniu mais de 55 mil fiéis, que rendeu o recorde mundial de vendas de um livro em sua estreia. Cientes da mobilização dos fiéis, os assessores do bispo planejaram reunir 160 mil pessoas no Rio de Janeiro, o que acabou não se concretizando.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura, Mundo

Escritor Stephen King diz crer em Deus e classifica religião como “uma ferramenta

Stephen-KingO escritor Stephen King, autor de diversos best-sellers, afirmou que acredita em Deus apesar de a religião ser usada por gente mal intencionadas para manipular pessoas ingênuas.

A declaração de Stephen King foi feita à edição norte-americana da revista Rolling Stones. “Eu escolho acreditar que Deus existe e, portanto, posso dizer: ‘Deus, eu não posso fazer isso por mim. Ajuda-me a não tomar uma bebida hoje. Ajuda-me a não tomar uma droga hoje’. E isso funciona bem para mim”, disse.

Stephen cresceu numa Igreja Metodista, mas as “dúvidas” que tinha quanto à organização de uma comunidade de fé o tornaram avesso à religião, que considera “uma ferramenta muito perigosa que tem sido mal utilizada por um grande número de pessoas”.

Mesmo com suas restrições à religião, o renomado escritor diz que escolhe crer em Deus “porque [a fé] torna as coisas melhores”: “Você tem um ponto de meditação, uma fonte de força”, resumiu.

Stephen King é conhecido por escrever histórias de terror e suspense, e já publicou mais de 50 livros, com mais de 400 milhões de exemplares vendidos. Muitos de seus livros viraram filmes, e o mais famoso é “O Iluminado”, adaptado em 1980 por Stanley Kubrick, com o ator Jack Nicholson no papel principal.

O próximo livro de Stephen King será “Revival”, um romance que narra a história de um pastor metodista que condena sua fé após um acidente horrível. De acordo com a sinopse do livro, o personagem narrador da história, Jamie Morton, sente uma sombra cair sobre ele e termina por encontrar o novo ministro metodista da sua pequena cidade na Nova Inglaterra, Charles Jacobs.

No encontro, eles sentem uma conexão que vai reverberar através da vida de Jamie, levando-o para um final que vem sendo considerado “o mais assustador que Stephen King já escreveu”.

Fonte: Gospel +

Publicado em Literatura, Mundo

Famoso pastor anuncia que se tornou ateu e publicará livro contando sua “desconversão”

bob-ripleyUm famoso pastor canadense se afastou de seu ministério e comunicou que se tornou ateu após mais de 30 anos como pregador.

Bob Ripley, que liderou a Igreja Metropolitana Unida, no Canadá, por 15 anos, disse que chegou à conclusão de que não acredita em Deus após se aprofundar nos questionamentos que carregou consigo por toda a vida.

“Comecei esta jornada fazendo perguntas. Eu estava descontente com os clichês banais ou afirmações preguiçosas. A curiosidade é um acelerador incrível da mente”, disse o ex-pastor em um artigo publicado no Ifpress.com.

Ripley se descreveu como “um defensor apaixonado pela honestidade intelectual” e pediu aos fiéis e admiradores de seu trabalho nas últimas décadas que não ficassem aborrecidos com ele por causa de sua decisão de tornar pública a sua descrença.

Em breve, o ex-pastor vai lançar um livro chamado “Life Beyond Belief: a Preacher’s Deconversion” (“Vida além da crença: a desconversão de um pregador”, em tradução livre do inglês), onde detalha sua jornada gradual de descrença em Deus.

Em seu artigo, Ripley afirma que ainda acredita que não existem grupos sociais superiores a outros, sejam ateus ou crentes. “Acho que o que importa não é tanto em que acreditamos, mas como nos conduzimos por este poucos e frágeis anos de vida. Acredito que ter consciência da beleza e da maravilha do universo, incluindo este pálido ponto azul no canto remoto de uma das bilhões de galáxias, é um privilégio indescritível”, concluiu o ex-pastor.

Fonte: Gospel +

Publicado em Cultura, Literatura, Mensagens, Mundo, Reflexão

Escritora lista parábolas de Jesus que são mal interpretadas e diz: “Se olharmos com atenção, podemos aprender ainda mais”

Amy-Jill-Levine-e1411392764628Os ensinamentos de Jesus registrados nos Evangelhos são lidos e interpretados, no âmbito religioso, como fonte de sabedoria espiritual e guia de salvação. No entanto, a escritora Amy-Jill Levine propõe uma reflexão ainda mais profunda sobre o assunto, a fim de que se possa aprender ainda mais com o Filho de Deus.

“’A religião foi projetada para confortar os aflitos e afligir os confortáveis’. As parábolas de Jesus – contos com lições de moral – também foram projetadas para afligir, para nos atrair, mas nos deixa desconfortáveis. Esses ensinamentos podem ser lidos como sendo sobre o amor divino e a salvação, com certeza. Mas, os seus primeiros ouvintes – judeus do primeiro século na Galiléia e na Judéia – ouviram mensagens muito mais desafiadoras. Só quando ouvimos as parábolas como o público de Jesus fez, podemos experimentar plenamente o seu poder e nos encontramos surpresos e desafiados nos dias de hoje”, opinou a escritora, autora do livro “Short Stories by Jesus: The Enigmatic Parables of a Controversial Rabbi” (“Contos de Jesus: as enigmáticas parábolas de um rabino controverso”, em tradução livre), e professora do Novo Testamento e Estudos Judaicos das universidades Vanderbilt Divinity School e College of Arts and Sciences.

O artigo de Levine foi publicado pela CNN e propõe reflexões mais extensas e intensas sobre quatro parábolas de Jesus, pregadas ao povo judeu há mais de dois mil anos.

A “Parábola do Filho Pródigo”

“Esta parábola é geralmente visto como uma história de como o nosso ‘Pai do céu’ nos ama independentemente de como nossas ações sejam desprezíveis. Esta é uma mensagem bonita, e eu não gostaria de descartá-la. Não é, porém, o que judeus do primeiro século teriam entendido. O público judeu de Jesus já sabia que o seu ‘Pai do Céu’ sabe amar, perdoar e ser compassivo.

É Lucas que configura uma mensagem de arrependimento e de perdão. Lucas prefacia nossa parábola com duas outras parábolas mais curtas: a da ovelha perdida e da moeda perdida. O evangelista conclui-lhes: ‘Haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento’.

Mas isso é realmente isso o que as parábolas querem dizer? Jesus não estava falando sobre o pecado ovino ou ganância; As ovelhas não se sentem culpadas e moedas não se arrependem. Além disso, o homem perde as ovelhas; a mulher perde a sua moeda. Mas Deus não ‘nos perde’.

As duas primeiras parábolas não são sobre arrependimento e perdão. Eles estão prestes a contar: o pastor notou uma ovelha faltando em 100, e a mulher percebeu uma moeda faltando 10. E eles procuraram, encontraram, se alegraram e comemoraram. Ao fazer isso, eles montaram a terceira parábola.

A história do filho pródigo começa assim: ‘Havia um homem que tinha dois filhos…’ Se nos concentrarmos em um filho pródigo, nós falhamos em compreender a abertura. Cada judeu biblicamente letrado sabe que se houver dois filhos, o mais novo é mencionado primeiro: Abel antes de Caim, Isaque antes de Ismael, Jacó e Esaú, Efraim e Manassés.

Mas as parábolas nunca são do jeito que queremos. Nós não podemos nos identificar com o caçula, que ‘desperdiçou tudo o que tinha na vida dissoluta’.

Em seguida, se vemos com surpresa o fato de o pai acolher o caçula em sua casa, nós novamente falhamos em nossa interpretação. O pai simplesmente está encantado que o caçula voltou: Ele se alegra e dá uma festa. Se pararmos aqui, nós não captamos a moral da história.

O irmão mais velho – lembram dele? – ouve música e dança. Seu pai tinha tempo suficiente para contratar a banda e o fornecedor, mas ele nunca procurou seu filho mais velho. Ele tinha dois filhos, e ele não contava.

Nossa parábola é menos sobre perdão e mais sobre a importância, e faz com que todos sejam vistos assim. A quem nós perdemos? Se não contar, pode ser tarde demais”.

A “Parábola do Bom Samaritano”

“Nosso entendimento usual desta famosa história se perde de várias maneiras. Aqui estão duas.

Em primeiro lugar, os leitores presumem que o sacerdote e o levita ignoram o andarilho ferido porque eles estão tentando evitar tornar-se ‘impuro’. Não faz sentido. Essa interpretação não faria a lei judaica soar má. Na parábola, o pregador não está subindo para Jerusalém, onde a pureza seria uma preocupação, ele está ‘descendo’ para Jericó.

Nenhuma lei impede os levitas de tocar em cadáveres, e há inúmeras outras razões pelas quais a pureza ritual não é relevante aqui. Jesus menciona o sacerdote e o levita porque eles representam uma terceira categoria: os israelitas. Para citar os dois primeiros é preciso invocar o terceiro.

Se eu disser: ‘Pedro, Tiago e João…’ você provavelmente vai completar com ‘…no barquinho’. No entanto, para entender a contraposição que seria feita com o samaritano, era preciso situar os ouvintes sobre quem os religiosos representavam.

Essa analogia nos leva à segunda leitura errada. A parábola é muitas vezes vista como uma história de como a minoria oprimida – imigrantes, gays, pessoas em liberdade condicional – são ‘boas’ e, portanto, devemos verificar os nossos preconceitos. Samaritanos, então, não eram a minoria oprimida: eles eram o inimigo. Sabemos que isso não é relatado apenas pelos historiadores, mas também por Lucas, o evangelista.

Apenas um capítulo antes de nossa parábola, Jesus procura hospedagem em uma aldeia samaritana, mas eles se recusam a recebê-lo. Além disso, Samaria tinha outro nome: Siquém. Em Siquém, a filha de Jacó é estuprada ou seduzida pelo príncipe local. Em Siquém, o juiz assassino Abimeleque se refugia.

Nesse contexto, se somos a pessoa que está na vala, e vemos o samaritano, nosso primeiro pensamento é que o samaritano ‘vai nos estuprar, nos matar’. Então percebemos: Nosso inimigo pode ser a pessoa que vai nos salvar. Na verdade, se nós simplesmente perguntarmos ‘onde está Samaria hoje?’, podemos ver a importância dessa parábola para a crise israel/palestina”.

A “Parábola dos trabalhadores da vinha”

“Esta parábola conta a história de uma série de trabalhadores que começam a trabalhar em diversos horários do dia, mas o proprietário os paga o mesmo valor. A parábola é, por vezes, lida com uma lente anti-judaica, de modo que os primeiros contratados são os ‘judeus’ que se ressentem dos gentios ou pecadores que entram na vinha de Deus. Novamente, não faz sentido.

Os primeiros ouvintes de Jesus não ouviam uma parábola sobre a salvação em vida após a morte, mas sobre a economia no presente. Eles ouviram uma lição sobre como os empregados devem falar em nome daqueles que não têm um salário diário.

Eles também descobriram um aviso para as pessoas com recursos: dividam com aqueles que não têm emprego, e garantam que todos tenham o que é necessário. Jesus não inventou essa idéia de defesa dos desempregados e de partilha de recursos. As mesmas preocupações ocorrem na tradição judaica do rei Davi em diante. Mas, a menos que saibamos as fontes bíblicas e históricas, mais uma vez, vamos entender mal a parábola”.

A “Parábola da Pérola de Grande Valor”

“Esta parábola descreve um homem que vende de tudo, a fim de obter a sua pérola valorizada. Geralmente nos é contada como uma alegoria que quer nos ensinar sobre a centralidade da fé, ou a igreja, ou Jesus, ou o Reino dos Céus.

Mas os comentaristas não conseguem concluir o que a pérola representa. Talvez eles estejam procurando no lugar errado. Nós não reconhecemos o absurdo inicial da parábola hoje – o comerciante (um atacadista que nos vende o que não precisamos a um preço que não podemos pagar) vende tudo o que tem por uma pérola.

Ele não pode comê-la, ou sentar-se nela; ele não vai cobrir muito de seu corpo se usar somente a pérola. Mas, ele acha que esta pérola irá satisfazê-lo.

E se a parábola nos desafia a determinar nossa própria pérola de grande valor? Se sabemos qual é a nossa última preocupação, devemos ser menos gananciosos. Não vamos suar as pequenas coisas.

Mais: nós nos tornamos mais capazes de amar o nosso próximo, porque nós sabemos o que é mais importante para eles.

Os contos de Jesus provocam-nos, porque eles nos dizem que, de alguma forma, já sabemos qual é a verdade, mas não queremos reconhecê-la. Eu não sou cristã, mas eu ouço as mensagens profundas nessas parábolas. Se eu como uma pessoa de foram que pode ser tão comovida com as histórias de Jesus, e certamente as pessoas que o adoram como Senhor e Salvador pode apreciá-los ainda mais”.

Fonte: Gospel +

Publicado em Internet, Literatura

Desafio de livros no Facebook mostra “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” à frente da Bíblia entre os mais lidos

livrosUm novo desafio no Facebook propõe a internautas que publiquem uma lista com dez livros que “mudaram suas vidas”. A surpresa é que livros de ficção que se tornaram franquias no cinema apareceram com mais frequência e à frente da Bíblia Sagrada.

As séries literárias “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis” têm sido mais mencionadas que as Escrituras Sagradas pelos participantes do desafio, segundo informações do Christian Headlines.

A descoberta foi feita através de um estudo realizado pelos pesquisadores Lada Adamic e Pinkesh Patel. De acordo com os dados extraídos de mais de 130 mil atualizações de status do Facebook foi possível também descobrir uma lista com os 100 livros mais lidos pelos internautas.

Dentre as 130 mil publicações usadas para o estudo, 63% haviam sido feitas por usuários da rede social nos Estados Unidos, 9% por internautas da Índia e 5% do Reino Unido. Os demais 23% foram coletados entre internautas de diversos outros países.

A coleta de dados aconteceu durante as duas últimas semanas de agosto, e em primeiro lugar ficaram os livros que contam a saga do personagem Harry Potter, seguido do livro “To Kill a Mockingbird”, publicado em 1960 pela escritora Harper Lee. A saga “O Senhor dos Anéis”, escrita pelo autor cristão J. R. R. Tolkien ficou em terceiro lugar, seguida pelo livro “O Hobbit”, do mesmo autor.

O livro “Pride and Prejudice” (“Orgulho e Preconceito” no título em português), escrito por Jane Austen ficou em quinto lugar, à frente da Bíblia Sagrada, em sexto.

 “Embora estes livros não possam ser normalmente considerados grandes obras da literatura, elas tendem a se manterem populares através das décadas”, afirmaram os pesquisadores em um comunicado divulgado com o estudo.

Recentemente o Facebook foi palco de outros dois desafios bem populares: o balde de gelo, na campanha que promoveu a arrecadação de fundos para pesquisas em busca da cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA); e o da blasfêmia contra Deus, promovido por ativistas ateus.

Fonte: Gospel +