Publicado em Mensagens, Reflexão

Teste: sua adoração é pagã ou cristã?

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Nota do editor: esse texto é a continuação do texto A adoração em sua igreja é mais pagã do que cristã?

Mesmo não sendo uma lista exaustiva, os 7 pontos a seguir nos ajudam a pensar de forma mais bíblica a respeito de adoração:

1. Adoração deve ser regulada de acordo com a Escritura

É importante para Deus como Seu povo O adora. A forma importa. Pergunte a Nadabe e Abiú. Nunca somos convidados a adorar Deus de formas que parecem próprias a nós mesmos. A Escritura nunca nos chama a fazer o que “parece certo” na presença de Deus. Pelo contrário, a Palavra de Deus deixa bem claro quais são os elementos nos quais consiste a nossa adoração. A pregação da Palavra, música e canto, leitura da Escritura, oração, dízimos e ofertas, confissão de pecado e os sacramentos (batismo e a Ceia do Senhor).

Em dias em que muitos cristãos agem como empreendedores espirituais, é importante se lembrar que não somos nós quem decidimos como chegar a Deus (ou nos “conectar”, “experimentar”, “encontrar” ou qualquer outra palavra que esteja na moda). Citando Block mais uma vez, “[O] objetivo da adoração autêntica é a glória de Deus, não o prazer dos seres humanos, o que significa que a forma de adoração deveria se conformar à vontade de Deus, ao invés dos desejos da humanidade caída”.

2. Adoração é a resposta à auto revelação de Deus

Nós adoramos Deus em resposta a o que Ele revelou sobre si mesmo. O cristianismo é uma religião revelada. Isso é, não podemos intuir o evangelho ou os atributos de Deus que não são claramente visíveis na ordem criada. Dessa forma, dependemos das Escrituras para verdadeiramente conhecer e adorar Deus. É por isso que Deus fez da proclamação da Palavra o centro da adoração.

3. Adoração pode ser acompanhada foi afeições, mas não guiada por ela

Eu me pergunto o que se quer dizer com preguntar como “o louvor foi bom?”. Não quero ser implicante, mas podemos perceber o que cremos sobre algo pela forma com que falamos sobre isso. Me parece que a forma como avaliamos a adoração muitas vezes tem menos a ver com sua aderência à vontade revelada de Deus e mais com a profundidade das afeições (emoções) que sentimos. Certamente nossa adoração deve abordar as afeições, mas devemos sempre nos lembrar que as emoções são coisas enganosas suscetíveis a manipulação e controle externo.

4. Adoração não deve ser governada por objetivos pragmáticos

Se há uma religião não oficial entre os evangélicos de hoje, é o pragmatismo. É a ideia de que se algo funciona, então é uma coisa boa. Se sua igreja cresce, se atrai famílias jovens, se é atrativo aos jovens, se produz as emoções certas, então é bom. Mas a adoração da igreja nunca deve ser governada por preocupações tais como crescimento, preferências dos não crentes, apelo a um certo grupo demográfico ou uma experiência subjetiva.

5. Adoração é para Deus

Por mais que geralmente tomemos o cuidado para não colocar dessa forma, parece haver uma tendência de tratarmos a adoração como se fosse algo para nós. Não me entenda mal. Há grandes bênçãos na adoração a Deus. Mas mais do que isso, Deus não requer nossa adoração como se fosse algo que ele precisa de nós (Atos 17.22-25). Pelo contrário, Deus nos chama a adorá-lo por causa de seu valor essencial. Deus exigiu a libertação de seu povo do Egito para que eles pudessem adorá-lo (Êxodo 5.1). Os Salmos repetidamente chamam o povo de Deus a adorar o Senhor por quem Ele é e pelo que Ele fez. Nós adoramos Deus porque sempre é propício que a criatura adore o criador.

6. Adoração não deve ser um meio de facilitar encontros místicos com Deus

Baseado em alguns dos comentários ao meu texto anterior, fica claro que muitos cristãos creem que música e adoração tem um papel de mediação em nossa relação com Deus. Mas a adoração não nos leva (ou facilita) a um encontro com Deus. Certamente nós adoramos por vivermos coram deo (perante a face de Deus). Jesus, em sua morte e ressurreição, nos trouxe para perto de Deus. Apesar de tudo que é falado sobre essa questão, ainda não vi nada na Escritura que nos diga que a música nos leva a Deus. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, nos levou a Deus, e não precisa de nenhuma ajuda de outras coisas para tal.

7. Adoração e obediência são inseparáveis

A Bíblia não separa pessoas de suas obras. Nem separa adoração de obediência. A primeira evidência do que está no coração não são as palavras ou as emoções, mas as obras. Na parábola da Vinha (Jesus 13.6-9), Jesus ensina que os ramos que não produzem fruto são jogados no fogo. Esse princípio é estabelecido por Deus na forma de bênçãos e maldições pactuais (Levítico 26; Deuteronômio 28). A lei moral de Deus (os 10 Mandamentos) podem ser entendidos como um chamado para viver toda a vida para a glória de Deus.


Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Fonte: Reforma21.org

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Autor:

Jornalista por profissão e discípula por vocação com o compromisso de ser relevante para o Reino de Deus!!

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