Cristão não divide sua lealdade a Deus com partido político

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Ontem, postados a aula Ideologia e idolatria de Jonas Madureira, na qual somos alertados de uma ideologia buscar galgar a posição de ídolo. Franklin Ferreira, em seus textos Totalitarismo, o culto do Estado e a liberdade do evangelho e Espectro político, mentes cativas e idolatria aborda o mesmo assunto:

Mesmo em suas representações ideais, nenhuma corrente política, seja de esquerda ou de direita, liberal ou antiliberal, pode ser associada à posição bíblica. Porém, é necessário lembrar que as Escrituras, do começo ao fim, tratam de política.

Na história de Israel, no Antigo Testamento, há histórias de reis e rainhas, uns “andando nos preceitos de Davi” (1Rs 3.3), muitos outros corruptos e infiéis. Há intrigas palacianas, golpes de estado sangrentos, transições políticas conturbadas, acordos sociais e alianças espúrias. Há tanto a perspectiva dos profetas, que exigem em nome de Deus conformidade à aliança, quanto o ponto de vista dos reis e dos palácios. No exílio babilônico, os sobreviventes da destruição de Judá, que temiam ao Senhor Deus, não se dobraram diante da “imagem de ouro”, símbolo de uma realeza que almejava lealdade e controle total (Dn 3.1-30). No Novo Testamento, o Império Romano foi uma força sempre presente aos cristãos, que é ridicularizada e colocada em seu devido lugar (cf. Rm 1.1-32; 13.1-7). Nas Escrituras não há um único texto que apoie a ideia de que o cristão deva colocar sua esperança no poder do Estado ou ser servil a um governo autoritário ou totalitário. A mensagem poderosa do evangelho (Rm 1.16), que tem poder de produzir uma mudança social profunda, não depende do poder ou controle do Estado.

[…]

Os cristãos, que buscam confessar sua fé em submissão às Escrituras, creem que há um só Senhor e Rei, o único Deus todo-poderoso. Os cristãos são súditos do “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1Tm 6.15). E esperam a “pátria [que] está nos céus”, de onde aguardam “o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20), o único que traz o juízo e a salvação para toda a sociedade.

Os cristãos não dividem sua lealdade com um Estado/partido/governo que requer fidelidade religiosa, pois os cristãos sabem que tal lealdade é idolatria, uma quebra do primeiro mandamento.28  Portanto, os cristãos têm a liberdade – que mesmo os melhores entre os incrédulos não têm – de criticar qualquer sistema político, qualquer ideologia, pois eles o fazem a partir da crença de que somente o Senhor Deus tem o direito de comandar todas as esferas da sociedade. Nenhum governo ou partido recebeu este direito. E os cristãos também creem que governos e partidos que anseiam ser totais deixam de ser a “autoridade ordenada por Deus” (Rm 13.1-7),29  para se tornar “uma besta” que recebeu “seu trono e grande autoridade” do dragão (Ap 13.1-18). E diante desta, a resposta cristã é: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

Aprofunde-se no assunto

Leia na íntegra os artigos de Franklin Ferreira

Espectro político, mentes cativas e idolatria

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Por: Franklin Ferreira. © 2014 Edições Vida Nova. Original: Totalitarismo, o culto do Estado e a liberdade do evangelho e Espectro político, mentes cativas e idolatria.

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